Polícia

Justiça torna réus pais de menor que atirou e matou Isabele Guimarães

A denuncia foi feita pelo Ministério Publico e refere-se à morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14, ocorrida na  residência do casal  por volta das 22

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 17/11/2020
Homicídio culposo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores. Esses são os crimes que Marcelo Martins Cestari, de 47, e sua esposa terão que responder perante a justiça criminal, em Cuiabá. A denuncia foi feita pelo Ministério Publico e refere-se à morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14, ocorrida na  residência do casal  por volta das 22:00 hs de domingo, 12 de Julho, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá. Marcelo chegou a ser preso, mas, foi liberado após o pagamento de fiança. Segundo o MP, os tiros foram disparados pela filha do casal de 14.  A denuncia foi recebida pela juíza Maria Rosi de Meira Borba, da Oitava Vara Criminal de Cuiabá. A adolescente é baleada no rosto pela melhor amiga e segundo a Policia Civil, a  arma veio de fora da casa. De um lado, a versão de disparo acidental. De outro, dúvidas sobre os relatos de quem estava naquela residência. O encontro entre os jovens se tornou uma tragédia. Naquela tarde, Isabele Guimarães, foi à casa das amigas, como fazia com frequência. Horas depois, a jovem foi morta com um tiro no rosto. Após o disparo, Isabele ficou caída e completamente ensanguentada no chão de um banheiro da residência. Durante 50 dias, a Polícia Civil de Mato Grosso investigou o caso. A menor relatou à polícia que atirou de modo acidental em Isabele. A adolescente afirmou que se desequilibrou, enquanto segurava duas armas, e disparou. No depoimento à polícia, a menor classificou o disparo contra Isabele como um “trágico acidente” e disse que não poderia “conceber tirar a vida da sua melhor amiga”. As investigações da Polícia Civil contrariam a versão da jovem. As apurações, concluídas nesta semana, indicaram que Laura atirou intencionalmente. Por ser adolescente, ela deve responder por ato infracional análogo a homicídio doloso — quando há a intenção de matar. A defesa da família de Laura contestou as apurações da polícia e afirma que as investigações foram concluídas de modo apressado. A empresária Patrícia Hellen Guimarães, mãe de Isabele, não acredita na versão da menor. Ela afirma que nunca teve dúvidas de que o disparo contra a filha foi intencional. A amiga de Isabele praticava tiro esportivo desde o fim do ano passado, assim como seus três irmãos. Ela participou de duas competições e venceu uma delas.