Política

Justiça torna ex-governador Silval Barbosa, ex-deputado José Riva e mais três pessoas réus por lavagem de dinheiro na compra de fazenda no interior de MT

A decisão foi emitida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira,10

ALISSON OLIVEIRA/ DA REDAÇÃO 10/07/2023
Justiça torna ex-governador Silval Barbosa, ex-deputado José Riva e mais três pessoas réus por lavagem de dinheiro na compra de fazenda no interior de MT
Reprodução | Internet

A Justiça recebeu uma denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e determinou que o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado estadual José Riva, a esposa de Riva, Janete Riva, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf e o advogado Rodrigo Pacheco sejam tornados réus por suposto crime de lavagem de dinheiro. 


A acusação está relacionada à compra da Fazenda Bauru, localizada em Colniza, no estado de Mato Grosso.


A decisão foi emitida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira,10. 


De acordo com a denúncia do Ministério Público, os réus teriam utilizado a fazenda como meio para ocultar recursos ilícitos provenientes de esquemas de corrupção.



Silval Barbosa, que foi governador de Mato Grosso entre 2010 e 2014, já havia sido condenado anteriormente por outros crimes relacionados à corrupção durante seu mandato.


 José Riva, por sua vez, também possui um histórico de condenações por desvios de verbas públicas.


Além dos mencionados, a esposa de José Riva, Janete Riva, o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf e o advogado Rodrigo Pacheco também responderão como réus neste processo. 


As investigações sobre a suposta lavagem de dinheiro na compra da Fazenda Bauru ainda estão em andamento.


Após uma investigação, constatou-se que Silval e Riva firmaram um acordo para a aquisição de uma propriedade de 46 mil hectares, no valor de R$ 18,6 milhões. 


Em seus depoimentos, como parte de uma colaboração premiada, ambos confessaram que parte do montante envolvido no negócio foi proveniente de propina.


Conforme estabelecido no contrato, a metade da área seria registrada em nome da empresa Floresta Viva, de propriedade de Janete Riva, enquanto a outra metade, pertencente a Silval, seria registrada em nome do advogado Eduardo Pacheco. 


No entanto, ao finalizar a transação, todas as partes envolvidas optaram por consolidar a propriedade unicamente em nome da Floresta Viva.



Caso sejam considerados culpados, os réus poderão enfrentar penas de acordo com a legislação brasileira. 


A decisão da Justiça marca mais um capítulo na luta contra a corrupção no estado de Mato Grosso, reafirmando a importância do combate a esses crimes e o compromisso com a transparência e a justiça.


As próximas etapas do processo incluirão a apresentação de defesas pelos réus e a realização de audiências para a produção de provas e depoimentos.


 Acompanharemos de perto o desenrolar do caso e forneceremos atualizações à medida que mais informações forem divulgadas.