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Israel desafia Trump e bombardeia Beirute; Irã lança mísseis e ameaça bases dos EUA em retaliação

Ataque israelense rompeu trégua entre Israel e Hezbollah no Líbano. Em retaliação, principal negociador do Irã afirmou que bases norte-americanas no Oriente Médio voltaram a ser 'alvos legítimos'

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM G1 07/06/2026
Israel desafia Trump e bombardeia Beirute; Irã lança mísseis e ameaça bases dos EUA em retaliação
Fachada de prédio destruída em um subúrbio de Beirute, no Líbano, após bombardeio de Israel na região, em 7 de junho de 2026 | Mohamed Azakir/ Reuters

O Irã anunciou neste domingo (7) que pode atacar bases militares dos Estados Unidos e regiões de Israel, em uma nova escalada da guerra no Oriente Médio. A ameaça é uma retaliação a um ataque de Israel a Beirute, no Líbano, mais cedo.

O ataque israelense, que rompeu uma trégua no Líbano, atingiu prédios em um subúrbio de Beirute que Israel disse abrigar terroristas do Hezbollah que planejavam um ataque.

Em resposta, o Irã lançou uma onda de mísseis em direção ao território israelense. Não há registros de que algum deles tenha atingido o solo. O gabinete de Netanyahu diz que responderá à ação.

Teerã disse também que as 19 bases que os EUA têm no Oriente Médio voltaram a ser "alvos legítimos" — os EUA têm bases militares em países da região como Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito (veja no mapa abaixo). A ameaça também foi estendida a ativos israelenses na região .

O anúncio foi feito pelo principal negociador do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Qalibaf, que também é presidente do Parlamento iraniano e uma das figuras centrais de poder no país.

"Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder", disse Qalibaf em uma publicação em suas redes sociais.

Mapa mostra as bases militares dos EUA no Oriente Médio. — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

Mapa mostra as bases militares dos EUA no Oriente Médio. — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

Desafio a Trump

Marcelo Lins analisa pressão de Trump a Netanyahu para cessar-fogo no Líbanohttp://www.w3.org/2000/svg">

Marcelo Lins analisa pressão de Trump a Netanyahu para cessar-fogo no Líbano

O ataque de Israel ao Líbano também foi um desafio ao presidente dos Estados UnidosDonald Trump, que garantiu na semana passada que Israel não voltaria a bombardear o Líbano. As desavenças entre os aliados EUA e Israel por conta do Líbano geraram inclusive uma discussão entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

presidente dos EUA confirmou ter chamado Netanayhu de "completamente louco" por conta dos ataques de Israel no Líbano e criticou as incursões.

Trump se referia aos constantes ataques que Israel tem feito ao vizinho Líbano em meio ao cessar-fogo em vigor no conflito do Oriente Médio. O Paquistão, que media as negociações, e o Irã insistem em que o Líbano estava contemplado na trégua, enquanto EUA e Israel insistem que apenas ataques em território iraniano e nos países do Golfo Pérsico.

Além disso, na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que Israel e o grupo terrorista Hezbollah concordaram em fazer uma trégua nos ataques no Líbano e no norte do território israelense. Israel luta no Líbano contra o Hezbollah, o grupo terrorista libanês que é financiado pelo Irã e faz constantes ataques no norte de Israel.