Mundo
Ocidente e China condenam invasão da Ucrânia pela Rússia, isolada na ONU
Assembleia-Geral da ONU realiza reunião emergencial para discutir conflito no leste europeu
28/02/2022
Tribunal de Haia vai investigar Rússia por crimes de guerra e contra humanidade
O Tribunal Penal Internacional, em Haia, decidiu nesta segunda-feira abrir investigação sobre a situação da Ucrânia “o mais rápido possível”. O procurador, Karim Khan, disse estar “convencido de que há uma base razoável para acreditar que tanto os supostos crimes de guerra quanto os crimes contra a humanidade foram cometidos na Ucrânia”. Embora nem a Rússia nem a Ucrânia façam parte do Tribunal de Haia, a Ucrânia exerceu suas prerrogativas para que o Tribunal investigue crimes de guerra e crimes contra a humanidade feitos por Moscou desde o final de 2013.Primeiro encontro entre Rússia e Ucrânia termina sem acordo
Foi encerrado sem acordo o primeiro encontro entre delegações diplomáticas de Ucrânia e Rússia, que se reuniram na região da fronteira com Belarus, nesta segunda-feira, para discutir um possível cessar-fogo. De acordo com o assessor presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, os representantes retornarão às suas respectivas capitais antes de uma segunda rodada de negociações, informou a agência de notícias RIA. Os países estão em uma guerra que já persiste há cinco dias, desde que forças russas invadiram o território ucraniano. A delegação ucraniana incluiu, entre outros, o ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov, conselheiro do chefe do gabinete do presidente da Ucrânia, Mykhailo Podoliak, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mykola Tochytskyi. O presidente Volodymyr Zelensky não fez parte do grupo. O país exigiria um “cessar-fogo imediato e a retirada das tropas russas”, disse um comunicado da presidência ucraniana mais cedo. Na última sexta-feira, em mensagem de vídeo, o presidente da Ucrânia pediu conversas diretas com o líder russo Vladimir Putin. “Gostaria de me dirigir ao presidente da Federação Russa mais uma vez. Há combates em toda a Ucrânia agora. Vamos nos sentar à mesa de negociações para impedir a morte das pessoas”, disse Zelensky. Começou pouco depois das 12h (de Brasília) desta segunda-feira (28) a reunião extraordinária da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que discute a guerra da Ucrânia. Entre os países-membros, o embaixador da Ucrânia junto à ONU, Sergiy Kyslytsya, foi o primeiro escalado a falar. Ele condenou as ações do governo de Vladimir Putin e, durante sua fala, afirmou que as próprias Nações Unidas estão sob ameaça, caso a Ucrânia não resista ao enfrentamento militar. “Se a Ucrânia não sobreviver, a paz tampouco sobreviverá. Se a Ucrânia não sobreviver, a ONU não sobreviverá. Não se iludam: se a Ucrânia não sobreviver, não será uma surpresa se a democracia ruir em seguida”, declarou o embaixador ucraniano. “A única parte culpada aqui é a Federação Russa.” O segundo país programado para falar na Assembleia-Geral foi justamente a Rússia, com o embaixador Vasily Nebenzya. Ele afirmou que as ações russas têm sido “distorcidas” e reafirmou que o objetivo da operação é “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia. Abdulla Shahid, presidente da Assembleia-Geral, foi o primeiro a discursar na reunião, pedindo “cessar-fogo imediato”. Na sequência, foi a vez do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que também cobrou o fim da ação russa. O Brasil é o 16º na fila de países que deverão discursar. A reunião ocorre após convocação do Conselho de Segurança da ONU, no domingo. A votação do conselho de 15 membros foi processual para que a Rússia não pudesse exercer seu veto no órgão. A resolução convocando a sessão da Assembleia-Geral foi adotada com 11 votos sim. A Rússia votou contra, enquanto China, Índia e Emirados Árabes Unidos se abstiveram. O Brasil foi a favor. Embora as resoluções não sejam vinculativas, elas têm peso político. Os Estados Unidos e aliados veem a ação nas Nações Unidas como uma chance de mostrar que a Rússia está isolada por causa da invasão da vizinha Ucrânia.Tradicionalmente neutra, Suíça adota sanções da UE contra Rússia
