Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky diz que Rússia está enviando mais tropas para a Ucrânia
Grávida que sobreviveu a ataque em maternidade em cidade ucraniana dá à luz
Vídeo – Rússia amplia ofensiva e bombardeia oeste da Ucrânia
Maior parte das forças russas está a 25 km de Kiev, diz Defesa do Reino Unido
A maior parte das forças terrestres russas está atualmente a cerca de 25 quilômetros do centro da capital ucraniana, Kiev, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido neste sábado (12) em sua última avaliação de inteligência.
“Os combates a noroeste de Kiev continuam com as forças terrestres russas agora a cerca de 25 quilômetros do centro da cidade”, informou o Ministério.
“Elementos do grande comboio russo ao norte de Kiev se dispersaram. Isso provavelmente apoiará uma tentativa russa de cercar a cidade. Também pode ser uma tentativa da Rússia de reduzir sua vulnerabilidade aos contra-ataques ucranianos, que tiveram um impacto significativo sobre forças russas”, segundo o relatório de inteligência.
Bombeiros tentam apagar fogo em depósito atingido por bombardeio russo em Kiev / Chris McGrath/Getty Images
Rússia enviou mais tropas para a Ucrânia, afirma Zelensky em vídeo
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em um vídeo publicado no Facebook neste sábado (12) que a Rússia enviou novas tropas para o território ucraniano, conforme a guerra entre os países chega ao 17º dia.
No vídeo, o presidente diz que o envio de novas tropas estaria ocorrendo pois a Rússia teria tido as suas maiores perdas em décadas.
Com o cenário de continuidade dos conflitos, Zelensky disse que a Ucrânia “não tem o direito” de baixar a intensidade do combate.
Comboio humanitário tenta chegar à cidade de Mariupol em meio a cerco da Rússia
Uma nova tentativa de levar ajuda humanitária à cidade sitiada de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, e retirar civis está sendo realizada neste sábado (12).
A cidade está sob fogo pesado das forças da Rússia há mais de uma semana, e o conselho de Mariupol disse na sexta-feira (11) que quase 1.600 pessoas foram mortas.
No sábado, o conselho anunciou que “um corredor verde está aberto. Um comboio humanitário partiu de Zaporizhzhia para Mariupol. Mais de 90 toneladas de alimentos e remédios estão indo para a cidade, que está sitiada há 11 dias”.
Pessoas retiradas da região de Mariupol, na Ucrânia, em campo de refugiados em Bezymennoye, na região ucraniana de Donetsk / 08/03/2022 REUTERS/Alexander Ermochenko
Vídeo: Termos de negociações entre Rússia e Ucrânia passam por deterioração, diz professora
Grávida que sobreviveu a ataque em maternidade em cidade ucraniana dá à luz
Uma mulher grávida, cujo resgate de uma maternidade na cidade de Mariupol após um ataque que a Ucrânia atribui à Rússia nesta semana foi registrado em uma foto que viralizou, deu à luz uma menina, confirmou sua família à CNN.
Mariana Vishegirskaya estava entre as várias mulheres da maternidade de Mariupol que sobreviveram a um suposto bombardeio.
Ela deu à luz sua bebê em outro hospital na quinta-feira (10), disse sua tia, Tatiana Liubchenko. “De acordo com nossas conversas nesta [sexta-feira] de manhã, Marianna está bem, e eles chamaram sua filha de Veronica”, afirma.
Imagem divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia. Prédio cuja fachada apresenta marcas de explosão seria um hospital infantil e maternidade. Ucrânia acusa Rússia de ataque aéreo no local / Foto: MFA Ucrânia / Twitter
Guerra é de Putin e não da Rússia, diz correspondente da CNN ao deixar Moscou
Para Nic Robertson, correspondente da CNN que morou na capital russa por mais de 30 anos, o presidente está condenando a população “a um isolamento que não escolheram”.
