O que aconteceu com o Partido Democrático Trabalhistas, o PDT de Mato Grosso? O partido que já teve homens fortes na política em nível nacional como o ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola e Dante de Oliveira, em Mato Grosso, é hoje uma agremiação que está dando claros sinais do fracasso no estado.
É certo que nem todos os partidos nascem iguais, mas, a agremiação brizolista já não é mais aquela.
Pelo menos no Estado isso não acontece.
Um exemplo disso é o vice-governador Otaviano Pivetta que arregimentou nos últimos meses toda a militância pedetista para um projeto maior na disputa a Senatoria.
Mas, na manhã desta quarta feira, 02, o líder pedetista sucumbiu ao embate da campanha ao Senado e resolveu ‘jogar a toalha’.
Pivetta não explicou os motivos de sua saída – mesmo sendo idoso e do grupo de risco para a Covid 19. Mas, assessores próximos - afirmam – que sua desistência é em função do isolamento político, por parte do governador Mauro Mendes, do DEM, que declinou apoio ao seu nome em prol de Carlos Fávaro, do PSD.
Sem norte e sem referencial o partido de Pìvetta capenga e passa a ser mais um protagonista nas eleições deste ano.
A agremiação ainda não tem – e pelo tempo dificilmente terá – um nome viável para disputar a eleição suplementar ao Senado, em novembro.
No plano estratégico do partido, a saída será liberar a militância para escolher os melhores candidatos.
O imbróglio de Pivetta ficaria em relação ao seu amigo Mauro Mendes (DEM). Apesar das divergências nos últimos meses, Pivetta procura manter a sua fidelidade.
Mas, a rusga endureceu nos últimos dias com a escolha de Mendes a favor de Fávaro. Pivetta não esconde sua mágoa e promete retaliar Mendes em seu projeto de reeleição em 2022. O imbróglio está latente e deve piorar nos próximos meses.