A tradicionalmente neutra Suíça adotará sanções da União Europeia contra russos envolvidos na invasão da Ucrânia por Moscou e congelará seus bens, disse o governo nesta segunda-feira, em um forte desvio das tradições do país. “Em vista da contínua intervenção militar da Rússia na Ucrânia, o Conselho Federal tomou a decisão em 28 de fevereiro de adotar os pacotes de sanções impostos pela UE em 23 e 25 de fevereiro”, disse o governo em comunicado. A Suíça também adotou sanções financeiras contra o presidente russo Vladimir Putin, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin e o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov, com efeito imediato.Putin proíbe transferências para fora da Rússia a partir de 1º de março
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a proibição de empréstimos em moeda estrangeira e transferências de residentes russos para fora da Rússia a partir de 1º de março, disse o Kremlin nesta segunda-feira, em retaliação às sanções econômicas impostas a Moscou pelo Ocidente. Putin também assinou uma lei para que empresas exportadoras vendam 80% de suas receitas cambiais recebidas a partir de 1º de janeiro de 2022, no mercado.Rublo cai 30% e Rússia sobe juros para 20% após enxurrada de sanções
A moeda da Rússia caiu para um recorde de baixa em relação ao dólar dos Estados Unidos nesta segunda-feira (28) como o sistema financeiro do país cambaleou por sanções esmagadoras impostas pelos países ocidentais. O rublo perdeu mais de 30% de seu valor para ser negociado a 109 por dólar às 4h30 (horário de Brasília), após uma queda anterior de até 40%. O início das negociações no mercado de ações russo foi adiado. O colapso da moeda fez com que a central russa voltasse a implementar medidas de emergência, incluindo um grande aumento nas taxas de juros de 9,5% para 20%. Ainda nesta segunda, os EUA tomaram novas medidas para proibir transações em dólares americanos com o banco central russo e bloquear totalmente o fundo de investimento direto russo. O objetivo é impedir que a Rússia acesse um “fundo para dias difíceis” com o qual Moscou esperava contar durante a invasão à Ucrânia, segundo autoridades.Reino Unido proíbe navios russos de atracar em seus portos
A Grã-Bretanha disse na segunda-feira que disse a seus portos para não fornecer acesso a nenhum navio registrado, de propriedade ou controlado pela Rússia ou russos antes que a nova legislação entre em vigor. “O setor marítimo é fundamental para o comércio internacional e devemos fazer nossa parte para restringir os interesses econômicos da Rússia e responsabilizar o governo russo”, disse o secretário de Transportes Grant Shapps em uma carta a todos os portos do Reino Unido.ONU registra mais de 500 mil refugiados ucranianos
Filippo Grandi, chefe da agência de refugiados da ONU, a ACNUR, informou pelo Twitter que mais de 500 mil pessoas fugiram da Ucrânia para países vizinhos desde o início da invasão russa.Protestos contra a guerra levam quase 6 mil pessoas à prisão na Rússia
As autoridades russas detiveram um total de 5.942 pessoas por participarem de protestos contra a guerra em todo o país desde que o Kremlin ordenou a invasão à Ucrânia, disse o site de monitoramento independente OVD-Info no domingo (27). De acordo com os últimos dados, 2.802 pessoas foram detidas por participarem de manifestações não autorizadas em 57 cidades de todo o país. Só em Moscou, 1.275 pessoas foram detidas. De acordo com a lei russa, grandes manifestações exigem que os manifestantes solicitem uma autorização, que deve ser apresentada não mais que 15, mas não menos que 10 dias antes do evento.O que de mais importante aconteceu no final de semana
- O prefeito da cidade de Berdyansk, na costa sul da Ucrânia, disse que as forças russas entraram e assumiram o controle da cidade
- A Ucrânia e a Rússia concordaram em realizar um encontro na segunda-feira (28) na fronteira com Belarus para discutir o conflito, segundo o presidente Volodymyr Zelensky
- O Conselho de Segurança da ONU aprovou a convocação de uma reunião emergencial da Assembleia-Geral da organização
- O Ministério de Relações Exteriores do Brasil anunciou que cerca de 100 brasileiros ainda estão na Ucrânia e 80 já saíram do país
- A Ucrânia resistiu e repeliu ataques da Rússia, em especial contra a capital Kiev, de acordo com o presidente do país
