Política

Max compra a briga das mães atípicas e lidera luta por atendimento às crianças neurodivergentes em MT

Presidente da Assembleia Legislativa cobra reação do poder público, defende força-tarefa com profissionais especializados e transforma a dor de milhares de famílias em prioridade política

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 18/09/2026
Max compra a briga das mães atípicas e lidera luta por atendimento às crianças neurodivergentes em MT
Candidato à reeleição, Max defendeu a ampliação urgente da rede de psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais especializados | Assessoria

O grito silencioso de milhares de mães que abandonam empregos, enfrentam filas intermináveis e travam verdadeiras batalhas para conseguir diagnóstico e tratamento para os filhos acaba de ganhar uma voz poderosa em Mato Grosso.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos), decidiu comprar a briga das famílias atípicas e liderar a construção de uma grande política estadual de atendimento às crianças neurodivergentes.

Candidato à reeleição, Max defendeu a ampliação urgente da rede de psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais especializados. O parlamentar quer atendimento não apenas em Cuiabá, mas também nos municípios do interior, onde a ausência de estrutura transforma a rotina das famílias em uma luta diária.

A defesa foi feita durante encontro com psicólogos, assistentes sociais e servidores da área, realizado na noite desta quarta-feira (16), no Comitê 20000.

“Precisamos enfrentar isso”

Max foi direto ao denunciar a realidade enfrentada principalmente pelas famílias mais pobres. Sem dinheiro para pagar tratamentos particulares, muitas mães precisam deixar o mercado de trabalho para cuidar integralmente dos filhos.

Faltam profissionais, diagnósticos, acompanhamento especializado e locais adequados para acolher essas crianças.

“Quanto mais humilde a família, maior é a dificuldade. Muitas mães não conseguem trabalhar porque não têm onde deixar o filho, não conseguem o tratamento, o laudo ou o cuidado necessário. Nós precisamos enfrentar isso”, afirmou.

A declaração mostra que Max não pretende assistir de braços cruzados ao sofrimento dessas famílias. O presidente da ALMT quer transformar uma demanda histórica em política pública permanente.

Max quer atendimento chegando aos 142 municípios

Durante suas agendas pelo estado, Max Russi tem ouvido relatos de pais e mães que percorrem longas distâncias em busca de atendimento especializado.

Se o problema já é grave na Capital, a situação é ainda mais dramática no interior. Em muitos municípios, encontrar um psicólogo, fonoaudiólogo ou outro profissional especializado pode se tornar uma missão quase impossível.

“Precisamos avançar nessa política pública. É uma necessidade do nosso estado. Se temos dificuldades na capital, imagine no interior, onde é ainda mais difícil encontrar profissionais. Precisamos construir algo que consiga chegar aos municípios de Mato Grosso”, declarou.

A proposta é articular o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa e as prefeituras para ampliar a rede de atendimento e fazer com que o cuidado chegue às famílias onde elas vivem.

Max já levou o assunto ao governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) e defende uma participação maior do Estado na organização e no financiamento dessa estrutura.

Não é discurso de campanha: Max já havia levantado a bandeira

A defesa das famílias atípicas não apareceu agora. Max Russi já havia colocado o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre as prioridades para 2026.

Em julho, depois de visitar um projeto social em Cuiabá, o deputado afirmou que as políticas para pessoas autistas e seus familiares precisavam integrar os planos de governo debatidos para o futuro de Mato Grosso.

Agora, Max dá um passo adiante: reúne especialistas, ouve quem vive o problema diariamente e articula uma política estadual capaz de sair do papel.

O presidente da ALMT mostra, assim, que não basta reconhecer a dor das famílias. É necessário transformar essa realidade por meio de profissionais, estrutura, investimentos e presença do poder público.

Experiência e força política para fazer acontecer

Max reúne experiência administrativa, liderança no Parlamento e capacidade de dialogar com diferentes setores. Essa força política pode ser decisiva para tirar do abandono milhares de famílias que esperam por atendimento.

À frente da Assembleia Legislativa, o deputado tem condições de mobilizar parlamentares, Governo do Estado, prefeituras e profissionais especializados em torno de uma pauta que não pode mais esperar.

O encontro também reuniu o secretário de Estado de Assistência Social, Klebson Gomes Haagsma; a candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), integrante da chapa de Otaviano Pivetta; e Elson Ramos (Podemos), candidato a suplente de senador na chapa de Mauro Mendes (União).

Gisela reforçou que nenhuma política pública pode ser construída longe das pessoas que enfrentam o problema.

“Não tem outra fórmula mágica de fazer gestão. É ouvir, fazer uma escuta ativa das pessoas que são beneficiadas pelo serviço público”, declarou.

Uma bandeira que pode mudar milhares de vidas

Ao assumir publicamente essa luta, Max Russi envia uma mensagem clara às famílias atípicas: elas não estão sozinhas.

Sua proposta pode representar mais diagnósticos, mais tratamento, mais profissionais no interior e mais oportunidades para que mães retomem suas vidas sem abandonar o cuidado com os filhos.

Em um cenário no qual tantas famílias se sentem invisíveis, Max escolheu enxergá-las, ouvi-las e transformar suas necessidades em prioridade.

Mais do que uma pauta política, trata-se de uma causa humana. E Max Russi decidiu colocá-la no centro de sua caminhada por Mato Grosso.