Mundo
Irã zomba dos EUA por busca de tripulação de jato abatido
Mohammad Bagher Ghalibaf ironizou nas redes sociais a mudança na estratégia americana após a queda de um caça e um tripulante desaparecido
Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do Irã, zombou da busca dos Estados Unidos por um membro da tripulação desaparecido após um caça ser abatido na sexta-feira (3).
Um dos membros da tripulação a bordo do jato foi resgatado durante a operação de busca das forças militares dos EUA. O status do outro não estava imediatamente claro.
"Depois de derrotar o Irã 37 vezes seguidas, essa brilhante guerra sem estratégia que eles começaram agora foi rebaixada de 'mudança de regime' para 'Ei! Alguém pode encontrar nossos pilotos? Por favor?'", escreveu Ghalibaf no X (antigo Twitter) na sexta-feira.
"Uau. Que progresso incrível. Gênios absolutos", continuou ele.
Desde a morte do líder supremo de longa data, Ali Khamenei, Ghalibaf tem se destacado como um dos fortes nomes do regime iraniano.
Leia também
ATAQUE AO IRÃ Irã acusa EUA de planejar ataque terrestre ATAQUE AO IRÃ Por que Trump tem agora pouquíssimas opções na guerra no Irã ATAQUE AO IRÃ Irã aprova plano para impor pedágios no uso do Estreito de Ormuz ATAQUE AO IRÃ Trump quer pedir que países árabes paguem por guerra com o Irã ATAQUE AO IRÃ Netanyahu diz que 'mais da metade' dos objetivos militares já foram alcançados em guerra de Israel e EUA contra o Irã ATAQUE AO IRÃ Trump diz que EUA deixarão o Irã em 'duas ou três semanas', com ou sem acordo" ESTADOS UNIDOS Pressionado, Trump ameaça aliados e o futuro da Otan ATAQUE AO IRÃ Estreito de Ormuz: as posições de Irã, EUA, Rússia e Europa sobre o bloqueio que ameaça a economia global ATAQUE AO IRÃ Inteligência dos EUA avalia que Irã mantém capacidade de lançar mísseis ATAQUE AO IRÃ Irã afirma ter derrubado segundo avião dos EUAO que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás realizou ataques contra vários países da região, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas afirmam que seus alvos nessas nações são exclusivamente interesses dos Estados Unidos e Israel.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou pelo menos 13 mortes de soldados americanos relacionadas diretamente aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Como resposta, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no Líbano. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte da sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão no país.
Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um "grande erro". Ele afirmou que precisaria estar envolvido no processo de sucessão e destacou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.