- EUA, União Europeia, Reino Unido, Canadá e Japão decidiram excluir a Rússia do Swift, um sistema global de pagamentos
- A União Europeia estabeleceu uma série de sanções contra a Rússia, como o fechamento do espaço aéreo para aeronaves do país
- Ao falar sobre a guerra na Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o país opta pela “neutralidade”
- O chefe do diplomacia da UE, Josep Borrell, anunciou que o bloco fará novas sanções contra a Rússia na segunda-feira, com foco na elite do país
- A segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, foi palco de uma nova investida russa, com a explosão de um gasoduto
- A Fifa proibiu a Rússia de usar hino, bandeira e sediar jogos
- O enviado especial da CNN Mathias Brotero mostrou refugiados deixando Kiev rumo a Varsóvia em trens lotados
- Milhares de manifestantes se reuniram na Europa para protestar contra ataque russo à Ucrânia
- O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, anunciou que o país destinará mais de 2% do PIB para defesa
- O governo ucraniano anunciou o fechamento de fronteiras com a Rússia e Belarus
- Países da Europa anunciaram o envio de reforços e armas para a Ucrânia em meio à invasão da Rússia
- Um prédio residencial em Kiev foi atingido por um míssil, em meio à investida russa contra a cidade
- A Casa Branca cobrou da China uma condenação à invasão da Ucrânia pela Rússia
Google desativa temporariamente dados de tráfego ao vivo do Maps na Ucrânia
O Google, da Alphabet, confirmou neste domingo que desativou temporariamente na Ucrânia algumas ferramentas do Google Maps que fornecem informações ao vivo sobre as condições do trânsito e a movimentação de diferentes lugares. A empresa disse que tomou medidas para a segurança das comunidades locais no país, após consultar fontes, incluindo autoridades regionais. A Ucrânia está enfrentando ataques de forças invasoras russas.Ministério do Interior ucraniano divulga número de civis mortos
O número de pessoas mortas na Ucrânia após a invasão russa é de 352 civis, afirmou o Ministério do Interior da Ucrânia no domingo. Pelo menos 14 dos mortos são crianças, segundo o ministério. Outras 1.684 pessoas, incluindo 116 crianças, ficaram feridas. Ainda neste domingo, Oleksandr Svidlo, prefeito interino da cidade de Berdyansk, na costa sul da Ucrânia, disse que as forças russas entraram e assumiram o controle da cidade. Berdyansk, que tem uma pequena base naval, tem uma população de cerca de 100 mil habitantes. O prefeito disse que os funcionários foram solicitados a continuar trabalhando, “mas sob o controle de homens armados. Considero esta proposta inaceitável, então nós, como todos os membros do quartel-general operacional, deixamos o prédio do comitê executivo”.União Europeia e Alemanha anunciam envio de armas para a Ucrânia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e Josep Borrel, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), anunciaram no domingo que o bloco enviará armas para a Ucrânia. Mais cedo, a Alemanha havia anunciado que faria o mesmo. “Pela primeira vez, a UE financiará a compra e entrega de armas e equipamentos a um país sob ataque”, afirmou Von der Leyen. Segundo o chanceler Olaf Scholz, os alemães enviarão “1.000 armas antitanque e 500 mísseis Stinger para nossos amigos na Ucrânia”. “É nosso dever fazer o possível para apoiar a Ucrânia em sua defesa contra o exército invasor de Putin”, disse Scholz, pelo Twitter. A União Europeia também decidiu banir voos para aeronaves de propriedade russa – incluindo os jatos particulares dos oligarcas -, impor novas sanções a Belarus e proibir canais de propaganda russos.Fifa proíbe Rússia de usar hino, bandeira e sediar jogos
Em reposta aos ataques russos à Ucrânia, a Fifa anunciou neste domingo (27) uma série de sanções à seleção russa. A entidade máxima do futebol determina:- Que nenhuma competição internacional seja disputada em território russo. Partidas “em casa” da seleção do país devem ser disputadas em território neutro e sem espectadores;
- A associação membro que representa a Rússia só deve participar da competição com o nome “União de Futebol da Rússia” (RFU);
- Nenhuma bandeira ou hino da Rússia pode ser utilizado em partidas que a equipe da União de Futebol da Rússia participar.
