“Estamos enfrentando um dos piores males das últimas décadas e precisamos chegar num ponto comum: que é o combate a Covid 19. E necessitamos que tanto o governador (Mauro Mendes) quanto o prefeito de Cuiabá(Emanuel Pinheiro) parem com a briga política para enfrentarmos unidos o nosso inimigo”.
A declaração em tom de desabafo é do secretário de saúde de Várzea Grande, Gonçalo Aparecido de Barros, ao refutar a continuidade do imbróglio entre o prefeito e o governador na pandemia.
Segundo o secretário, o município de Várzea Grande é irmã siamesa de Cuiabá e toda ação no combate a Covid feita no município tem que ser feita em Cuiabá.
Ele cita, por exemplo, o ‘toque de recolher’ e que deve ser feito entre as duas principais cidades do estado. “Não adiante fecharmos o único Shopping de Várzea Grande se Cuiabá não fechar. Ou se proibirmos o fechamento de bares à noite e Cuiabá permitir”, disse o secretário que aguarda decisão judicial para cumprir as medidas restritivas.
Ele acredita ainda que o governador Mauro Mendes, possa ter sensibilidade em coordenar as medidas restritas no estado principalmente em Cuiabá e Várzea Grande, ouvindo e dialogando com o prefeito Kalil Baracat(MDB), de Várzea Grande e Emanuel Pinheiro(MDB), de Cuiabá. “Chegamos ao limite e não dá mais para continuar com as picuinhas e ciúmes políticos enquanto milhares estão morrendo com a Covid”, lamentou o secretário.
Gonçalo ainda pediu que os outros municípios adotem as medidas restritivas urgentes, para desafogar o sistema de saúde do município que, segundo ele, já está colapsado, “não adianta Várzea Grande e Cuiabá decretar medidas restritivas enquanto outros município não o fazem e trazem os doentes para o Pronto Socorro e o Hospital Metropolitano, que não tem mais vagas”, alertou o secretário. Várzea Grande já tem mais de 700 mortes pela Covid desde o início da Pandemia.