Polícia

PF faz 5ª fase da Operação Tapiraguaia contra corrupção na Prefeitura de Serra Nova Dourada, em MT

A Operação Tapiraguaia teve início a partir de fiscalização realizada pela CGU durante o 4º Ciclo do Programa de Fiscalização em Entes Federativos (FEF)

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PF-MT 24/11/2020
PF faz 5ª fase da Operação Tapiraguaia contra corrupção na Prefeitura de Serra Nova Dourada, em MT
Foto: PF
Agentes da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) realizaram na terça-feira,24, a 5ª fase da Operação Tapiraguaia no município de Serra Nova Dourada (MT). O objetivo é desarticular um ‘esquema’ criminoso contra fraudes e desvio de recursos públicos nas áreas da educação e saúde na Prefeitura de Serra Nova Dourada. A Operação Tapiraguaia teve início a partir de fiscalização realizada pela CGU durante o 4º Ciclo do Programa de Fiscalização em Entes Federativos (FEF). Essa 5ª Fase busca subsidiar trabalhos de apuração relacionados a fraudes na execução de obra de Unidade Básica de Saúde e de quadra escolar coberta com vestiário no município de Serra Nova Dourada (MT). O montante dos recursos avaliados é de aproximadamente R$ 900 mil. São alvos da operação um ex-prefeito, um engenheiro civil fiscal, um empreiteiro e um servidor público municipal. Os investigados irão responder por crimes licitatórios e desvio de recursos públicos, podendo pegar até 16 anos de prisão. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças/MT, que também determinou o sequestro de bens e valores. A quinta fase é resultado da análise dos dados bancários e dos objetos apreendidos durante a terceira fase da operação, ocorrida em junho deste ano. O material colhido aponta que em 2014 determinado prefeito, em conluio com determinado empresário “laranja” do ramo da construção civil, teria orquestrado um esquema criminoso com o fito de desviar recursos públicos federais. Há indícios de montagem e direcionamento de contratação; inexistência de empregados e maquinário em nome da empresa contratada; supostos pagamentos por serviços não realizados ou realizados de modo diverso ao contratado; e indicativos de pagamento de vantagens indevidas à agentes públicos da Prefeitura. A PF apurou um prejuízo, em valores atualizados, de cerca de R$ 360 mil.