Mundo
Rússia amplia invasão na Ucrânia e se aproxima de Kiev
Aconteceu nesta sexta-feira (25)
25/02/2022
O que de mais importante aconteceu nesta sexta-feira
- Os ataques da Rússia contra a Ucrânia entraram no segundo dia. Putin ordenou que as forças russas invadissem completamente o país por terra, ar e mar
- A capital Kiev se prepara nesta sexta-feira para a chegada de tanques russos. Repórter da CNN relatou som de bombas
- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu mais ajuda dos aliados e disse nesta sexta (25) que os ucranianos estão defendendo o país “sozinhos”
- Países da Europa Central esperam receber um grande número de pessoas que estão fugindo da Ucrânia
- Uefa tira final da Liga dos Campeões da Rússia e Fórmula 1 suspende Grande Prêmio no país
- Em retaliação à decisão do Reino Unido, a Rússia proibiu companhias aéreas britânicas de pousar em seus aeroportos ou cruzar seu espaço aéreo
- Países da Europa acionaram o Artigo 4º da Otan para lançar consultas sobre a situação — o que poderia desencadear uma resposta conjunta
- Níveis de radiação aumentaram após soldados russos tomarem a Usina de Chernobyl
- Assessor do gabinete presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, disse que o objetivo de Putin é matar o presidente Zelensky
- China rebateu críticas de Biden e disse que mantém “comércio normal e cooperação com a Rússia”
- Inteligência dos EUA acredita que Kiev pode cair em dias para as forças russas
- Rússia diz que diálogo só acontecerá se ucranianos entregarem armas
- Putin conversa com Xi Jinping e diz que quer conduzir “negociações de alto nível” com Ucrânia
Fotos – Guerra da Rússia contra a Ucrânia entra no segundo dia
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1 de 46Centenas de moradores de um prédio residencial danificado por um míssil se reúnem em um abrigo antibomba no porão de uma escola em Kiev, em 25 de fevereiro de 2022. Crédito: Getty Images -
2 de 46Uma criança brinca no parquinho enquanto civis são vistos do lado de fora de um prédio residencial da região de Kiev, atingido durante intervenção militar russa, em 25 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
3 de 46Guardas de fronteira ucranianos que serviam no ponto de passagem de Chongar e entregaram suas armas, em 25 de fevereiro de 2022. Crédito: FSB/TASS via Getty Images -
4 de 46Um homem olha pela janela de um apartamento danificado em um bloco residencial atingido por um ataque de mísseis matinal, em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev. Crédito: Getty Images -
5 de 46Um homem caminha com seu cachorro na frente de um bloco residencial danificado por um ataque de mísseis matinal, em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev. Crédito: Getty Images -
6 de 46Um quarto queimado e danificado de um apartamento é visto em um bloco residencial atingido por um ataque de mísseis matinal em 25 de fevereiro de 2022 em Kiev. Crédito: Getty Images -
7 de 46Ucraniano recolhe seus pertences após o quarto ser danificado por um míssil, em Kiev, 25 de fevereiro de 2022. Crédito: Getty Images -
8 de 46Explosão é vista na capital ucraniana de Kiev na quinta-feira, 24 de fevereiro Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia -
9 de 46Diversas explosões foram registradas na Ucrânia após invasão de tropas russas na madrugada de quinta-feira (24) Crédito: Ministério do Interior da Ucrânia -
10 de 46Fumaça sai da região que abriga o Ministério da Defesa da Ucrânia em Kiev Crédito: Reuters -
11 de 46Engarrafamento registrado em Kiev, capital da Ucrânia Crédito: Reprodução/Reuters -
12 de 46Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convoca cidadãos para luta armada e pede doações de sangue nesta quinta-feira (24) Crédito: CNN / Reprodução -
13 de 46Moradores de Kiev deixam a cidade após ataques de mísseis das forças armadas russas e de Belarus, em 24 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia Crédito: Getty Images -
14 de 46Tanques em Mariupol após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar a invasão da Ucrânia Crédito: 24/02/2022 REUTERS/Carlos Barria -
15 de 46Tanques entram em Mariupol após presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar invasão da Ucrânia Crédito: 24/02/2022 REUTERS/Carlos Barria -