Deixo Moscou com raiva e triste.Parece uma passagem da escuridão para a luz, mas são deixados para trás amigos presos na visão limitada de um homem.O presidente russo, Vladimir Putin, não está apenas destruindo a Ucrânia, mas duas nações, condenando os russos a um isolamento que eles não necessariamente escolheram. Leia o relato completo.Presidente russo, Vladimir Putin / Reuters
Biden diz que EUA não enviarão tropas
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfatizou mais uma vez que seu país não enviará tropas terrestres para a Ucrânia.
“Não vamos lutar a Terceira Guerra Mundial na Ucrânia“, disse Biden depois de reiterar o total apoio dos Estados Unidos a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e prometer que os EUA defenderão “cada centímetro” do território da aliança.
O presidente, no entanto, fez uma ponderação: “quero ser claro, porém, que vamos garantir que a Ucrânia tenha as armas para se defender de uma força invasora russa. E enviaremos dinheiro e ajuda alimentar para salvar a vida dos ucranianos. Vamos receber refugiados ucranianos de braços abertos se, de fato, eles vierem até aqui.”
Possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial
De acordo com Biden, o envio de apoio militar americano diretamente para a Ucrânia causaria a Terceira Guerra Mundial.
“Não se enganem sobre a ideia que mandaríamos ofensiva militar, aeronaves, tanques, pilotos e equipes americanas para a Ucrânia. Se isso acontecer, será a Terceira Guerra Mundial. Vamos deixar isso bem claro, por favor, não se enganem”, alertou o presidente americano.
A declaração acontece depois que os EUA recusaram formalmente a oferta de caças da Polônia que poderiam ser transferidos para zonas de combate na Ucrânia. O governo polonês afirmou estar pronto para colocar todos os seus caças MIG-29 em uma base da Força Aérea dos EUA e colocá-los à disposição de Washington.
O presidente dos EUA, Joe Biden, falou sobre a guerra na Ucrânia / Reprodução/CNN Brasil (24.set.2021)
EUA rebaixam status da Rússia para negócios
No início da tarde desta sexta-feira, em meio a mais um dia de ataques russos na Ucrânia, Biden, anunciou a revogação do status de “nação mais favorecida da Rússia”.
Segundo Biden, isso foi feito em concordância com outros países do G7 e Otan, abrindo caminho para a imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos russos e aumentando a pressão sobre a economia do país após a invasão à Ucrânia. A medida precisa ser aprovada pelo Congresso.
Imagens de satélite revelam destruição no subúrbio de Kiev, na Ucrânia
Prefeito de cidade ucraniana é detido por separatistas russos
O prefeito da cidade ucraniana de Melitopol, Ivan Fedorov, foi visto em um vídeo sendo levado por homens armados de um prédio do governo nesta sexta-feira. A promotoria da região separatista de Luhansk, apoiada pela Rússia, acusações de terrorismo pesam contra ele.
A detenção de Fedorov pelos homens armados é o primeiro caso conhecido de um oficial político ucraniano sendo detido e investigado por forças russas – ou apoiadas pela Rússia – desde o início da invasão.
De acordo com uma mensagem no site do promotor de Luhansk, Fedorov está sendo acusado de ajudar e financiar atividades terroristas e fazer parte de uma comunidade criminosa. A promotoria de Luhansk alegou que Fedorov é membro do grupo “Right Sector”.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia publicou uma declaração com palavras fortes no Facebook, chamando a detenção do prefeito de Melitopol por homens armados de “crime de guerra”.
“Golpes devastadores”
As principais cidades ucranianas, incluindo Dnipro e Lutsk, foram “sujeitas a golpes devastadores”, disse Mykhailo Podoliak, assessor do chefe do gabinete do presidente ucraniano, na sexta-feira. O Ministério da Defesa russo diz que “armas de longo alcance de alta precisão atacaram a infraestrutura militar da Ucrânia”, incluindo os aeródromos militares em Lutsk e Ivano-Frankovsk.
Já o Gabinete do Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Direitos Humanos disse, em comunicado na sexta, ter registrado 564 mortes de civis e 957 feridos desde o início da invasão, “embora o número real possa ser muito maior”.