Milhares participam de protestos em Berlim contra a guerra na Ucrânia
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1 de 6Manifestações em Berlim Crédito: Getty Images -
2 de 6Segundo a polícia local, mais de 100 mil pessoas ocupam as ruas em Berlim Crédito: Getty Images -
3 de 6Outros países, como a França, Inglaterra o Brasil, também tiveram manifestações a favor da Ucrânia Crédito: Getty Images -
4 de 6Cartazes com corações decorados pela bandeira da Ucrânia, símbolos da paz e placas com a pomba da paz, além de dizeres, como "stop, Putin" são levantados pelos manifestantes Crédito: dpa/picture alliance via Getty I -
5 de 6Manifestações aconteceram depois do chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, afirmar ao parlamento alemão, na manhã deste domingo (27), que destinará mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) Crédito: Getty Images -
6 de 6Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu que pessoas de todo o mundo se juntem à luta contra a Rússia Crédito: Getty Images
Trens lotados: enviado especial da CNN mostra refugiados deixando Kiev rumo a Varsóvia, na Polônia
A população ucraniana busca oportunidades de sair do país e encontrar refúgio junto aos países vizinhos, e Varsóvia, capital da Polônia, é um dos principais destinos. Cerca de 100 mil ucranianos já entraram na Polônia, e mais de 30 mil pessoas cruzam a fronteira entre os países por dia. De trem, o transporte durou mais de 22 horas, com um início tenso, já que as luzes são apagadas para que não chamem a atenção da Rússia e virem possíveis alvos. Ao chegar ao país, os refugiados recebem doações, como alimentos e fraudas. Voluntários doam água, comida e roupas. Eles também recebem um passaporte carimbado, autorizando a entrada na capital da Polônia.Explosões iluminam o céu de Kiev na madrugada de domingo
Duas fortes explosões iluminaram o céu do sudoeste de Kiev por volta de 1h da manhã no horário local (20h no horário de Brasília) de domingo (27) no país do Leste Europeu. As explosões pareciam estar a 20 quilômetros do centro da capital ucraniana. O céu noturno se iluminou por vários minutos. Assista abaixo: As explosões podem ter ocorrido em torno de Vasylkil, cerca de 30 quilômetros ao sul de Kiev. A cidade tem um grande aeródromo militar e vários tanques de combustível.Europa e EUA anunciam que bancos russos estão fora do sistema Swift
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou durante pronunciamento no início da noite deste sábado (26) que alguns bancos russos foram excluídos do sistema global de pagamentos, o Swift. A medida é uma retaliação ao governo do presidente Vladimir Putin, que nesta semana iniciou uma invasão contra o território da Ucrânia. “Vamos paralisar os ativos do Banco Central da Rússia. Isso vai congelar as transações e vai tornar impossível para o Banco Central para liquidar ativos. E, finalmente, vamos proibir os oligarcas russos de utilizarem seus recursos financeiros em seus mercados”, disse von der Leyen.Ucranianos fogem do país rumo a países da União Europeia
O enviado especial da CNN Brasil, Mathias Brotero, mostrou a chegada dos refugiados ucranianos ao país – assista no vídeo abaixo. Eles foram recebidos com suprimentos, como alimentos e fraldas.Fotos – Guerra da Rússia contra a Ucrânia
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1 de 66Explosão é vista na capital ucraniana de Kiev na quinta-feira, 24 de fevereiro Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia -
2 de 66Diversas explosões foram registradas na Ucrânia após invasão de tropas russas na madrugada de quinta-feira (24) Crédito: Ministério do Interior da Ucrânia -
3 de 66Fumaça sai da região que abriga o Ministério da Defesa da Ucrânia em Kiev Crédito: Reuters -
4 de 66Engarrafamento registrado em Kiev, capital da Ucrânia Crédito: Reprodução/Reuters -
5 de 66Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convoca cidadãos para luta armada e pede doações de sangue nesta quinta-feira (24) Crédito: CNN / Reprodução -