16 de 46Longa fila de carros em Kiev, tentando sair da Ucrânia, na manhã desta quinta (24) Crédito: Reuters -
17 de 46Espaço aéreo na Ucrânia foi completamente fechado após invasão de tropas russas no país Crédito: CNN / Reprodução -
18 de 46Pesssoas esperam trens em estação enquanto tentam deixar Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, após a Rússia iniciar um ataque em larga escala ao país Crédito: Getty Images -
19 de 46Estrutura danificada por um míssil em 24 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia. Explosão ocorreu devido a um ataque em larga escala realizada pela Rússia Crédito: Chris McGrath/Getty Images -
20 de 46Civis de Donetsk e Luhansk, regiões com predominância de separatistas russos, em Donbass, estão se instalando em campos em Rostov, na Rússia, após a evacuação da região em 21 de fevereiro de 2022 Crédito: Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images -
21 de 46Pessoas esperam ônibus em rodoviária em tentativa de deixar Kiev, a capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. A Rússia iniciou um ataque à Ucrânia, e expolosões vêm sendo relatadas em diversas regiões do país Crédito: Pierre Crom/Getty Images -
22 de 46Caminhões do exército russo passam por um posto policial em Armyansk, no norte da Crimeia, em 24 de fevereiro de 2022, após operação militar na Ucrânia Crédito: Sergei Malgavko/TASS via Getty Images -
23 de 46Veículos militares deixam a cidade de Armyansk, no norte da Crimeia, após ataque russo na Ucrânia Crédito: Sergei Malgavko/TASS via Getty Images -
24 de 46Tanque militar ucraniano próximo da escadaria Potenkin, no centro de Odessa, na Ucrânia, após operação militar russa em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Stringer/Anadolu Agency via Getty Images -
25 de 46Veículos militares após operação militar da Rússia, em Kramatorsk, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, no que foi classificado como maior ataque militar entre países da Europa desde a Segunda Guerra Mundial Crédito: Aytac Unal/Anadolu Agency via Getty Images -
26 de 46O bispo da Eparquia Católica Ucraniana da Sagrada Família de Londres junta-se a protesto realizado por ucranianos contra a invasão russa em Downing Street, no centro de Londres, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Yui Mok/PA Images via Getty Images -
27 de 46Protesto em Berlim na Alemanha em apoio aos ucranianos e pedindo o fim da operação militar russa no país, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency via Getty Images -
28 de 46Pessoas fazem filas para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos com medo dos ataques russos em Odessa, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Stringer/Anadolu Agency via Getty Images -
29 de 46Mulher chora após entrar na Polônica, na fronteira entre o país e a Ucrânia, após bombardeio russo. Espera-se que o conflito crie uma onda de refugiados ucranianos que buscarão asilo na Polônia Crédito: Dominika Zarzycka/NurPhoto via Getty Images -
30 de 46Primeiros imigrantes ucranianos começam a entrar na Polônia, após ataque russo no país Crédito: NurPhoto via Getty Images -
31 de 46Foguetes militares cruzam o céu durante entrada de repórter da CNN na Rússia Crédito: CNN -
32 de 46Pessoas formam filas nos supermercados em Kiev, Ucrânia, com medo do desabastecimento devido aos ataques russos no país, que já mataram mais de 40 soldados ucranianos Crédito: Future Publishing via Getty Images -
33 de 46Carros fazem fila em um posto de gasolina em Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Future Publishing via Getty Images -
34 de 46Metrô de Kharkiv virou abrigo improvisado, como flagrou equipe de CNN Crédito: CNN -
35 de 46Um foguete foi registrado dentro de um apartamento após bombardeio de tropas russas em Piatykhatky, Kharkiv, nordeste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Future Publishing via Getty ImagVyacheslav Madiyevskyy/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images -
36 de 46Bombeiros ucranianos chegam para resgatar cidadãos após ataque aéreo atingir um prédio residencial em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images -
37 de 46Um apartamento danificiado após um ataque aéreo russo em um prédio residencial em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images -
