Cidade de Kherson, na Ucrânia, é tomada por forças russas, diz prefeito
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PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN02/03/2022
O prefeito da cidade ucraniana de Kherson, Ihor Kolykhaiev, declarou nesta quarta-feira (2) que os militares da Ucrânia não estão mais na localidade e que seus habitantes devem agora cumprir as instruções de “pessoas armadas que vieram para a administração da cidade”, indicando que agora ela está sob controle da Rússia.
O anúncio foi feito por meio de uma postagem no Facebook e acontece após vários dias de pressão pelas forças russas que cercaram a cidade.
Kherson é uma cidade estrategicamente importante em uma enseada do Mar Negro com uma população de quase 300 mil habitantes.
Míssil em Kiev
Os destroços da um míssil de longo alcance disparado pela Rússia atingiram uma estação ferroviária em Kiev, capital da Ucrânia, provocando uma grande explosão na tarde desta quarta-feira (2). A estação de trem estava sendo utilizada para receber mulheres e crianças que procuravam abrigo em meio ao conflito. Segundo informações preliminares cedidas pelo prefeito de Kiev, não há registro de vítimas.
De acordo com um conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, as forças ucranianas interceptaram o míssil. Até o momento, ainda não há a confirmação de qual seria o alvo original da ofensiva russa.
O ataque teria cortado o fornecimento de aquecimento para partes da capital ucraniana em meio a temperaturas congelantes do inverno europeu, disse o assessor do Ministério do Interior, Anton Herashchenko, em uma publicação.
Enquanto os confrontos continuam no território ucraniano, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que reconhece o presidente Volodymyr Zelensky como líder da Ucrânia. Lavrov afirmou ainda que os negociadores russos estão prontos para a segunda rodada de conversas.
Em publicação nas redes sociais, o Kremlin afirmou que o presidente Vladimir Putin conversou com o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, sobre a operação militar na Ucrânia.
A quarta-feira também foi marcada pela aprovação da resolução da ONU, condenando a invasão russa à Ucrânia.
Durante esta tarde, a Casa Branca anunciou novas sanções à Rússia e Belarus, incluindo medidas para dificultar o acesso dos países a mais material bélico e tecnologia. Os EUA e aliados também trabalham para identificar 22 entidades russas relacionadas ao setor de Defesa, que ajudam na operação contra a Ucrânia.
Ainda nesta quarta, porém, o departamento de polícia regional de Kharkiv e a Universidade Nacional de Kharkiv foram alvo de um ataque militar, de acordo com o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia e imagens geolocalizadas pela CNN. O conselho da cidade de Mariupol também disse que a cidade ao sul estava sob controle ucraniano, mas travada em batalhas com tropas russas.
O Ministério da Defesa russo também anunciou nesta quarta que as forças armadas tomaram a cidade de Kherson. Autoridades ucranianas rebateram e afirmaram que ainda estão no controle da região, que fica ao sul.
Destaques das últimas 24 horas
Prefeito da cidade de Kherson indica que a cidade está sob controle russo
Ministro das Relações Exteriores da Rússia reconhece liderança de Zelensky na Ucrânia
Destroços de um míssil atingiram a estação central de Kiev; não há registro de vítimas
O Kremlin anunciou que Vladimir Putin conversou com o premiê israelense sobre a invasão
Nesta quarta-feira (2), os EUA anunciaram novas sanções à Rússia e Belarus, incluindo a limitação do acesso a materiais bélicos
Ministério da Defesa russo diz que 498 soldados morreram, enquanto 1.597 estão feridos
OMS informa que suprimentos médicos para Ucrânia chegam na quinta-feira (3)
Em vídeo divulgado nesta quarta, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que “a Rússia quer acabar com o nosso país e com a nossa história”
O departamento de polícia regional de Kharkiv e a Universidade Nacional de Kharkiv foram alvo de um ataque militar nesta quarta
Outras informações sobre as vítimas circulam simultaneamente. A Missão de Monitoramento de Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia disse que registrou 752 baixas civis na Ucrânia desde o início da invasão.
Segundo último informe da agência de Direitos Humanos das Nações Unidas, os números eram outros — apesar da ponderação de que poderiam ser “muito maiores” de antemão. Neste levantamento, foi constatado que pelo menos 136 civis foram mortos, incluindo 13 crianças, e 400 ficaram feridos.
