Política
Campanha de Lula vê "novo momento" em pesquisas; Flávio mira virada pós-7/9
Em semana marcada por novas revelações em escândalos policiais, sondagens mostraram aproximação entre intenções de voto dos candidatos
Com as pesquisas que mostram uma aproximação entre as intenções de votos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a campanha petista vê a corrida eleitoral em um “novo momento”, enquanto o entorno do senador espera assumir a dianteira após o dia 7 de setembro.
A campanha de Lula admite que a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e vazamentos de investigações sobre o filho do presidente Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana, o Marcola, vêm dando o tom da disputa eleitoral.
Aliados do presidente veem a eleição indefinida em meio a este cenário e voltam atenções a calibrar uma reação. A principal estratégia é ressaltar Lula “presidente”, uma figura institucional e experimentada capaz de conduzir o país no momento de crise institucional, segundo fontes.
Apesar disso, a campanha avalia que as eleições começam de fato com o início da propaganda na TV e rádio — quando as menções ao pleito aumentam nas redes. E destacam que nesta “nova fase” Lula ainda aparece marginalmente à frente nas principais pesquisas, tanto no 1º quanto no 2º turno.
Já a campanha de Flávio trata as sondagens com otimismo e mira ultrapassar Lula nas intenções de voto após o feriado de Independência. O PL prepara um ato na Avenida Paulista e crê que o evento será potencializado por revelações sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.
O entorno de Flávio sobe o tom contra o magistrado e aposta que a crise ajudará a manter o eleitorado de direita mobilizado. A estratégia é oferecer um novo eixo de confronto com a gestão Lula — reforçando a imagem de que há “dobradinhas” do STF com o Planalto nos últimos anos.
Para a equipe de Flávio, as pesquisas são indicativo da consolidação da competitividade do senador após as crises que atingiram sua campanha. E o ato na Avenida Paulista é tido também como um teste de capacidade de mobilização. O objetivo é que esse movimento na rua se traduza em movimento nas sondagens.