Política
MP investiga Queiroz por supostas “rachadinhas” no gabinete de Carlos Bolsonaro
Para os promotores há um padrão na estruturação de arrecadação de parte dos salários dos funcionários nomeados nos gabinetes de Carlos e Flávio Bolsonaro
24/09/2021
Outras semelhanças
Como fez no caso de Flávio Bolsonaro, o MP dividiu a apuração sobre o gabinete de Carlos Bolsonaro em seis “núcleos” que operariam o esquema de corrupção. São, em linhas gerais, grupos de pessoas que possuem parentesco ou relação entre si. Além da família Gerbatim, os outros cinco núcleos investigados são de famílias que empregaram diversos membros no gabinete de Carlos. No caso do senador, Queiroz era a principal figura do esquema. Agora, nessa nova investigação, a mira dos promotores está em cima das movimentações financeiras de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. O MP investiga sete empresas e dois irmãos, dois cunhados, um primo e duas esposas de primos dela que foram nomeadas no gabinete de Carlos Bolsonaro. Segundo o MP, os dois gabinetes tinham “a mesma dinâmica de indicação de parentes”. A família de Ana Cristina Siqueira Valle também constava como um dos “núcleos” de suposta corrupção dentro do gabinete de Flávio Bolsonaro.Defesa
A CNN procurou a defesa de Fabrício Queiroz e aguarda retorno. O advogado Magnum Roberto Cardoso, que defende Ana Cristina Valle, informou que “em razão do sigilo das investigações apenas se manifestará nos autos do processo”. O advogado Antônio Carlos Fonseca, que defende o vereador Carlos Bolsonaro, também disse que não pode comentar o processo em razão do sigilo determinado pela Justiça. A defesa do senador Flávio Bolsonaro afirmou “o parlamentar desconhece supostas irregularidades que possam ter sido praticadas por ex-servidores da Alerj ou possíveis acertos financeiros que eventualmente tenham sido firmados entre esses profissionais. O parlamentar sempre seguiu as regras da assembleia legislativa e tem sido vítima de uma campanha de difamação”.Mais lidas
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