Política
Tolentino nega atuação em contrato da Covaxin e influência no FIB Bank
Questionado pelos senadores sobre quem seria o verdadeiro dono do FIB Bank ou empresas relacionadas, Tolentino preferiu manter o silêncio na comissão
14/09/2021
Acompanhe os destaques da CPI
CPI aprova requerimentos e pede que TCU faça auditoria nas contas do FIB Bank
Durante a sessão desta terça-feira, a CPI aprovou um requerimento que pede ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria nas contas FIB Bank. O pedido, votado no meio da sessão, é de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE). “Precisamos sugerir ao TCU e à PGR que oriente a suspensão de todos os contratos que tenham o FIB Bank como garantidor fidejussório”, disse Carvalho. Na sequência, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que ocupava a presidência da sessão, colocou o requerimento em votação. Com a aprovação, o TCU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverão analisar os contratos e contas do FIB Bank. Outro requerimento aprovado, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), requer que sejam enviadas solicitações à Casa Civil, Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério da Economia e demais Ministérios, a respeito da suspensão das cartas de fiança emitidas pela empresa FIB Bank.Tolentino fica calado sobre quem é o dono do FIB Bank
Questionado sobre quem seria o verdadeiro dono do FIB Bank, Marcos Tolentino escolheu reservar-se ao direito ao silêncio e afirmou que já havia detalhado sua relação com a empresa em suas declarações iniciais. “Isso está público e por isso queria utilizar meu direito ao silencio”, declarou. Em resposta, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que, de acordou com informações obtidas na sessão com o diretor do FIB Bank Ricardo Pereira Júnior, “o FIB Bank não existe, é uma empresa de prateleira cujos sócios são laranjas”.Marcos Tolentino explica relação com Ricardo Barros, Jair Bolsonaro e Precisa Medicamentos
Nas declarações iniciais, Marcos Tolentino também decidiu explicar suas relações com nomes como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos. Tolentino disse que o conhecia Bolsonaro desde a época de deputado federal e que não possui “amizade ou qualquer tipo de relacionamento”, mas que esteve com ele “em alguns encontros casuais apenas”. Segundo ele, a relação com Barros é de uma “amizade” que dura há anos. No depoimento de Barros à CPI, Tolentino esteve presente em um dos anexos do Senado – ação pela qual se “desculpou” com os senadores caso tenha parecido “afrontosa”. “Até hoje mantenho vinculo de respeito e amizade, nada além disso. Não quis afrontar os senadores e peço desculpas se pareceu, em relação ao meu comparecimento à CPI”, disse. Já em relação à Precisa Medicamentos, o empresário destacou de antemão que não sediou nenhum jantar em sua casa no qual Francisco Maximiano teria encontrado Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, assim como outros membros do alto escalão do governo. “Conheci Maximiano da Precisa Medicamentos no ambiente profissional. Jamais representei a empresa ou realizamos qualquer negócio. Sobre o jantar noticiado que teria sido em minha residência, nunca recebi essas pessoas pra tratar de compra de vacinas ou de consórcio da Covaxin”, disse.Marcos Tolentino nega ser “sócio oculto” do FIB Bank

Marcos Tolentino diz conhecer Karina Kufa, advogada do presidente Jair Bolsonaro

Quem é Marcos Tolentino
Tolentino chega à CPI sob a condição de possível “sócio oculto” da empresa FIB Bank, que ofereceu uma carta-fiança de R$ 80,7 milhões em um contrato firmado entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para a compra da vacina Covaxin. Tolentino e Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, teriam participado de uma reunião com o dono da Precisa, Francisco Maximiano, antes do fechamento de contrato das doses da Covaxin.-
Presidente da CPI da Pandemia: senador Omar Aziz (PSD-AM) Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado -

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