O número de soldados russos mortos no conflito foi de 498, segundo o Ministério da Defesa da Rússia. Também há outros 1.597 feridos até o momento. A Ucrânia, por outro lado, aponta 7 mil mortes de soldados russos.
Ataque em Kiev
De acordo com um conselheiro do Ministério do Interior da Ucrânia, as forças ucranianas interceptartam um míssil de longo alcance disparado pela Rússia na tarde desta quarta-feira (2). Até o momento, ainda não há a confirmação de qual seria o alvo original do ataque russo.
Os destroços da artilharia acabaram causando uma grande explosão em uma estação ferroviária em Kiev. A estação de trem estava sendo utilizada para receber mulheres e crianças que procuravam abrigo em meio ao conflito.
Segundo informações preliminares cedidas pelo prefeito de Kiev, não há registro de vítimas.
De acordo com o governo, as baterias antiaéreas das forças de interceptação de mísseis da Ucrânia realizaram o ataque defensivo no momento em que o projétil russo ainda estava em sua trajetória.
O ataque teria cortado o fornecimento de aquecimento para partes da capital ucraniana em meio a temperaturas congelantes no inverno, disse o assessor do Ministério do Interior, Anton Herashchenko, em uma publicação.
A empresa ferroviária estatal ucraniana Ukrzaliznytsya afirmou que o prédio da estação sofreu pequenos danos e os trens continuam operando.
Zelensky sobre resolução da ONU: “Vocês escolheram o lado certo da história”
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky comemorou, nas redes sociais, a aprovação da resolução crítica à invasão russa pela maioria dos países da ONU.
“Eu louvo a aprovação da Assembleia Geral da ONU com uma maioria sem precedentes de votos a uma resolução com fortes exigências à Rússia para que pare imediatamente o ataque traiçoeiro a Ucrânia. Sou grato a todos e a todos os estados que votaram a favor”, escreveu Zelensky.
“Os resultados destrutivos da votação mostram de forma convincente que uma coalizão global anti-Putin foi formada e está funcionando. O mundo está conosco. A verdade está do nosso lado. A vitória será nossa”, concluiu.
O Brasil votou a favor da resolução da ONU que condenou os ataques à Rússia. Na justificativa, o embaixador brasileiro nas Nações Unidas, Ronaldo Costa Filho, disse que a resolução, porém, não vai “longe o suficiente” para uma paz sustentável.
“A paz exige a retirada de tropas e um trabalho amplo das partes. A resolução não pode ser entendida como algo que permita a aplicação indiscriminada de sanções”, afirmou. “Pedimos a todos os atores que o engajamento em um acordo diplomático”, acrescentou.
“Não estamos em guerra com a Rússia”, enfatiza presidente francês
“Não estamos em guerra com a Rússia“, disse o presidente francês, Emmanuel Macron, em um discurso à nação nesta quarta-feira (2), Macron disse que a guerra contra a Ucrânia criou uma “ruptura” na Europa.
O presidente francês acrescentou que dá importância à manutenção de contato com Volodymyr Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin. O líder francês disse que manteve contato com Putin para tentar “convencê-lo a largar as armas” e também para evitar a “ampliação do conflito”.
ONU: quase 836 mil refugiados deixaram a Ucrânia
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados disse, nesta quarta (2), que 835.928 refugiados deixaram a Ucrânia desde 24 de fevereiro. Mais da metade deles (453.982) fugiram pela Polônia. Outros 116.348 foram para a Hungria, afirma o ACNUR.
Outras 96.000 pessoas se mudaram para a Federação Russa das regiões de Donetsk e Luhansk entre 18 e 23 de fevereiro. Essas duas regiões são controladas por separatistas apoiados pela Rússia. O Kremlin, em fevereiro, os reconheceu como estados independentes.
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Refugiados da Ucrânia chegam a abrigo temporário em Korczowa, na Polônia
Crédito: Sean Gallup/Getty Images
Nova rodada de negociações
Uma nova rodada de negociações entre os dois países foi confirmada, segundo um assessor do governo ucraniano. No começo da tarde (horário de Brasília), a delegação russa já havia chegado no ponto de encontro em Belarus, onde aguardaria os negociadores ucranianos – que poderiam chegar hoje ou amanhã.