38 de 46Militares jogam itens em um incêndio do lado de fora de um prédio de inteligência em Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Chris McGrath/Getty Images -
39 de 46Avião militar dos EUA decola de base aérea em Ramstein, no estado alemão de Renânia-Palatinado, em 24 de fevereiro de 2022. Otan está fortalecendo suas tropas orientais. Crédito: dpa/picture alliance via Getty Images -
40 de 46Fumaça escura sobe de um aeroporto militar, em Chuguyev, perto de Kiev, segunda maior cidade da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: -
41 de 46Posto de controle na região de Kiev danificado por disparos de artilharia Crédito: 24/02/2022 Serviço de Imprensa do Serviço de Guarda Ucraniano/Divulgação via REUTERS -
42 de 46Bombeiros tentam apagar incêndio em prédio residencial na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images -
43 de 46Manifestantes protestam em Berlim contra invsão da Ucrânia pela Rússia Crédito: 24/02/2022REUTERS/Christian Mang -
44 de 46Helicópteros militares russos durante voo-teste na região de Rostov Crédito: 19/01/2022REUTERS/Sergey Pivovarov -
45 de 46Bombeiros chegam para apagar fogo em edifício de apartamentos em Chuhuiv no leste da Ucrânia Crédito: Justin Yau/Sipa USA via Reuters - 24.fev.22 -
46 de 46Equipes de resgate no local de queda de avião das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev Crédito: 24/02/2022Serviço de Imprensa do Serviço de Emergências da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
Números da guerra
O Ministério de Defesa da Ucrânia afirmou que suas forças armadas mataram 1000 soldados das forças russas desde que a invasão começou. “A Rússia não sofreu um número tão grande de baixas durante este período de hostilidades em todo o período de sua existência em nenhum dos conflitos armados que iniciou”, diz uma publicação nas redes sociais do Ministério. Ainda segundo a pasta, 30 tanques, sete aeronaves e seis helicópteros do exército russo foram abatidos. De cerca de 500 brasileiros que vivem na Ucrânia, 180 procuraram a embaixada brasileira no país para pedir ajuda ou informações, segundo comunicado do Itamaraty. A procura tem aumentando consideravelmente – ontem o número era de 93. Na Ucrânia, a população se divide entre se proteger em estações de metrô adaptadas como bunkers e tentar sair da região rumo ao oeste. Longas filas se formaram nas principais avenidas de Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, convocou a população para defender o país e disse que “cidadãos podem utilizar armas para defender território”.Putin conversa com Xi Jinping

Rússia: diálogo só acontecerá se ucranianos entregarem armas

Kiev pode cair em dias, diz Inteligência dos EUA
Autoridades de inteligência dos EUA estão preocupadas que Kiev possa cair sob controle russo dentro de dias, segundo relataram nesta sexta duas fontes familiarizadas com as informações mais recentes. Autoridades acreditam que a Rússia está enfrentando uma resistência mais dura das forças ucranianas do que o previsto, segundo as fontes. Mas as autoridades naquele briefing para o Capitólio se recusaram a dizer se acreditavam que Kiev cairia. Autoridades de inteligência ocidentais avaliam que o plano da Rússia é derrubar o governo em Kiev e instalar um governo proxy amigável à Rússia – mas eles ainda não sabem se Putin tentará ocupar e manter o território ucraniano depois, uma das fontes familiarizadas com a Inteligência disse à CNN.Ucranianos fazem filas para pegar em armas, diz ex-presidente
O ex-presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, que comandou o país de 2014 a 2019, disse em entrevista à CNN que os ucranianos fizeram filas nos últimos dias para pegar em armas e ajudar a bloquear o avanço das tropas da Rússia. Ele também mostrou um fuzil AK-47, que chamou de “sua assistente”, e disse que seu batalhão tem outras armas, apesar de não dispor de equipamentos pesados para enfrentar tanques russos.Matar o presidente
Um dos objetivos da guerra deflagrada pela Rússia contra a Ucrânia é matar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pessoalmente, de acordo com um assessor do gabinete da presidência do país. Assessores da presidência da Ucrânia disseram que Zelensky ainda está na capital do país.
