Polícia

Tenente-coronel é exonerado do comando da PM após denúncia de importunação sexual em Cuiabá

A informação foi confirmada pela própria corporação, que também anunciou a instauração de procedimento administrativo pela Corregedoria-Geral para apurar os fatos

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PM-MT 26/01/2026
Tenente-coronel é exonerado do comando da PM após denúncia de importunação sexual em Cuiabá
O caso é investigado como importunação sexual, desacato e ameaça | Rafael Trindade

O tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Welington Rodrigues Mendonça, foi exonerado do comando do 22º Batalhão da PM, em Peixoto de Azevedo, após ser denunciado por uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) por importunação sexual em um posto de combustíveis, em Cuiabá, na madrugada de domingo,25.

A informação foi confirmada pela própria corporação, que também anunciou a instauração de procedimento administrativo pela Corregedoria-Geral para apurar os fatos.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que não compactua com qualquer tipo de crime cometido por integrantes da instituição e informou que o oficial responderá nas esferas administrativa, civil e criminal. Segundo o comunicado, o militar está em liberdade condicionada ao comparecimento aos atos do processo.

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM foi acionada para atender a uma confusão em um estabelecimento nas proximidades da Praça 8 de Abril, onde um homem armado estaria se identificando como delegado. No local, a vítima e uma testemunha relataram que o suspeito se aproximou do grupo, sentou ao lado da servidora, fez insinuações e, após a recusa, tocou na coxa dela e pressionou o corpo contra o seu. Uma testemunha tentou intervir e pediu que ele se afastasse, mas, conforme o relato, ele permaneceu no local.

Ainda segundo o registro policial, o homem se identificou como militar e afirmou estar armado. Mesmo após a chegada da PM, ele teria voltado a se aproximar da vítima, segurado o braço dela e questionado o que havia sido relatado aos policiais. Os militares que atenderam a ocorrência informaram que o tenente-coronel apresentava sinais visíveis de embriaguez e que, inicialmente, se recusou a entregar a arma durante a abordagem.

O caso foi registrado como injúria e importunação sexual e será investigado pela Polícia Civil.

Também em nota oficial, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso repudiou o ocorrido e informou que prestará total apoio à servidora. O presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), determinou que sejam adotadas todas as providências cabíveis com rigor.

A exoneração do comando do batalhão ocorreu de forma imediata, como medida administrativa preventiva, enquanto as investigações seguem nas esferas competentes.