Polícia
Justiça torna réus pais de menor que atirou e matou Isabele Guimarães
A denuncia foi feita pelo Ministério Publico e refere-se à morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14, ocorrida na residência do casal por volta das 22
17/11/2020
De outro, dúvidas sobre os relatos de quem estava naquela residência.
O encontro entre os jovens se tornou uma tragédia. Naquela tarde, Isabele Guimarães, foi à casa das amigas, como fazia com frequência. Horas depois, a jovem foi morta com um tiro no rosto.
Após o disparo, Isabele ficou caída e completamente ensanguentada no chão de um banheiro da residência.
Durante 50 dias, a Polícia Civil de Mato Grosso investigou o caso. A menor relatou à polícia que atirou de modo acidental em Isabele. A adolescente afirmou que se desequilibrou, enquanto segurava duas armas, e disparou.
No depoimento à polícia, a menor classificou o disparo contra Isabele como um “trágico acidente” e disse que não poderia “conceber tirar a vida da sua melhor amiga”.
As investigações da Polícia Civil contrariam a versão da jovem. As apurações, concluídas nesta semana, indicaram que Laura atirou intencionalmente. Por ser adolescente, ela deve responder por ato infracional análogo a homicídio doloso — quando há a intenção de matar.
A defesa da família de Laura contestou as apurações da polícia e afirma que as investigações foram concluídas de modo apressado.
A empresária Patrícia Hellen Guimarães, mãe de Isabele, não acredita na versão da menor. Ela afirma que nunca teve dúvidas de que o disparo contra a filha foi intencional.
A amiga de Isabele praticava tiro esportivo desde o fim do ano passado, assim como seus três irmãos. Ela participou de duas competições e venceu uma delas.
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