Espaço aéreo segue fechado
Por causa dos ataques, o espaço aéreo da Ucrânia continua fechado. Autoridades temem que aeronaves com civis possam ser atingidas por armas russas. “Devido ao alto risco para a segurança da aviação, a Empresa Ucraniana de Serviços de Tráfego Aéreo (UkSATSe) decidiu fechar temporariamente o espaço aéreo da Ucrânia para a aviação civil”. Abaixo, confira reprodução da Flight Aware de como foi a movimentação dos aviões na quinta-feira (24):
Radiação em Chernobyl
A agência nuclear da Ucrânia informou que está registrando um aumento nos níveis de radiação do local da extinta usina nuclear de Chernobyl. Os russos tomaram Chernobyl na quinta-feira (24): autoridades ucranianas confirmaram que as forças russas ultrapassaram o local do pior desastre nuclear do mundo. A Casa Branca condenou a Rússia por “relatos confiáveis” de que funcionários civis da usina de Chernobyl, no norte da Ucrânia, foram feitos reféns.
Fórmula 1 suspende Grande Prêmio da Rússia
A Fórmula 1, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e as equipes das escuderias anunciaram, nesta sexta-feira (25), que a realização do Grande Prêmio da Rússia desta temporada está suspensa. Em comunicado conjunto, os envolvidos explicaram que houve uma reunião na noite de quinta-feira (24) e a conclusão foi de que “é impossível realizar o GP da Rússia nas circunstâncias atuais”.
Uefa muda final da Liga
Após reunião do Comitê Executivo da Uefa, a entidade decidiu por transferir a final da Champions League, marcada para o dia 28 de maio. O jogo que até então aconteceria em São Petersburgo, na Rússia, agora acontecerá no Stade de France, em Paris. “A Uefa deseja expressar os seus agradecimentos e apreço ao Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, pelo seu apoio pessoal e empenho em transferir o jogo mais prestigiado do futebol europeu de clubes para França num momento de crise sem precedentes”, informou a instituição em nota.
Retaliação do Kremlin ao Reino Unido
A Rússia proibiu companhias aéreas britânicas de pousar em seus aeroportos ou cruzar seu espaço aéreo, informou o órgão regulador russo de aviação civil. A medida segue a proibição de Londres aos voos da transportadora de bandeira russa Aeroflot imposta em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. O primeiro-ministro Boris Johnson anunciou a proibição na quinta-feira (24) no parlamento e a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido disse que suspendeu a permissão de transporte estrangeiro da Aeroflot.
China diz que mantém “comércio normal e cooperação com a Rússia”
O Ministério das Relações Exteriores da China reagiu nesta sexta-feira (25) contra o comentário do presidente dos EUA, Joe Biden, de que qualquer país que apoiasse a invasão da Rússia seria “manchado por associação”. Ao também responder crítica da Austrália sobre manter relações comerciais com a Rússia, o país afirmou que se baseia em “mútuo respeito”. O porta-voz do ministério, Wang Wenbin, fez as declarações em uma coletiva de imprensa diária. Segundo representante do órgão, a China conduz um “comércio normal e cooperação com a Rússia”.
Rússia reprime protestos
A polícia da Rússia deteve só na quinta-feira (24) mais de 1.600 russos que protestaram contra a operação militar na Ucrânia, enquanto as autoridades ameaçaram bloquear reportagens da mídia que contenham o que Moscou descreveu como “informação falsa”. Ao menos 44 cidades registraram manifestações contra a ofensiva russa contra o território ucraniano. Em atos de dissidência cautelosa, mas incomum no país, estrelas pop russas, jornalistas, um comediante de televisão e um jogador de futebol se opuseram à guerra on-line depois que o presidente Vladimir Putin lançou uma invasão da Ucrânia nas primeiras horas desta quinta-feira (24). Falando na Casa Branca na parte da tarde, Joe Biden disse que o governo americano, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e demais aliados limitariam a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares e outras moedas com o objetivo de impor “custos fortes agora e ao longo do tempo”.Joe Biden anunciou “maiores sanções da história” contra Rússia
