Política
Queiroga critica estados por aplicar vacinas em jovens sem autorização da Anvisa
Vacinação foi 'intempestiva' e dos 3,5 milhões de adolescentes imunizados, parte foi com vacinas que não eram a recomendada, diz ministro
16/09/2021
Erros de imunização
Queiroga criticou os estados de São Paulo, Maranhão, Amazonas e Rio de Janeiro, onde, segundo levantamento do Ministério da Saúde, teria uma ocorrência maior de aplicação de doses que não eram da Pfizer em adolescentes. Segundo ele, dos 1.545 casos relatados de efeitos adversos pós-vacinação em adolescentes, 93% incorreram em pessoas que receberam imunizantes que não foram da Pfizer. “Às vezes tomaram a primeira dose de um imunizante e a segunda de outro imunizante. Houve vários erros de imunização neste processo”, disse. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, das 3.519.204 doses aplicadas em adolescentes de 12 a 17 anos, 3.497.268 foram da PfizerOrientação para quem já tomou 1ª dose
Ainda segundo Queiroga, adolescentes que tomaram a primeira dose de imunizante que não o da Pfizer não devem tomar uma segunda dose. De acordo com o ministro, somente adolescentes que tomaram a vacina da Pfizer deverão tomar a segunda dose. “Os [adolescentes que se imunizaram e] que não têm comorbidades, parem por aí. Os com comorbidades que não tomaram Pfizer, não vou autorizar a intercambialidade”, disse. Queiroga disse que a recomendação de não completar o esquema é ‘uma medida de precaução’ e lembrou que há evidências de casos de miocardite, entre outros efeitos colaterais, constatados em jovens após a vacinação.Investigação de óbito de adolescente
O ministro deu como exemplo a morte de um adolescente de São Bernardo do Campo (SP), cujo óbito está sendo investigado como um possível efeito adverso grave pós-vacinação. O adolescente havia tomado a vacina da Pfizer. “Monitoramos os casos e a maioria são efeitos adversos leves, mas um relato de um paciente em São Paulo teve morte temporariamente associada ao processo de vacinação, mas não sabemos se o paciente tinha comorbidades ou não”, disse. Em nota, a Pfizer disse estar acompanhando o caso e que “está ciente de relatos raros de miocardite e pericardite, além de outros possíveis eventos adversos, após a aplicação de vacina de RNA mensageiro contra a Covid-19, e leva o acompanhamento e monitoramento destes casos muito a sério”. Segundo a farmacêutica, a companhia está acompanhando o caso de óbito em São Bernardo do Campo, mas e lembrou que a ComiRNAty, vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 recebeu em 11 de junho de 2021 a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em adolescentes de 12 a 15 anos no Brasil. “Especificamente sobre o caso de óbito em São Bernardo do Campo, a companhia está acompanhando, mas, até o momento, não foi estabelecida uma relação causal entre o ocorrido e o imunizante da Pfizer”, escreveu em nota.Mais lidas
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