A indicação de Frederico Carlos Soares de Campos para governador Mato Grosso, após a divisão territorial do estado, em 1977, foi uma articulação de seu tio materno, o General do Exército, Dilermando Gomes Monteiro, que era comandante do 2º Exército em São Paulo em 1976, no governo do ex-presidente Ernesto Geisel.
O tio, que era da alta cúpula do Exercito Brasileiro e um dos responsáveis pela abertura política do Brasil, a mando de Geisel, já tinha indicado Frederico como prefeito de Cuiabá, anteriormente.
A indicação teve o aval do ex-governador Pedro Pedrossian e Frederico administrou a cidade entre 1967 e 1969.
Frederico nasceu em Cuiabá em 11 de abril de 1927 e era gêmeo com Carlos Frederico Soares Campos, prefeito de Cubatão, interior de São Paulo, também nomeado pelo tio e posteriormente reeleito prefeito da cidade.
O nome de Frederico para governar Mato Grosso, entre 1979 a 1983, teve a aprovação unanime da assembleia legislativa, na época, em uma ‘articulação’ também do General Dilermando Monteiro que era o ‘braço direito’ do ex-presidente Ernesto Geisel.
Em 1988 Frederico foi prefeito de Cuiabá pela segunda vez, sendo eleito. Foi ainda secretário de Obras do estado entre 1975 e 1978. Ele morreu na manhã de segunda feira, 1º, vítima da Covid 19, o Novo Coronavírus, aos 93.
O ex-governador ficou internado nove dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Cuiabá, mas, não resistiu ao vírus. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes(DEM), lamentou a morte de Frederico e, por meio de nota, afirmou que irá decretar luto oficial de três dias.
Boateiro, avô materno de Frederico
foi o percursor do rádio em MT
O avô materno do ex-governador Frederico Campos, que morreu na segunda feira, 1º, ao 93 de Covid 19, Deodato Gomes Monteiro, foi o percursor dos primeiros sinais de rádio em Mato Grosso ainda na década de 30.
Boateiro, como era chamado, era comerciante na rua de cima(atual Pedro Celestino) e conseguiu capital sons irradiados vindo da rádio sociedade do Rio de Janeiro durante a segunda guerra mundial.
Ele trouxe um rádio da capital Federal(Rio de Janeiro) e espalhava boatos sobre os acontecimentos da capital, principalmente da segunda guerra.
A população cuiabana, na época, ficava sabendo das noticias através dos boatos que o Boateiro espalhava pelas ruas de baixo, do meio e de cima, do centro da cidade.