Política

Manifestação de 12/9: Movimentos que ajudaram a derrubar Dilma têm força para impeachment de Bolsonaro?

O Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua lideraram os atos contra a então presidente Dilma Rousseff, que impulsionaram o processo de impeachment em 2016

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM BBC BRASIL 12/09/2021

O Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua lideraram os atos contra a então presidente Dilma Rousseff, que impulsionaram o processo de impeachment em 2016. Quando começaram a protestar no início de 2015, porém, a derrubada da petista ainda parecia improvável.

O Vem Pra Rua, inclusive, não defendia o impeachment inicialmente, embora participasse dos atos contra seu governo. O movimento pela queda de Dilma, no entanto, foi ganhando fôlego, conforme sucessivos protestos atraíram milhares de brasileiros às ruas, em um cenário de crise econômica e escândalos de corrupção que desgastavam o PT após mais de uma década no comando do país.

No domingo (12), os dois grupos voltam às principais avenidas do país tentando repetir o feito de cinco anos atrás, dessa vez contra o presidente Jair Bolsonaro. Serão capazes de liderar novamente uma escalada pelo impeachment?

Para analistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil, há elementos potencialmente capazes de catalisar um novo processo de cassação presidencial, como a queda de popularidade de Bolsonaro e a piora da economia. No entanto, na visão desses especialistas, MBL e Vem Pra Rua não têm condições de liderar sozinhos esse movimento. Seria preciso, dizem, uma articulação ampla que agregue as forças de oposição da direita à esquerda.

Isso porque a base que esses grupos lideraram em 2015 e 2016 já não existe da mesma forma. Na verdade, ela rachou, nota o cientista político e professor do Insper Carlos Melo.

Isso porque a base que esses grupos lideraram em 2015 e 2016 já não existe da mesma forma. Na verdade, ela rachou, nota o cientista político e professor do Insper Carlos Melo.