Polícia

Policiais Civis e do Gaeco fazem a 2ª fase da Operação Overlap contra roubalheira na Prefeitura de Cuiabá

A operação apura desvios ocorridos na Secretaria de Educação de Cuiabá

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 03/09/2020
Policiais Civis e do Gaeco fazem a 2ª fase da Operação Overlap contra roubalheira na Prefeitura de Cuiabá
Fotos: Gaeco/Arquivos
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) e Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em conjunto com o Gaeco do Ministério Público Estadual,deflagrou nesta quinta-feira,03, a segunda fase da Operação Overlap. São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, todos ligados ao Procurador-Geral do Município. Na Prefeitura de Cuiabá, o foco é o gabinete da procuradoria-geral. As ordens judiciais foram deferidas pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal da Capital. A operação apura desvios ocorridos na Secretaria de Educação de Cuiabá. As diligências realizadas nesta quinta-feira são o desdobramento das análises das primeiras buscas e de denúncia apresentada, após a primeira fase da operação realizada em junho deste ano. Participam da operação dois membros do Gaeco, seis delegados da Polícia Civil e 20 policiais das unidades envolvidas. O nome Overlap indica a sobreposição de itens licitados, pois as investigações apontaram duplicidade nas licitações identificadas, fazendo com que o município pagasse duas vezes pelo mesmo serviço. 1ª fase investigou ex-secretário de educação de Cuiabá e genro do Conselheiro Antônio Joaquim A segunda fase da Operação Overlap da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gaeco realizada na manhã de terça-feira,23, de Junho, investigou o ex-secretário municipal de educação da Prefeitura de Cuiabá, Alex Vieira Passos e Rafael de Oliveira Cotrim Dias,42, genro do conselheiro afastado por corrupção do Tribunal de Contas de Mato Grosso*TCE/MT), Antônio Joaquim. As ordens de busca e de bloqueio de valores foram decretadas pela 7ª Vara Criminal da capital e foram cumpridas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Grande (MS) O Inquérito Policial foi iniciado após informações de que em 2017, o então secretário municipal de educação teria recebido valores indevidos por meio de suas empresas, sendo posteriormente detectado se tratar de empresas ligadas diretamente ao atual secretário no cargo. Analistas identificaram que uma empresa contratada no ano de 2017 para a reforma da creche CMEI – Joana Mont Serrat Spindola Silva, localizada no bairro CPA III, em Cuiabá, teria como real proprietário o atual secretário municipal de educação, que foi o ordenador de despesas responsável por determinar a maior parte dos pagamentos relacionados ao contrato (178/2017).