A primeira conversa entre as delegações após o início dos ataques ocorreu na segunda-feira (28) e teve duração de cinco horas, mas terminou sem um avanço. Na terça-feira (1º), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia deve parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações possam ocorrer.
Rússia: uma terceira guerra mundial seria nuclear e destrutiva
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta quarta-feira (2) que, caso aconteça uma terceira guerra mundial, armas nucleares seriam usadas e seriam destrutivas. As informações foram divulgadas pela agência de notícias RIA.
Lavrov disse que a Rússia enfrentaria um “perigo real” se Kiev adquirisse armas nucleares. A declaração segue o que foi dito em um discurso gravado exibido na Conferência sobre Desarmamento em Genebra, na Suíça.
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov / 21/02/2022 MRE da Rússia/Divulgação via REUTERS
“É inaceitável para a Rússia que alguns países europeus sediem as armas nucleares americanas”, afirmou Lavrov. Ele também disse que o país está pronto para trabalhar com os EUA em uma “estabilidade estratégica”. O chanceler também destacou que a Ucrânia ainda possui tecnologia nuclear soviética, e que os russos “não podem falhar em responder a esse perigo”.
Kiev precisa de sanções mais duras contra a Rússia, diz prefeito
O prefeito da capital ucraniana Kiev, Vitali Klitschko, disse à CNN que “sanções mais duras” deveriam ser impostas contra a Rússia nesse momento para dar suporte aos ucranianos.
“A vontade de ser independente é (a) prioridade principal para nós. E estamos defendendo nossas famílias, nossa cidade, nosso país e nosso futuro”, disse o ex-boxeador.
A capital ucraniana está sob ataques de mísseis russos há dias. Cidadãos e integrantes das Forças Armadas permanecem na cidade para defendê-la, já que tropas russas se aproximam cada vez mais da região.
“Temos que nos manter unidos. A guerra não é apenas para a Ucrânia. É (um) desafio para todo o mundo moderno, para (todo) o mundo democrático”, declarou o prefeito.
Suprimentos médicos para Ucrânia chegam quinta, diz OMS
Um primeiro carregamento de ajuda médica para a Ucrânia chegará à Polônia na quinta-feira (3), informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em pronunciamento nesta quarta-feira (2).
Seis toneladas de suprimentos para atendimento a traumas e cirurgias de emergência serão entregues para atender às necessidades de mil pacientes. Outros suprimentos de saúde para atender às necessidades de 150 mil pessoas também serão entregues, disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva em Genebra na quarta. Ele também enfatizou a necessidade de um corredor humanitário para garantir que os suprimentos cheguem às pessoas mais necessitadas.
Ministro pede tratamento igual para não ucranianos
Africanos e não ucranianos que fogem do ataque russo no interior devem ter igualdade na assistência, disse o ministro de Relações Exteriores da Ucrânia nesta quarta-feira (2). “Africanos buscando a evacuação são nossos amigos e devem ter oportunidades iguais de retornar aos seus países natais de forma segura”, disse Dmytro Kuleba via Twitter.
“O governo da Ucrânia não poupa esforços para resolver o problema”, escreveu Kuleba.
Estudantes universitários fugindo da capital Kiev, guardam sua bagagem enquanto entram em ônibus na fronteira entre Ucrânia e Hungria / AFP/Getty Images
Biden fecha espaço aéreo americano e diz que Putin está isolado
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou, na terça-feira (1º), em seu primeiro discurso de Estado da União, o fechamento do espaço aéreo do país para a Rússia. “Esta noite estou anunciando que nos juntaremos aos nossos aliados para fechar o espaço aéreo americano para todos os voos russos – isolando ainda mais a Rússia – e adicionando um aperto adicional – em sua economia. O rublo perdeu 30% de seu valor”, afirmou Biden.
Segundo Biden, as forças dos EUA não estão indo à Europa para lutar na guerra da Ucrânia, mas sim defender os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), caso o presidente russo, Vladimir Putin, decida avançar para o Oeste.
