Política
Justiça torna ex-governador Silval Barbosa, ex-deputado José Riva e mais três pessoas réus por lavagem de dinheiro na compra de fazenda no interior de MT
A decisão foi emitida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira,10
A Justiça recebeu uma denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e determinou que o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado estadual José Riva, a esposa de Riva, Janete Riva, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf e o advogado Rodrigo Pacheco sejam tornados réus por suposto crime de lavagem de dinheiro.
A acusação está relacionada à compra da Fazenda Bauru, localizada em Colniza, no estado de Mato Grosso.
A decisão foi emitida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira,10.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os réus teriam utilizado a fazenda como meio para ocultar recursos ilícitos provenientes de esquemas de corrupção.
Silval Barbosa, que foi governador de Mato Grosso entre 2010 e 2014, já havia sido condenado anteriormente por outros crimes relacionados à corrupção durante seu mandato.
José Riva, por sua vez, também possui um histórico de condenações por desvios de verbas públicas.
Além dos mencionados, a esposa de José Riva, Janete Riva, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf e o advogado Rodrigo Pacheco também responderão como réus neste processo.
As investigações sobre a suposta lavagem de dinheiro na compra da Fazenda Bauru ainda estão em andamento.
Após uma investigação, constatou-se que Silval e Riva firmaram um acordo para a aquisição de uma propriedade de 46 mil hectares, no valor de R$ 18,6 milhões.
Em seus depoimentos, como parte de uma colaboração premiada, ambos confessaram que parte do montante envolvido no negócio foi proveniente de propina.
Conforme estabelecido no contrato, a metade da área seria registrada em nome da empresa Floresta Viva, de propriedade de Janete Riva, enquanto a outra metade, pertencente a Silval, seria registrada em nome do advogado Eduardo Pacheco.
No entanto, ao finalizar a transação, todas as partes envolvidas optaram por consolidar a propriedade unicamente em nome da Floresta Viva.
Caso sejam considerados culpados, os réus poderão enfrentar penas de acordo com a legislação brasileira.
A decisão da Justiça marca mais um capítulo na luta contra a corrupção no estado de Mato Grosso, reafirmando a importância do combate a esses crimes e o compromisso com a transparência e a justiça.
As próximas etapas do processo incluirão a apresentação de defesas pelos réus e a realização de audiências para a produção de provas e depoimentos.
Acompanharemos de perto o desenrolar do caso e forneceremos atualizações à medida que mais informações forem divulgadas.