6 de 66Moradores de Kiev deixam a cidade após ataques de mísseis das forças armadas russas e de Belarus, em 24 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia Crédito: Getty Images -
7 de 66Tanques em Mariupol após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar a invasão da Ucrânia Crédito: 24/02/2022 REUTERS/Carlos Barria -
8 de 66Tanques entram em Mariupol após presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar invasão da Ucrânia Crédito: 24/02/2022 REUTERS/Carlos Barria -
9 de 66Longa fila de carros em Kiev, tentando sair da Ucrânia, na manhã desta quinta (24) Crédito: Reuters -
10 de 66Espaço aéreo na Ucrânia foi completamente fechado após invasão de tropas russas no país Crédito: CNN / Reprodução -
11 de 66Pesssoas esperam trens em estação enquanto tentam deixar Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, após a Rússia iniciar um ataque em larga escala ao país Crédito: Getty Images -
12 de 66Estrutura danificada por um míssil em 24 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia. Explosão ocorreu devido a um ataque em larga escala realizada pela Rússia Crédito: Chris McGrath/Getty Images -
13 de 66Civis de Donetsk e Luhansk, regiões com predominância de separatistas russos, em Donbass, estão se instalando em campos em Rostov, na Rússia, após a evacuação da região em 21 de fevereiro de 2022 Crédito: Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images -
14 de 66Pessoas esperam ônibus em rodoviária em tentativa de deixar Kiev, a capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. A Rússia iniciou um ataque à Ucrânia, e expolosões vêm sendo relatadas em diversas regiões do país Crédito: Pierre Crom/Getty Images -
15 de 66Caminhões do exército russo passam por um posto policial em Armyansk, no norte da Crimeia, em 24 de fevereiro de 2022, após operação militar na Ucrânia Crédito: Sergei Malgavko/TASS via Getty Images -
16 de 66Veículos militares deixam a cidade de Armyansk, no norte da Crimeia, após ataque russo na Ucrânia Crédito: Sergei Malgavko/TASS via Getty Images -
17 de 66Tanque militar ucraniano próximo da escadaria Potenkin, no centro de Odessa, na Ucrânia, após operação militar russa em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Stringer/Anadolu Agency via Getty Images -
18 de 66Veículos militares após operação militar da Rússia, em Kramatorsk, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, no que foi classificado como maior ataque militar entre países da Europa desde a Segunda Guerra Mundial Crédito: Aytac Unal/Anadolu Agency via Getty Images -
19 de 66O bispo da Eparquia Católica Ucraniana da Sagrada Família de Londres junta-se a protesto realizado por ucranianos contra a invasão russa em Downing Street, no centro de Londres, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Yui Mok/PA Images via Getty Images -
20 de 66Protesto em Berlim na Alemanha em apoio aos ucranianos e pedindo o fim da operação militar russa no país, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency via Getty Images -
21 de 66Pessoas fazem filas para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos com medo dos ataques russos em Odessa, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Stringer/Anadolu Agency via Getty Images -
22 de 66Mulher chora após entrar na Polônica, na fronteira entre o país e a Ucrânia, após bombardeio russo. Espera-se que o conflito crie uma onda de refugiados ucranianos que buscarão asilo na Polônia Crédito: Dominika Zarzycka/NurPhoto via Getty Images -
23 de 66Primeiros imigrantes ucranianos começam a entrar na Polônia, após ataque russo no país Crédito: NurPhoto via Getty Images -
24 de 66Foguetes militares cruzam o céu durante entrada de repórter da CNN na Rússia Crédito: CNN -
25 de 66Pessoas formam filas nos supermercados em Kiev, Ucrânia, com medo do desabastecimento devido aos ataques russos no país, que já mataram mais de 40 soldados ucranianos Crédito: Future Publishing via Getty Images -