“Acabar com nossa história”
Em novo vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (2), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que “a Rússia quer acabar com o nosso país e com a nossa história”. “O Kremlin não vai tomar nosso país com bombas e ataque aéreos”, declarou Zelesnky.
O líder ucraniano voltou a repetir que a resposta do Ocidente não é suficiente, pedindo mais apoio internacional, incluindo suporte à tentativa da Ucrânia de ingressar na União Europeia. “Não é hora de ser neutro”, declarou ele.
Na terça-feira (1º), em entrevista exclusiva à CNN, Zelesnky disse que “todo mundo tem que parar de lutar e voltar ao ponto de onde começou cinco, seis dias atrás”.
Delegacia em Kharkiv é tomada por chamas após ataque
Um departamento regional de polícia em Kharkiv foi envolvido em chamas, após um ataque russo com mísseis na segunda maior cidade da Ucrânia. Bombeiros foram vistos lutando contra o incêndio quando parte da estrutura desabou. Não ficou imediatamente claro se houve vítimas no ataque à delegacia.
As autoridades disseram que ataques com mísseis russos atingiram o centro de Kharkiv, incluindo áreas residenciais e o prédio da administração regional.
Prédio de polícia de Kharkiv é tomado pelas chamas após ataque com mísseis russos / Reuters
Aposta de US$ 1 trilhão para acabar com economia russa
O Ocidente respondeu à invasão russa à Ucrânia com uma série de sanções. A mais recente delas tem o intuito de desencadear uma crise bancária, sobrecarregar as defesas financeiras de Moscou e levar a economia russa a uma profunda recessão.
Nunca na história uma economia com a importância mundial da Rússia foi alvo de sanções desse nível, segundo analistas que afirmam haver agora um alto risco de a Rússia enfrentar uma crise financeira que leve seus maiores bancos à beira do colapso.
A coalizão está tentando impedir o Banco Central da Rússia de vender dólares e outras moedas estrangeiras para defender o rublo e sua economia. No total, quase US$ 1 trilhão em ativos russos foram congelados por sanções.
Vendedor conta notas de rublos em mercado de Omsk, Rússia / Alexey Malgavko/Reuters
Rublo atinge nova mínima histórica no pregão de Moscou
O rublo atingiu nova mínima recorde de 110 por dólar nesta quarta-feira (2) em Moscou, enquanto o mercado acionário permanecia fechado, uma vez que o sistema financeiro da Rússia cambaleava sob o peso das sanções ocidentais em resposta à invasão da Ucrânia.
O rublo perdia 7,3% no dia, a 108,60 por dólar no pregão de Moscou, depois de atingir mais cedo 110,0, mínima recorde. A moeda russa perdeu cerca de um terço de seu valor contra o dólar desde o início do ano.
Fotos – Guerra da Rússia contra a Ucrânia
Parlamento recomenda dar à Ucrânia status de candidato à UE
O Parlamento Europeu adotou uma resolução na terça-feira pedindo às instituições da União Europeia “que trabalhem para conceder” à Ucrânia o status de país candidato à adesão ao bloco, disse em comunicado.
A resolução, que também exige que a União Europeia imponha “sanções mais duras” à Rússia, foi votada a favor por 637 membros do Parlamento Europeu (MPE).
Ela também condenou “nos termos mais fortes possíveis a invasão ilegal da Ucrânia pela Rússia e exige que o Kremlin encerre todas as atividades militares no país”.
Os membros do Parlamento enfatizaram que as sanções financeiras do bloco contra a Rússia devem ir mais longe, afirmando que “todos os bancos russos devem ser bloqueados do sistema financeiro europeu e a Rússia deve ser banida do sistema Swift”.
Soldados ucranianos hasteiam bandeira nacional / Serhii Hudak/ Ukrinform/Future Publishing via Getty Images
“Devemos ajudar a Ucrânia a se defender”, diz ministra alemã
Annalena Baerbock, ministra de Relações Exteriores da Alemanha, em reunião emergencial da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que “devemos ajudar a Ucrânia a se defender do seu agressor”. Desde quinta-feira (24), a Rússia invade o território ucraniano usando forças aéreas e terrestres.
