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Presidente do Turcomenistão ordena o fechamento de 'Porta do inferno'

Cratera arde há mais de 50 anos. Área é rica em petróleo e gás natural e se tornou ponto turístico. Mandatário afirma que as chamas são responsáveis por problemas ambientais e representam risco à saúde da população local

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM G1 10/01/2022
Presidente do Turcomenistão ordena o fechamento de 'Porta do inferno'
Foto: Igor Sasin/AFP
O presidente do TurcomenistãoGurbanguly Berdymukhamedov, disse no fim de semana que pretende por fim à famosa cratera de gás natural que queima no país há décadas.

Chamado "Porta do inferno", o local é um tradicional destino turístico com 70 metros de diâmetros e chamas que se veem de longe na paisagem desértica.

Cratera pode ser vista de longe, principalmente durante a noite — Foto: Igor Sasin/AFP

Cratera pode ser vista de longe, principalmente durante a noite — Foto: Igor Sasin/AFP

O presidente turcomeno levantou questões ambientais e econômicas para sua decisão de pôr fim ao fogo e pediu ao governo para que se encontrem maneiras seguras de apagar o incêndio.

A área tem uma quantidade significativa de petróleo e gás natural. E o "incêndio" começou quando geólogos da ex-União Soviética perfuravam a região, em 1971, para obter gás. O chão sob a plataforma cedeu e abriu o buraco.

Buraco apareceu em 1971 após ação de geólogos da antiga União Soviética que colocaram fogo nos gases — Foto: Igor Sasin/AFP

Buraco apareceu em 1971 após ação de geólogos da antiga União Soviética que colocaram fogo nos gases — Foto: Igor Sasin/AFP

O poço de fogo foi o resultado de um erro de cálculo simples por cientistas soviéticos, em 1971. Os geólogos perfuraram uma caverna subterrânea para obter gás.

Temendo que a cratera emitisse gases venenosos, os cientistas tomaram a decisão de colocar fogo, pensando que o gás iria queimar rapidamente. Mas as chamas não acabaram em mais de 50 anos, em um símbolo poderoso das vastas reservas de gás do Turcomenistão. Enquanto isso, visitantes viajam até lá para conferir o fenômeno de perto.