Política

Eleições têm instabilidade no e-Título, 66 prisões e 1700 urnas quebradas

A votação para a escolha de vereadores e prefeitos no primeiro turno das eleições municipais ocorre sem grandes problemas na maior parte do Brasil

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN BRASIL 15/11/2020
A votação para a escolha de vereadores e prefeitos no primeiro turno das eleições municipais ocorre sem grandes problemas na maior parte do Brasil. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, muitos eleitores relataram dificuldades para conseguir justificar o voto através do aplicativo e-Título. Segundo o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, o problema ocorreu devido a um ataque por excesso de acessos. A orientação do tribunal é que o eleitor tente acessar o aplicativo mais tarde, caso encontre alguma dificuldade. Saiba o passo a passo para justificar pelo celular. Segundo dados apresentados pelo presidente do TSE, às 14h45 deste domingo, foram registradas 1700 substituições de urnas eletrônicas, o que representa apenas 0,38% do total, de mais de 400 mil. Sobre crimes eleitorais, foram contabilizadas 252 ocorrências, sendo que 66 resultaram em prisão. Segundo o presidente do TSE, 30 dos presos são candidatos nesta eleição - são cerca de 550 mil candidatos no geral. Barroso afirmou que a maior parte das prisões aconteceu por boca de urna ou propaganda ilegal. Ao todo, 147.918.483 eleitores estão aptos para escolher vereadores, prefeito – e vice-prefeito – de 5.567 municípios. Tradicionalmente realizada no primeiro domingo de outubro, a votação foi adiada em função da pandemia do novo coronavírus. Presidente e ex-presidentes votam O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) votou rapidamente em colégio eleitoral no Rio de Janeiro. O ex-presidente Michel Temer votou em São Paulo. Ele foi um dos primeiros a comparecer às urnas. Já o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou em São Bernardo do Campo. Mudanças no sistema em 2022 Barroso sinalizou com mudanças no sistema de votação ao comentar o projeto Eleições do Futuro neste domingo (15). "Temos, desde 1996, urnas eletrônicas que funcionam muito bem do ponto de vista de confiabilidade do resultado. A aplicabilidade ou não de um novo modelo [eleitoral] em 2022 vai depender da segurança que possamos ter com as alternativas oferecidas. Nós temos um teste triplo: segurança, sigilo e eficiência. Se algum dos modelos se mostrar confiável, imagino que sim, já possamos implantar em 2022", disse.