Mundo
EUA retomam ataques contra o Irã após mortes de militares americanos em base na Jordânia
Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos
Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã neste sábado (18), informou o Comando Central do país, após dois militares americanos morrerem na Jordânia e outro ser dado como desaparecido após um ataque iraniano.
Esta é a oitava noite seguida de ataques dos EUA contra o Irã. Nos últimos bombardeios, os americanos atingiram infra-estrutura civil, como pontes e usinas de dessalinização.
O presidente Donald Trump lamentou as mortes, em entrevista à NewsNation: "Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país".
Mais cedo, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã.
Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia.
Segudo o jornal "The New York Times", o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks.
Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos.
"Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação", diz o comunicado do Comando Central (CentCom).
"Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço", afirma a nota.
O CentCom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos.
Escalada militar
Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado nas redes sociais que os Estados Unidos voltaram a descumprir compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio e disse que a assinatura de um presidente americano "não tem valor nem credibilidade".
"A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano", diz a publicação.
Leia também
GUERRA NO ORIENTE MÉDIO EUA e Irã intensificam conflito e atingem Bahrein e Kuwait em disputa por Ormuz GUERRA NO ORIENTE MÉDIO EUA bombardeiam alvos no Irã após navios serem atacados no Estreito de Ormuz GUERRA NO ORIENTE MÉDIO Intervenção dos EUA interromperá reabertura do Estreito de Ormuz, diz Irã GUERRA NO ORIENTE MÉDIO Guarda Revolucionária do Irã fecha Ormuz por tempo indeterminado, diz mídia GUERRA NO ORIENTE MÉDIO Gestão de Ormuz é determinada pelo Irã, não por Trump, diz autoridade GUERRA NO ORIENTE MÉDIO Trump diz que EUA vão controlar o Estreito de Ormuz e cobrar 20% sobre carga de embarcações GUERRA NO ORIENTE MÉDIO Forças dos EUA realizaram ataques adicionais antes do início de bloqueio GUERRA NO ORIENTE MÉDIO EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã nesta quarta,15 GUERRA NO ORIENTE MÉDIO EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã; Trump diz que Teerã quer um acordo GUERRA NO ORIENTE MÉDIO Petroleiros explodem após passarem por minas em Ormuz, diz mídia do IrãTeerã anunciou também neste sábado que estava suspendendo os compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho.
Enquanto isso, os confrontos continuam. O Centcom informou que realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas.
Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país.
A agência IRNA afirmou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/V/Bo1UP5SJyHuYx5IKQayg/ap26199005864802.jpg)
Mulheres sentam-se ao lado de uma faixa com os dizeres "Matem Trump" em inglês, durante um comício pró-governo na sexta-feira, 17 de julho de 2026, em Teerã, Irã — Foto: AP/Vahid Salemi
Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado.
O Kuwait foi alvo de ataques contínuos. Uma usina de dessalinização foi atingida, e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.