O primeiro pronunciamento oficial do presidente norte-americano deu conta de anunciar que EUA e aliados iriam impor sanções históricas contra a Rússia, como o esperado e previamente anunciado. Biden classificou o ataque como “não provocado e sem necessidade” e disse que o presidente Putin “será um pária no cenário internacional”. “Sancionamos seus bancos, cortamos seus maiores bancos, um terço está fora do sistema econômico. O segundo maior banco da Rússia foi sancionado também”, disse. “Enquanto apertamos sua capacidade de recuperação, cortaremos mais da metade da sua força”. Não haverá, no entanto, emprego de tropas dos Estados Unidos na região neste momento, afirmou Biden. “Nossas forças não irão lutar no território ucraniano, mas defenderemos nossos aliados. A boa notícia é que a Otan está mais unida e determinada que nunca com nossos compromissos”. “Ninguém esperava que as sanções iriam impedir o que está acontecendo, isso levará tempo, ele testará se nós continuaremos unidos, e nós iremos. As sanções serão tão fortes quanto as balas e mísseis da Rússia na Ucrânia”, continuou. A CNN teve acesso ao projeto de resolução que os Estados Unidos apresentaram nesta quinta-feira (24) aos demais países do Conselho de Segurança da ONU, dentre os quais o Brasil. O documento tem duas páginas e é dividido em 20 tópicos. A proposta ainda está em negociação e pode sofrer alterações. Aqui estão algumas das sanções anunciadas:- Limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, euros, libras e ienes para fazer parte da economia global;
- Limitar capacidade de financiar e aumentar as forças armadas russas;
- Prejudicar sua capacidade de competir na economia de alta tecnologia do século 21;
- Sanções contra bancos russos que juntos detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos.
Itamaraty: não há como fazer ação de resgate na Ucrânia
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que presta assistência aos brasileiros na Ucrânia, mas disse não existir condições, neste momento, de fazer uma ação de resgate no país. Atualmente, há 422 brasileiros que vivem na Ucrânia, segundo informação enviada à CNN por André Mourão, chefe consular em Kiev. Mais cedo, a embaixada brasileira da Ucrânia havia publicado orientações para os cidadãos e pediu para que os brasileiros presentes na capital Kiev não saiam ainda da cidade devido “grandes engarrafamentos” registrados. Mesmo assim, o ministro de Relações Exteriores, Carlos França, deve se reunir com o secretário de estado dos EUA, Antony Blinken, para discutir a crise entre Rússia e Ucrânia, reportou o analista da CNN, Gustavo Uribe. Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (PL) republicou orientações da embaixada do Brasil na Ucrânia. “Estou totalmente empenhado no esforço de proteger e auxiliar os brasileiros que estão na Ucrânia”, escreveu.Bolsonaro sobre posição do Brasil: “Decisão é minha”
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, na quinta-feira (24), que é sua a decisão sobre o posicionamento do Brasil frente à guerra entre Rússia e Ucrânia. “Quem fala pelo país é o presidente e o presidente se chama Jair Messias Bolsonaro. Quem tem dúvida disso basta procurar o Artigo 84 [da Constituição Federal]. Quem está falando isso está falando sobre o que não lhe compete”, disse Bolsonaro em transmissão pelas redes sociais. A fala acontece após o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) declarar que os países do Ocidente devem usar a força em apoio aos ucranianos.600 mil ucranianos no Brasil estão aflitos sem notícias de familiares, diz cônsul
O cônsul-honorário da Ucrânia em São Paulo, Jorge Rybka, falou à CNN sobre a situação dos ucranianos no Brasil após os ataques executados pela Rússia ao país do Leste Europeu. De acordo com o cônsul, a comunidade ucraniana no Brasil é representada por mais de 600 mil pessoas que estão “aflitas” por notícias de familiares que vivem no país. “Buscamos ainda a paz, a diplomacia, o que for possível. Pedimos que haja o retrocesso dessa invasão territorial”, disse Rybka.Sanções vão erodir base industrial russa, diz von der Leyen
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que um próximo pacote de sanções da União Europeia atingirá severamente a economia da Rússia, aumentando a saída de capital, elevando a inflação e erodindo gradualmente sua base industrial. “Essas sanções vão suprimir o crescimento econômico da Rússia, aumentar os custos dos empréstimos, aumentar a inflação, intensificar a saída de capital e corroer gradualmente sua base industrial”, disse ela a repórteres em Bruxelas, acrescentando que a UE também pretende limitar o acesso da Rússia a tecnologia.Vamos cobrar Putin por sua agressão, diz Boris Johnson