“Civis estão sendo mortos e mutilados no que parecem ser ataques indiscriminados, com as forças russas usando armas explosivas com efeitos de ampla área dentro ou perto de áreas povoadas”, disse a porta-voz Liz Throssell, em um comunicado.
Ucrânia diz estar aberta a negociar
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que está pronto para conversar diretamente com o presidente russo, Vladimir Putin, mas "não se comprometerá a posição russa durante essas negociações", disse o vice-chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia à CNN, Igor Zhovkva.
Zhovkva declarou ainda que o país está aberto à neutralidade “se o bloco da Otan não estiver pronto por enquanto para aceitar a Ucrânia”. “Mas, ao mesmo tempo, precisamos de garantias de segurança rígidas para a Ucrânia para que essas guerras terríveis, essa agressão terrível não se repita no futuro”, acrescentou.
Zelensky declarou na quinta-feira (10) que cerca de 100 mil pessoas foram evacuadas por corredores humanitários nos últimos dois dias. Houve sucesso na entrega de ajuda humanitária, alimentos e remédios. “Estamos fazendo de tudo para salvar nosso povo nas cidades que o inimigo quer destruir”, continuou.
Já a Rússia prometeu na quinta-feira que irá abrir rotas de evacuação diárias para civis na Ucrânia. Os corredores humanitários levarão os cidadãos para território russo e funcionarão diariamente a partir das 10h, no horário local.
Fotos - Imagens mostram a destruição nos arredores de Kiev
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Tanques de armazenamento de combustível são vistos em chamas na Base Aérea Antonov, controlada pela Rússia, em Hostomel, na Ucrânia
Crédito: Satellite image (c) 2022 Maxar Technologies
Rússia afirma que Ucrânia tem armas biológicas
O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu nesta sexta para discutir um suposto programa de armas biológicas e químicas da Ucrânia. A ONU diz que desconhece qualquer informação sobre o assunto.
A pedido da Rússia, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a existência de um suposto programa de armas químicas e biológicas na Ucrânia. Segundo o Kremlin, seriam mais de 30 laboratórios que trabalhavam com a ajuda de cientistas norte-americanos.
ONU diz desconhecer existência armas biológicas
Apesar das acusações russas, o Alto Representante da ONU para Questões de Desarmamento afirmou ao Conselho de Segurança que “não está ciente” de nenhum programa de armas biológicas na Ucrânia, que ratificou um tratado internacional que proibia essas armas, assim como a Rússia.
A representante dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, assim como aliados do governo americano, expressou preocupações de que a Rússia possa estar disseminando essa acusação sem provas para poder lançar os seus próprios ataques com armas biológicas ou químicas.
Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia / 07/03/2022 REUTERS/Carlo Allegri
Guerra já gerou 2,5 milhões de refugiados, diz ONU
O alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, disse na sexta-feira (11) que o número de pessoas que fugiram da Ucrânia atingiu 2,5 milhões.
“O número de refugiados ucranianos, tragicamente, chegou hoje a 2,5 milhões”, disse Grandi em sua conta oficial no Twitter. “Também estimamos que cerca de 2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro da Ucrânia. Milhões são forçadas a deixar suas casas por esta guerra sem sentido”.
Somente em Kiev, um a cada dois habitantes deixou a cidade, que está cercada por combates.
Veja imagens dos refugiados deixando a Ucrânia
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Refugiados da Ucrânia chegam a abrigo temporário em Korczowa, na Polônia
Crédito: Sean Gallup/Getty Images
Operação nas usinas nucleares
Todas as usinas nucleares ucranianas estão operando de forma estável, mas os funcionários da usina de Zaporizhzhia, que foi capturada pelas forças russas, estão enfrentando pressão psicológica, disse a empresa nuclear estatal ucraniana Energoatom nesta sexta-feira.
"Tudo isso afeta negativamente o trabalho e põe em risco a segurança nuclear e de radiação", complementou. Os níveis de radiação em todas as plantas não mudaram.
