Polícia

Procurador de Cuiabá, ex-secretário e genro de Antônio Joaquim fazem parte de grupo criminoso que desviava da Prefeitura, diz Polícia

Um relatório da Polícia Civil de Mato Grosso aponta para um bem articulado grupo criminoso enraizado no ‘seio’ da Prefeitura de Cuiabá, e que envolveria a secretaria de educação e a Procuradoria Geral do município

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 04/09/2020
Procurador de Cuiabá, ex-secretário e genro de Antônio Joaquim fazem parte de grupo criminoso que desviava da Prefeitura, diz Polícia
Fotos: Arquivos
Um relatório da Polícia Civil de Mato Grosso aponta para um bem articulado grupo criminoso enraizado no ‘seio’ da Prefeitura de Cuiabá, e que envolveria a secretaria de educação e a Procuradoria Geral do município com o intuito de desviar dinheiro público. Segundo a Polícia, a organização criminosa seria formada pelo procurador-geral do município de Cuiabá, Marcus Brito, pelos ex-secretários de Educação, Alex Vieira Passos e Rafael de Oliveira Cotrim, genro do conselheiro afastado por corrupção do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antônio Joaquim. O grupo criminoso, segundo a Polícia, fez a contratação indevida de uma empresa pela bagatela de R$ 2,089 milhões. O crime fez a Polícia realizar a segunda fase da operação Overlap e que foi feita na sede da Prefeitura de Cuiabá, na quarta feira, 03. A Operação contou com a participação de policiais da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) e Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em conjunto com o Gaeco do Ministério Público Estadual. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, todos ligados ao Procurador-Geral do Município, Marcus Brito. As ordens judiciais foram deferidas pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal da Capital. De acordo com a Polícia, a empresa contratada seria do ex-secretário Alex Passos, e que também seria sócio de Marcus Brito em um escritório de advocacia. “Eles(Marcus Brito e Alex Passos) fizeram um conluio para obterem vantagem indevida por meio da contratação da empresa B.O. Conceição e Silva e Cia Ltda, com nome fantasia Ceteps e que está registrada em nomes dos laranjas Renan Rodrigo da Silva e Benedito Odário Conceição e Silva”, afirma a Polícia. No mesmo endereço da empresa B.O. Conceição e Silva e Cia Ltda está instalada a CETEPS de propriedade da família de Alex Passos há mais de 40 anos, e teriam iniciadas as atividades do Colégio Castelinho Azul. “A CETPS  ofereceria curso preparatório presencial e a distância para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O contrato foi empenhado em 2018, quando Marcus Brito era secretário de Comunicação e Inovação da Prefeitura”, disse o inquérito da Polícia que revela inda a participação como sócios do procurador com o ex-secretário Alex Passos no escritório de advocacia Zambrim, Brito & Vieira Passos Advogadas, que também fica no CETEPS. 1ª fase investigou ex-secretário de educação de Cuiabá e genro do Conselheiro Antônio Joaquim A segunda fase da Operação Overlap da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Gaeco realizada na manhã de terça-feira,23, de Junho de 2020, investigou os exs-secretários municipais de educação da Prefeitura de Cuiabá, Alex Vieira Passos e Rafael de Oliveira Cotrim Dias,42, genro do conselheiro afastado por corrupção do Tribunal de Contas de Mato Grosso(TCE/MT), Antônio Joaquim. Na ocasião, foi investigada a lavagem de dinheiro promovida pela gestão da Secretaria Municipal de Educação. Ao todo, 9 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e o secretário foi afastado. O inquérito foi instaurado em 2017, e aponta que o ex-secretário de educação, na época, Rafael de Oliveira Cotrim, genro do conselheiro Antônio Joaquim, teria recebido valores indevidos por meio de empresas que são ligadas a Alex Vieira. Entre o dinheiro desviado está a reforma da creche CMEI – Joana Mont Serrat Spindola Silva, localizada no bairro CPA III, em Cuiabá, e teria como real proprietário o atual ex-secretário.