Ela declara que o que está “em jogo é vida ou a morte do povo ucraniano, a segurança da Europa e a carta da ONU”. Annalena diz que a guerra russa marca uma nova realidade mundial e pede para que todos os embaixadores tomem decisões responsáveis.
“A Alemanha está ciente da sua responsabilidade histórica, e é por isso que buscaremos sempre soluções pacíficas. Quando enfrentamos um ataque, devemos agir de forma responsável”, afirma. “Devemos estar disposto a questionar nossas atitudes passadas”.
30 dos 31 jogadores brasileiros da 1ª divisão saíram da Ucrânia
Quase uma semana após o início do ataque russo à Ucrânia, 30 dos 31 jogadores brasileiros que atuam na primeira divisão do futebol ucraniano já conseguiram sair do país. Esse número leva em conta o brasileiro naturalizado ucraniano Junior Moraes, do Shakhtar Donetsk.
Dos 16 clubes que disputam o campeonato ucraniano, 11 contam com brasileiros: Shakhtar Donetsk, Dínamo de Kiev, Dnipro, Rukh Vynnyky, Kolos Kovalivka, Vorskla, Chornomorets, Metalist 1925, Inhulets Petrove, Zorya Lugansk e PFK Lviv.
Magnata suíço pode comprar o Chelsea do russo Abramovich
O magnata suíço Hansjoerg Wyss está considerando comprar o Chelsea do bilionário russo Roman Abramovich, disse Wyss ao jornal suíço Blick.
“Abramovich está atualmente tentando vender todas as suas propriedades na Inglaterra. Ele também quer se livrar do Chelsea rapidamente agora”, disse Wyss, de acordo com o Blick, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira (2).
“Eu, junto com outras três pessoas, recebi uma oferta na terça-feira para comprar o Chelsea de Abramovich”, completou.
Empresário Roman Abramovich, proprietário do Chelsea / 21/05/2017 Action Images via Reuters / John Sibley
Google remove mídia estatal russa de recursos de notícias
O Google, da Alphabet Inc, confirmou na terça-feira que removeu editoras russas financiadas pelo Estado, como a RT, de seus recursos relacionados a notícias, incluindo a ferramenta de busca Google News, após a invasão russa de Ucrânia e várias sanções contra a Rússia.
Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, disse na terça-feira em um post no blog que “nesta crise extraordinária, estamos tomando medidas extraordinárias para impedir a disseminação de desinformação e interromper campanhas de desinformação online”.
Já a Apple disse nesta terça-feira (1º) que interrompeu todas as vendas de produtos na Rússia em resposta à invasão russa da Ucrânia.
“Estamos profundamente preocupados com a invasão russa da Ucrânia e estamos com todas as pessoas que estão sofrendo como resultado da violência”, disse a Apple em comunicado.
Sanções transformaram Rússia em “pária financeiro”, diz economista
Em entrevista à CNN, economista e professor de Relações Internacionais do IBMEC e Diretor da SNA Sociedade Nacional de Agricultura, Marcio Sette Fortes, avaliou que a Rússia tenta “sobreviver financeiramente diante do sufocamento imposto pelas sanções” da comunidade internacional.
No entanto, ele avalia que as medidas russas “apenas tentam amenizar” a situação. A exclusão da Rússia do sistema Swift de pagamentos internacionais, por exemplo, barra o país de fazer transações e pagamentos para bancos ocidentais.
“Hoje a Rússia está colocado na posição de pária financeiro”, disse.
Moedas de rublo russo / Getty Images/Bloomberg Creative
Ataques aéreos em Kiev atingiram memorial do Holocausto
Ataques aéreos que atingiram Kiev na terça-feira (1º) afetaram o Memorial do Holocausto Babyn Yar, de acordo com o chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak.
O memorial está localizado perto da Torre de TV de Kiev, que também foi danificada na terça-feira.
O jornalista Matthew Chance, da CNN, estava entrevistando o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, quando Yermak avisou Zelensky que o memorial do Holocausto foi atingido. A troca entre Yermak e Zelensky foi registrada por uma câmera da CNN.