26 de 66Carros fazem fila em um posto de gasolina em Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Future Publishing via Getty Images -
27 de 66Metrô de Kharkiv virou abrigo improvisado, como flagrou equipe de CNN Crédito: CNN -
28 de 66Um foguete foi registrado dentro de um apartamento após bombardeio de tropas russas em Piatykhatky, Kharkiv, nordeste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Future Publishing via Getty ImagVyacheslav Madiyevskyy/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images -
29 de 66Bombeiros ucranianos chegam para resgatar cidadãos após ataque aéreo atingir um prédio residencial em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images -
30 de 66Um apartamento danificiado após um ataque aéreo russo em um prédio residencial em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images -
31 de 66Militares jogam itens em um incêndio do lado de fora de um prédio de inteligência em Kiev, capital da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Chris McGrath/Getty Images -
32 de 66Avião militar dos EUA decola de base aérea em Ramstein, no estado alemão de Renânia-Palatinado, em 24 de fevereiro de 2022. Otan está fortalecendo suas tropas orientais. Crédito: dpa/picture alliance via Getty Images -
33 de 66Fumaça escura sobe de um aeroporto militar, em Chuguyev, perto de Kiev, segunda maior cidade da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: -
34 de 66Posto de controle na região de Kiev danificado por disparos de artilharia Crédito: 24/02/2022 Serviço de Imprensa do Serviço de Guarda Ucraniano/Divulgação via REUTERS -
35 de 66Bombeiros tentam apagar incêndio em prédio residencial na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022 Crédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images -
36 de 66Manifestantes protestam em Berlim contra invsão da Ucrânia pela Rússia Crédito: 24/02/2022REUTERS/Christian Mang -
37 de 66Helicópteros militares russos durante voo-teste na região de Rostov Crédito: 19/01/2022REUTERS/Sergey Pivovarov -
38 de 66Bombeiros chegam para apagar fogo em edifício de apartamentos em Chuhuiv no leste da Ucrânia Crédito: Justin Yau/Sipa USA via Reuters - 24.fev.22 -
39 de 66Equipes de resgate no local de queda de avião das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev Crédito: 24/02/2022Serviço de Imprensa do Serviço de Emergências da Ucrânia/Divulgação via REUTERS -
40 de 66Centenas de moradores de um prédio residencial danificado por um míssil se reúnem em um abrigo antibomba no porão de uma escola em Kiev, em 25 de fevereiro de 2022. Crédito: Getty Images -
41 de 66Uma criança brinca no parquinho enquanto civis são vistos do lado de fora de um prédio residencial da região de Kiev, atingido durante intervenção militar russa, em 25 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
42 de 66Guardas de fronteira ucranianos que serviam no ponto de passagem de Chongar e entregaram suas armas, em 25 de fevereiro de 2022. Crédito: FSB/TASS via Getty Images -
43 de 66Um homem olha pela janela de um apartamento danificado em um bloco residencial atingido por um ataque de mísseis matinal, em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev. Crédito: Getty Images -
44 de 66Um homem caminha com seu cachorro na frente de um bloco residencial danificado por um ataque de mísseis matinal, em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev. Crédito: Getty Images -
45 de 66Um quarto queimado e danificado de um apartamento é visto em um bloco residencial atingido por um ataque de mísseis matinal em 25 de fevereiro de 2022 em Kiev. Crédito: Getty Images -
46 de 66Ucraniano recolhe seus pertences após o quarto ser danificado por um míssil, em Kiev, 25 de fevereiro de 2022. Crédito: Getty Images -
47 de 66Um edifício residencial é danificado por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
48 de 66Um veículo blindado circula no bairro de Zhuliany, em Kiev, durante a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