Após encontros com os ministros das Relações Exteriores de Rússia e Ucrânia, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse que é necessário “agir rápido” para normalizar as operações em Zaporizhzhia e Chernobyl.
Usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, é a maior desse tipo na Europa / Dmytro Smolyenko/Future Publishing via Getty Images
Tanques russos caem em emboscada ucraniana
Uma coluna de tanques russos que se dirigia a Kiev foi surpreendida na quinta-feira (10) por uma emboscada de forças ucranianas. O embate aconteceu na cidade de Brovary, a cerca de 20 quilômetros da capital ucraniana.
Uma estreita avenida de um bairro residencial se transformou em uma fileira de tanques de batalha. Após serem atingidos por lança-granadas, os russos foram forçados a deixar a localidade.
Prefeito descreve "dias de inferno"
O prefeito de Mariupol, Vadym Boychenko, divulgou uma mensagem de vídeo condenando a Rússia por sua “guerra cínica e destrutiva contra a humanidade”. Boychenko falou de “dois dias de inferno” após o bombardeio da maternidade na quarta.
“Hoje, eles bombardearam cinicamente o Serviço Estadual de Emergências de Mariupol”, disse ele no vídeo que mostra os danos extensos ao prédio. “A cada 30 minutos, Mariupol era invadida pela aviação russa que atirava em prédios civis matando civis – idosos, mulheres e crianças”.
O prefeito criticou os chamados corredores humanitários para evacuação. “Eles [russos] mantêm cinicamente reféns 400 mil cidadãos de Mariupol que estão esperando que um corredor humanitário se abra”, disse ele no vídeo. “A ajuda humanitária não pôde chegar a Mariupol pelo sexto dia agora, embora os russos afirmem que foi pacífico e tranquilo na Mariupol ocupada. É o mais alto nível de cinismo.”
Fotos: as principais imagens da guerra
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Invasão começou na quinta-feira, 24 de fevereiro, com bombardeios em diversas cidades da Ucrânia. Na imagem, uma explosão ocorre na capital Kiev
Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Animais abandonados
Além da crise humanitária envolvendo os refugiados, milhares de animais de estimação estão sendo deixados para trás na fuga de civis da Ucrânia. Carregando o que conseguem e às pressas, muitas pessoas precisam deixar seus companheiros em abrigos ou na fronteira.
O enviado especial da CNN Brasil à Ucrânia, Mathias Brotero, visitou um dos locais que está funcionando 24 horas por dia para receber animais em Lviv, cidade próxima à fronteira com a Polônia.
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Um cachorro e um carrinho são vistos enquanto civis deixam a cidade de Irpin durante a evacuação durante a Guerra Rússia-Ucrânia, em 7 de março de 2022 (Foto de Andrea Filigheddu/NurPhoto via Getty Images)
Crédito: NurPhoto via Getty Images
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
“É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:
ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
Ucrânia: U$ 4,1 bilhões
Rússia: US$ 45,3 bilhões
TROPAS ATIVAS
Ucrânia: 219 mil soldados
Rússia: 840 mil soldados
AERONAVES DE COMBATE
Ucrânia: 170
Rússia: 1.212
HELICÓPTEROS DE ATAQUE
Ucrânia: 170
Rússia: 997
TANQUES DE GUERRA
Ucrânia: 1.302
Rússia: 3.601
ARMAMENTO ANTIAÉREO
Ucrânia: 2.555
Rússia: 5.613
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer da quinta-feira (24 de fevereiro), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.
O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma "operação militar especial" na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nos dias a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira. O Ocidente, no entanto, aplicou sanções financeiras pesadas aos russos.Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev / 24/02/2022 Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.
A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.
Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
A Rússia afirmou que só irá parar com os ataques se suas "condições" forem aceitas pela Ucrânia. Na lista, estão uma mudança da Constituição do país para resguardar neutralidade em relação à adesão em blocos, além do reconhecimento da Crimeia como território russo e das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes.