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Enviados dos EUA chegam a Kiev após conversas com Putin sobre plano de paz
Visita marca novos esforços de Washington na busca pelo fim da guerra na Ucrânia; países estabeleceram uma trégua de 72 horas durante reuniões
O enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, cehgaram a Kiev neste domingo (6) após concluírem negociações intensas com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, num momento em que Washington renova seus esforços para encerrar a guerra na Ucrânia.
Essa é a primeira visita deles à capital ucraniana desde o início da guerra e ocorre em meio a ataques quase constantes de mísseis e drones russos contra a cidade.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a escassez crítica de interceptadores de defesa aérea deixou a Ucrânia vulnerável a ataques com mísseis balísticos.
Zelensky disse ter realizado uma reunião com sua equipe de negociação antes das conversas com os enviados dos EUA. "Estamos prontos para negociações. A Ucrânia sempre foi e continuará sendo construtiva", escreveu ele no Telegram.
"Estamos comprometidos em acabar com a guerra. É necessária a paz. São necessárias garantias de segurança. É necessária uma paz digna para o pós-guerra. Nossas propostas estão prontas", continuou o presidente ucraniano.
Witkoff e Kushner fizeram uma escala na cidade polonesa de Rzeszów durante o trajeto de Moscou a Kiev, informou a agência de notícias estatal russa TASS.
O avião pousou à 1h31, horário local. Muito provavelmente, os enviados dos EUA prosseguiram a viagem de trem, segundo a reportagem.
A Rússia e a Ucrânia estabeleceram uma trégua temporária de 72 horas durante as visitas dos enviados americanos, suspendendo especificamente os ataques aéreos às capitais de ambos os países, Kiev e Moscou.
A interrupção dos ataques começou à meia-noite de sexta para sábado e durará todo o fim de semana dedicado à diplomacia.
A trégua aplica-se apenas às duas capitais; nos ataques ocorridos durante a noite e a madrugada de domingo, a Rússia continuou a bombardear a Ucrânia, mas evitou a cidade de Kiev.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, as forças russas lançaram 108 drones do tipo Shahed a partir do território russo; pelo menos três pessoas morreram nos ataques mais recentes, e infraestruturas foram atingidas na região de Kiev.
Foram registrados ataques aéreos russos em 11 locais da Ucrânia, enquanto um incêndio de grandes proporções foi extinto em uma instalação de infraestrutura na região de Kiev, causado por uma ofensiva russa.
Ao todo, dez civis ucranianos morreram e outros 65 ficaram feridos nas últimas 24 horas.
Witkoff e Kushner iniciaram sua intensa agenda diplomática de fim de semana com uma reunião de três horas com Putin no Kremlin, na tarde de sábado.
As negociações foram seguidas por um jantar com o líder russo, conforme informou a assessoria de imprensa do complexo.
O assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, descreveu posteriormente as conversas como “úteis” e afirmou que os representantes americanos haviam “se preparado seriamente para esta viagem”.
Ele disse que a equipe dos EUA expressou interesse em encerrar as hostilidades o mais rápido possível e apresentou “uma série de considerações sobre possíveis caminhos para um acordo”.
Um funcionário da Casa Branca disse que ambos os lados “discutiram planos concretos para os próximos passos, que serão anunciados nas próximas semanas”.
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O presidente russo, Vladimir Putin, disse no sábado (9) que acredita que o conflito na Ucrânia está chegando ao fim.
Questionado se estaria disposto a dialogar com os europeus, ele disse que a figura de sua preferência seria o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder.
Putin também afirmou que só se reunirá com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quando um acordo de paz duradouro for firmado.
O líder russo também agradeceu aos Estados Unidos por facilitar as conversas com Kiev, mas deixou claro que o assunto só diz "interessa à Rússia e à Ucrânia".
As falas acontecem em meio a um cessar-fogo de três dias entre Kiev e Moscou, anunciado pelos Estados Unidos.