Política

Foto registra ministros do STF rindo em meio à crise entre Moraes e Vorcaro

Imagem foi capturada após a sessão plenária de quarta-feira (2), um dia após mensagens no WhatsApp de Daniel Vorcaro sugerirem que o ex-banqueiro e o ministro do Supremo mantinham contato

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 03/09/2026
Foto registra ministros do STF rindo em meio à crise entre Moraes e Vorcaro
Uma fotografia de Alexandre de Moraes rindo ao lado de colegas do STF (Supremo Tribunal Federal) repercutiu nesta quinta-feira (3). | CNN

Uma fotografia de Alexandre de Moraes rindo ao lado de colegas do STF (Supremo Tribunal Federal) repercutiu nesta quinta-feira (3). O ministro dava gargalhadas um dia após mensagens do WhatsApp de Daniel Vorcaro sugerirem que o ex-banqueiro e Moraes mantinham contato.

No lado esquerdo de Moraes estava o ministro Gilmar Mendes, que acompanhava o colega de STF na gargalhada. O ministro Cristiano Zanin era mais comedido e se limitava a sorrir.

Presidente do STF, Edson Fachin não teve a reação captada pela câmera do fotógrafo Breno Carvalho, de O Globo. O ministro aparece de costas na imagem.

A cena foi registrada na saída do plenário de quarta-feira (2), após a primeira sessão presencial da Corte desde que vieram a público novos elementos do relatório da PF (Polícia Federal) sobre o caso Master.

As revelações haviam aumentado a pressão sobre Moraes. Em uma das mensagens, enviada dois dias antes de sua prisão, Vorcaro perguntou ao ministro se deveria deixar o país e se ainda seria possível “fazer algo” diante do avanço da investigação da PF. Em outra, afirmou ter “gratidão da minha vida” a Moraes.

O material também reúne registros de encontros entre o ex-banqueiro e o ministro, conversas sobre eventos em Londres e referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Apesar da repercussão do caso, nenhum dos dez ministros presentes comentou o assunto durante a sessão. Moraes e André Mendonça, relator das investigações sobre o Master, ficaram sentados lado a lado no plenário, como ocorre normalmente por causa da ordem de antiguidade da Corte, mas não conversaram.

A relação entre os dois já vinha marcada por tensão. Na segunda-feira (31), Moraes e Mendonça tiveram uma conversa descrita por fontes à CNN como “direta, dura e ríspida”, depois de o relator informar que daria encaminhamento ao relatório da PF.

No dia seguinte, Mendonça retirou o sigilo do material e afirmou que o “caminho inevitável” do caso é a análise dos novos elementos pelo plenário do STF, em sessão pública e presencial.

Fachin, por sua vez, classificou a situação como de “especial gravidade” e afirmou que medidas “cabíveis e necessárias” seriam tomadas. O presidente da Corte passou a consultar os demais ministros sobre os próximos passos.