Política

O prefeito é bomba: Tem uma pedra no caminho de Emanuel...

A campanha de ‘Neneu’ como ele é chamado, só confirmou aquilo que a população cuiabana já sabia

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 14/11/2020
A imagem do candidato a prefeito do MDB em Cuiabá, Emanuel Pinheiro, durante toda a campanha eleitoral sempre esteve associada a duas características negativas: a primeira de ter enchido os bolsos de dinheiro provenientes de corrupção no Governo de Silval Barbosa, também do MDB, não apresentar propostas convincentes para a população cuiabana e não explicar os seus erros do passado. A outra foi de acusar adversários com tão naturalidade que até a justiça eleitoral reprovou. A campanha de ‘Neneu’ como ele é chamado, só confirmou aquilo que a população cuiabana já sabia: que ele(Emanuel Pinheiro) tentou maquiar uma explicação imatura nas imagens de corrupção em que ele é associado. Ele as colocou para debaixo do tapete e inventou uma historinha que o dinheiro foi para pagar pesquisas eleitorais. O desespero do candidato frente às eleições o levou ainda aos extremos daquilo que na política se chama baixaria e desespero para chegar ao poder de qualquer maneira. Na luta do bem contra o mal, Emanuel Pinheiro chega ao final da campanha sem explicar. Do outro bordo, as questões são fundamentalmente as mesmas e que atormentaram os eleitores cuiabanos durante todo esse tempo: a mentira. O candidato a prefeito de Cuiabá pelo MDB, Emanuel Pinheiro, mentiu ou não sobre o recebimento de maços de dinheiro colocado em seu paletó? Se mentiu, deveria ou não submeter a um processo de reprovação para o Palácio Alencastro? Resta agora o povo decidir. A justiça já está fazendo seu papel. O juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, acatou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou oficialmente Pinheiro réu por conta do vídeo em que parece recebendo maços de dinheiro e colocando em seu paletó, durante a gestão Silval Barbosa, em 2013. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal e - afirma – que Emanuel Pinheiro, em dezembro de 2013, “dirigiu-se até ao gabinete de Sílvio Cezar Corrêa Araújo, localizado na governadoria do Estado de Mato Grosso, ocasião na qual recebeu, a título de propina, a quantia de R$ 50 mil reais de um total de R$ 600 mil de propina”, diz trecho da denuncia do MP e aceita pela Justiça federal.