Cotidiano

CORRIDA PELA VIDA: órgãos captados em VG seguem para Brasília, Goiânia e Cuiabá

Procedimento realizado no Hospital Santa Rita, em Várzea Grande, mobilizou profissionais da saúde e equipes de logística; fígado, rins e córneas beneficiarão pacientes que aguardam por transplantes

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 06/09/2026
CORRIDA PELA VIDA: órgãos captados em VG seguem para Brasília, Goiânia e Cuiabá
Segundo informações divulgadas pela unidade hospitalar, o fígado será encaminhado para Brasília, enquanto os rins terão como destino Goiânia. As córneas beneficiarão pacientes em Cuiabá | Divulgação

Uma importante operação de captação de órgãos foi realizada neste domingo no Hospital Santa Rita, em Várzea Grande. O procedimento mobilizou profissionais da saúde e equipes responsáveis pela conservação, logística e transporte dos órgãos.

Segundo informações divulgadas pela unidade hospitalar, o fígado será encaminhado para Brasília, enquanto os rins terão como destino Goiânia. As córneas beneficiarão pacientes em Cuiabá.

A captação representa uma nova possibilidade de tratamento para pessoas que aguardam na fila por um transplante. Em razão do curto período disponível para a conservação dos órgãos, a operação exige precisão, rapidez e atuação coordenada entre equipes de diferentes cidades.

O procedimento somente foi possível após a autorização da família do doador. Mesmo diante da perda de um ente querido, os familiares concordaram com a retirada dos órgãos para que outros pacientes pudessem receber uma oportunidade de continuar vivendo.

A identidade do doador e dos possíveis receptores não foi divulgada.

Conforme o Hospital Santa Rita, profissionais de diferentes áreas participaram da operação, desde os cuidados hospitalares e a captação até a preparação e o transporte dos órgãos aos locais onde serão realizados os transplantes.

Com destinos diferentes, fígado, rins e córneas iniciarão agora uma corrida contra o tempo. Os órgãos atravessarão centenas de quilômetros para chegar aos pacientes selecionados pelas centrais de transplantes.

Para quem aguarda na fila, a chegada de um órgão compatível pode significar o fim de uma espera que, em muitos casos, dura anos.

O episódio também reforça a importância de conversar previamente com os familiares sobre o desejo de ser doador. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da autorização da família.

Em uma decisão tomada no momento mais difícil, uma família de Várzea Grande transformou a própria despedida na esperança de recomeço para outras pessoas.