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou um pacote de sanções econômicas à Rússia. Dentre as medidas, estão congelamento financeiro e banimento de exportações. “Esses poderes vão nos permitir excluir os bancos russos do sistema financeiro do Reino Unido, que é o maior da Europa, impedindo-os de acessar e fazer pagamentos através do Reino Unido”, declarou. “Vamos criar uma nova legislação para banir a exportação de itens para a Rússia, incluindo itens tecnológicos, componentes tecnológicos, em setores na área de eletrônica, telecomunicação e setor aeroespacial”. Também foi anunciada a suspensão de financiamento e empréstimos para empresas russas, além de limitação do número de verbas que poderão depositar em contas bancárias britânicas. Segundo o premiê, as medidas também serão aplicadas à Belarus – alinhada a Putin.“Ataque mais sério à paz” em décadas, diz Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse durante um discurso que a agressão contra a Rússia contra a Ucrânia constitui “o ataque mais sério à paz e à estabilidade na Europa em décadas”. “Ao escolher a guerra, o presidente Putin não atacou apenas a Ucrânia”, disse ele. “Ele decidiu realizar o mais sério ataque à paz e à estabilidade na Europa em décadas”, disse. “Estes eventos são um ponto de viragem na história da Europa e do nosso país. Terão consequências duradouras e de longo alcance nas nossas vidas, na geopolítica do nosso continente”, complementou. Como outros líderes europeus, Macron afirmou que as sanções europeias terão como alvo os setores militar, econômico e energético da Rússia.Países da Europa ocidental acionam Artigo 4º da Otan
Países membros da Otan na Europa Oriental – Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia – acionaram o Artigo 4º da organização para lançar consultas dentro da aliança sobre o ataque da Rússia à Ucrânia. De acordo com o site da OTAN, a consulta ao abrigo do Artigo 4º pode levar a uma ação coletiva entre os 30 estados membros. “As partes se consultarão sempre que, na opinião de qualquer uma delas, a integridade territorial, a independência política ou a segurança de qualquer uma das partes estiver ameaçada”, diz o artigo 4º do tratado.Bélgica pede que União Europeia pare de emitir vistos para russos
A Bélgica quer que a União Europeia pare de emitir vistos para todos os cidadãos russos, incluindo estudantes, trabalhadores e turistas, disse o ministro do Asilo e Imigração, em resposta ao ataque de Moscou à Ucrânia. “O ataque imprudente da Rússia nos obriga a ter cuidado com os russos que desejam vir para a Bélgica”, disse a autoridade belga, Sammy Mahdi, em comunicado. “No momento, os russos não são bem-vindos aqui, uma proibição geral de visto para russos não deve ser um tabu”, disse ele, acrescentando que isso deve afetar estadias de curto e longo prazo.Como foi o primeiro dia da guerra
Os ataques que se seguiram ao longo do dia foram flagrados por equipes da CNN em Kiev. Logo pela manhã, o repórter da CNN Brasil, Mathias Brotero, relatou ter ouvido barulhos que podem ser de explosões. Os cidadãos de Kiev iniciaram um movimento de tentar sair da cidade. Na manhã de quinta, foram registradas longas filas de carros na capital ucraniana. O trânsito intenso tinha como direção o Oeste, longe de onde as explosões foram ouvidas pela manhã, com poucos carros indo para o Leste. Estações de metrô na cidade de Kharkiv, no leste ucraniano, viraram abrigo para moradores em meio à invasão de tropas da Rússia. Próxima da fronteira, a cidade foi alvo de bombardeio nesta quinta.
Zelensky: Vamos prover armas a todos que quiserem
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, concedeu uma entrevista coletiva liberando o uso de armas para “defender o território“. Ele pediu doação de sangue e afirmou que todos que estivessem preparados para defender o país deveriam se apresentar às forças militares.Veja como foram as primeiras reações de líderes mundiais nas redes sociais
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA. “É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:- ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
- TROPAS ATIVAS
- AERONAVES DE COMBATE
- HELICÓPTEROS DE ATAQUE
- TANQUES DE GUERRA
- ARMAMENTO ANTIAÉREO
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país. O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência). O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev. De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países. Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.
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