49 de 66Bombeiros trabalham em um prédio residencial atingido por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
50 de 66Uma visão do edifício danificado em Kiev, que foi atingido por um recente bombardeio durante a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
51 de 66Cidadãos ucranianos chegam à Romênia cruzando a fronteira de Siret, em 26 de fevereiro de 2022, depois que a Rússia lançou uma operação militar na Ucrânia. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
52 de 66Militares ucranianos chegam da ilha de Zmeiny, em 26 de fevereiro de 2022, após se renderem voluntariamente às tropas russas. Com certos procedimentos legais concluídos, eles serão enviados de volta para suas famílias na Ucrânia. Crédito: Russian Defence Ministry/TASS -
53 de 66O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky discursa uma mensagem em vídeo ao povo da Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Presidência da Ucrânia -
54 de 66Um edifício residencial é danificado por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
55 de 66Um soldado ucraniano é visto atrás de pneus no bairro de Zhuliany, em Kiev, durante a intervenção militar da Rússia na Ucrânia, em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
56 de 66Bombeiros trabalham em um prédio residencial atingido por um ataque de míssil pela manhã em Kiev, enquanto a intervenção militar da Rússia na Ucrânia continua em 26 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
57 de 66Moradores do Dnipro se reúnem no Rocket Park para preparar coquetéis molotov no 4º dia desde o início dos ataques russos em larga escala no país, em Dnipro, Ucrânia, em 27 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
58 de 66Pessoas são fotografadas no posto de controle Uzhhorod-Vysne Nemecke na fronteira Ucrânia-Eslováquia, região de Zakarpattia, oeste da Ucrânia. Crédito: Future Publishing via Getty Imag -
59 de 66Pessoas são fotografadas no posto de controle Uzhhorod-Vysne Nemecke na fronteira Ucrânia-Eslováquia, região de Zakarpattia, oeste da Ucrânia. Crédito: Future Publishing via Getty Imag -
60 de 66As forças russas e os separatistas pró-russos assumem o controle da vila de Nikolaevka, região de Donetsk, Ucrânia em 27 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
61 de 66As forças russas e os separatistas pró-russos assumem o controle da vila de Nikolaevka, região de Donetsk, Ucrânia em 27 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
62 de 66As forças de segurança ucranianas nas ruas aumentam as medidas em meio a ataques russos em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
63 de 66Uma mulher passa por um prédio danificado em uma rua após o toque de recolher ser temporariamente suspenso em meio a ataques russos em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
64 de 66O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky faz um discurso em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
65 de 66Pessoas fazem longas filas nos supermercados após o toque de recolher ser temporariamente suspenso em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images -
66 de 66Membros das forças ucranianas inspecionam motoristas de carros procurando algo suspeito. As forças de segurança ucranianas aumentam as medidas em meio a ataques russos em Kiev, Ucrânia, em 28 de fevereiro de 2022. Crédito: Anadolu Agency via Getty Images
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA. “É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:- ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
- TROPAS ATIVAS
- AERONAVES DE COMBATE
- HELICÓPTEROS DE ATAQUE
- TANQUES DE GUERRA
- ARMAMENTO ANTIAÉREO
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país. O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência). O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev. Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.
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