Museu de cera de Paris remove estátua de Putin
O Museu Grevin de Paris removeu na terça-feira (2) a estátua de cera do presidente russo, Vladimir Putin, em protesto contra sua invasão da Ucrânia e depois de ter sido danificada por visitantes no fim de semana. A estátua, que foi criada em 2000, foi transferida para um armazém até novo aviso e o museu está considerando substituí-la por uma estátua do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
“Hoje não é mais possível apresentar um personagem como ele… pela primeira vez na história do museu, estamos retirando uma estátua por causa de eventos históricos em andamento”, disse o diretor do museu, Yves Delhommeau, à rádio France Bleu.
Museu de cera em Paris retirou estátua de presidente russo após invasão da Ucrânia pela Rússia / AFP via Getty Images
No fim de semana, a estátua sofreu ataques de visitantes e parecia “desgrenhada”, disse ele.
Cerca de 70 japoneses se ofereceram para lutar pela Ucrânia
Dezenas de japoneses responderam a um chamado ucraniano de voluntários estrangeiros para combater a invasão da Rússia, de acordo com uma reportagem da mídia nesta quarta-feira (2).
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu no domingo (27) a formação de uma “legião internacional”, levando dezenas de Estados Unidos e Canadá a se apresentarem como voluntários.
Na terça -feira (1) , 70 homens japoneses – incluindo 50 ex-membros das Forças de Autodefesa do Japão e dois veteranos da Legião Estrangeira Francesa – se candidataram como voluntários, disse o jornal Mainichi Shimbun, citando uma empresa de Tóquio que cuida dos voluntários.
Cannes decide banir Rússia da edição do festival em 2022 por guerra na Ucrânia
O festival de cinema de Cannes afirmou em um comunicado nesta terça-feira (1º) que banirá delegações oficiais da Rússia de seu festival em 2022, a menos que o conflito na Ucrânia termine.
O comunicado acrescentou que o festival admitiria delegações russas apenas se o conflito na Ucrânia terminar de uma maneira aceitável para o povo ucraniano.
Os organizadores do festival, no entanto, saudaram a coragem do povo na Rússia que se arriscou em protestos contra a agressão e a invasão contra a Ucrânia.
Casal russo-ucraniano foge de Kiev por cinco dias para Hungria
O engenheiro de software russo Mikhail Liublin e sua namorada ucraniana viajaram de trem e ônibus por cinco dias para chegar à Hungria após saírem de Kiev, ouvindo bombas explodindo no caminho e às vezes pensando que não conseguiriam.
Enquanto esperavam na fila de passagens para pegar um trem para Budapeste a partir da fronteira de Zahony, o jovem casal se beijou alegremente.
“Ao contrário de todas as outras pessoas aqui, sou da Rússia. Morei na Ucrânia por cerca de um ano”, disse Liublin.
“É uma loucura. E a Rússia vai pagar por isso, por muitos, muitos anos, e Putin deve ser julgado”, acrescentou, referindo-se ao presidente russo, Vladimir Putin.
Casal levou cinco dias para chegar na Hungria / Reuters/reprodução CNN
Mães e crianças se abrigam em porão de hospital em Kiev
No porão do Hospital Infantil Ohmatdyt, em Kiev, na Ucrânia, mães e bebês buscam conforto em camas improvisadas e cobertores dispostos em ambos os lados de um corredor de concreto.
Crianças mais velhas que estão muito debilitadas para ir para casa ou fugir da capital com suas famílias após a invasão da Ucrânia pela Rússia também estão se adaptando à vida sitiada, ficando longe de janelas e deitadas em corredores enquanto recebem tratamento intravenoso.
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
“É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:
ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
Ucrânia: U$ 4,1 bilhões
Rússia: US$ 45,3 bilhões
TROPAS ATIVAS
Ucrânia: 219 mil soldados
Rússia: 840 mil soldados
AERONAVES DE COMBATE
Ucrânia: 170
Rússia: 1.212
HELICÓPTEROS DE ATAQUE
Ucrânia: 170
Rússia: 997
TANQUES DE GUERRA
Ucrânia: 1.302
Rússia: 3.601
ARMAMENTO ANTIAÉREO
Ucrânia: 2.555
Rússia: 5.613
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da quinta-feira (24 de fevereiro), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.
O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nos dias a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira. O Ocidente, no entanto, aplicou sanções financeiras pesadas aos russos.Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev / 24/02/2022 Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.
A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.
Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.