Política

Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, diz relatório

Quebra de sigilo identificou 1,5 mil transações financeiras do filho do presidente; defesa do filho do presidente Lula critica vazamento e diz que recursos e bens são legais

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 05/03/2026
Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, diz relatório
A quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva pela CPMI do INSS identificou que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026 | CNN

A quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva pela CPMI do INSS identificou que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026.

O relatório aponta que o herdeiro do chefe do Executivo, conhecido como Lulinha, realizou 1.531 transações bancárias neste período. Do total, R$ 9,774 milhões entraram e R$ 9,75 milhões saíram da conta do empresário neste período.

No primeiro ano levantado, foram movimentados R$ 4,6 milhões. Em 2024, o valor chegou ao ápice e atingiu R$ 7,27 milhões.

Na planilha, aparece o repasse de R$ 721,3 mil feito pelo presidente Lula a seu filho.

À CNN o advogado Guilherme Suguimori disse que acionou o STF, Congresso e a Polícia Federal para questionar a divulgação de informações que nem a defesa teve acesso.

“Após votação questionável sobre quebra de sigilo sem fundamentação individualizada (predicado de qualquer medida investigativa invasiva) e concessão de medida liminar reconhecendo a ilegalidade da quebra, a imprensa informou que teria acessado documentos sigilosos, no mesmo dia em que recebidos pela CPMI do INSS”, disse a defesa de Lulinha em nota.

Ainda segundo o advogado, o vazamento configura crime grave, e por isso está sendo imediatamente comunicado a todas as autoridades competentes.

“Não pouparemos esforços para apurar e punir os responsáveis”, disse a nota.

O advogado disse também que é “impossível” avaliar a existência, veracidade ou detalhamento das informações, uma vez que Fábio Luís e sua defesa não têm acesso nem aos documentos recebidos pela CPMI, nem aos que a imprensa alega ter recebido.

“No entanto, é gritante a ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS, o alegado objeto investigativo da quebra de sigilo”.