Política

MATO GROSSO DECOLA: Mauro abre caminho para voos internacionais e coloca Estado na rota mundial

Ex-governador modernizou o Aeroporto Marechal Rondon, criou incentivo de R$ 10 milhões para novas rotas e ajudou a garantir o voo direto entre Cuiabá e Buenos Aires

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 16/09/2026
MATO GROSSO DECOLA: Mauro abre caminho para voos internacionais e coloca Estado na rota mundial
O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) afirmou que Mato Grosso precisa apostar na própria força econômica e ampliar os investimentos no turismo | Assessoria

Mato Grosso está prestes a atravessar uma fronteira histórica. A partir de janeiro de 2027, o Estado terá seu primeiro voo internacional regular de passageiros, ligando Cuiabá a Buenos Aires, na Argentina. Por trás desse avanço está uma estratégia iniciada durante a gestão de Mauro Mendes (União), que modernizou o Aeroporto Marechal Rondon, conquistou sua internacionalização definitiva e criou incentivos para atrair companhias aéreas.

Agora candidato ao Senado, Mauro defende que Mato Grosso continue investindo no turismo, nos grandes eventos e na promoção de sua força econômica para consolidar novas conexões com outros países.

“É preciso investir mais”, afirmou Mauro durante o evento Diálogos com Candidatos, realizado nesta segunda-feira (14.09), em Cuiabá, pela CDL Cuiabá, Fenabrave-MT, Sindipetróleo e Abrasel.

Mauro participou do encontro ao lado do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e da candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP). Os três integram a coligação Mato Grosso Não Pode Parar.

Do sonho à realidade

Durante décadas, a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon permaneceu apenas como promessa. Na gestão de Mauro Mendes, o projeto avançou concretamente.

Depois de obras de modernização e adequações estruturais, o aeroporto foi definitivamente internacionalizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em dezembro de 2024. A conquista abriu as portas para que Mato Grosso pudesse negociar voos regulares para outros países.

“A internacionalização do aeroporto já foi superada e o desafio agora é gerar demanda para as companhias aéreas. Temos que criar as condições, e aí o voo será uma consequência disso”, afirmou Mauro.

Segundo ele, o Estado reúne todas as condições para ampliar sua presença no mercado internacional.

“Devemos muito mais a nós do que ao governo federal. As condições estão próximas, a economia é pujante, algumas coisas importantes estão acontecendo e elas vão se entrelaçando”, acrescentou.

Mauro foi atrás das companhias

A estratégia não ficou limitada às obras no aeroporto. Por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e da Invest MT, o Governo de Mato Grosso iniciou tratativas com companhias aéreas e passou a apresentar o potencial econômico, empresarial e turístico do Estado.

Entre as negociações esteve a possibilidade de criação de uma rota direta entre Cuiabá e o Peru. Em março, Mauro também levou pessoalmente a demanda ao Ministério do Turismo, em Brasília, buscando ampliar a interlocução com empresas do setor.

Posteriormente, o próprio ministro do Turismo informou que a proposta apresentada por Mauro estava sendo discutida com companhias aéreas e mencionou, inclusive, conversas com a American Airlines.

O resultado mais concreto dessa mobilização já tem data para aparecer: em janeiro de 2027, a Gol deverá iniciar a operação entre Cuiabá e Buenos Aires.

Incentivo para fazer os voos decolarem

Mauro também enfrentou um dos principais obstáculos para a implantação de novas rotas: o risco financeiro dos primeiros meses de operação.

Em dezembro de 2025, o Executivo encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto que autorizou Mato Grosso a conceder subvenção econômica às companhias que implantassem ou ampliassem voos internacionais.

A Lei nº 13.191/2025 estabeleceu o limite global de R$ 10 milhões por ano para o programa. O mecanismo foi regulamentado em março de 2026 por decreto assinado por Mauro.

Pelas regras, o Estado pode complementar eventual déficit operacional das novas rotas, mediante critérios técnicos e comprovação da realização dos voos. O objetivo é dar segurança às companhias durante o período inicial, até que a operação conquiste passageiros e alcance sustentabilidade financeira.

Mauro, entretanto, deixou claro que o dinheiro público deve funcionar apenas como impulso inicial, e não como uma ajuda permanente.

“O governo tem esse papel importante. Mato Grosso tem condição de ser o impulsionador, de dar o pontapé. Mas, se o governo tiver que ficar a vida inteira dando subsídio, está errado. O governo pode impulsionar, mas depois o setor tem que seguir sozinho”, declarou.

Turismo, agronegócio e grandes eventos

Para Mauro, o crescimento das rotas internacionais depende da união das maiores forças de Mato Grosso: o agronegócio, o turismo, os negócios e os grandes eventos.

Nesse projeto, o Parque Novo Mato Grosso ocupa posição estratégica. O complexo que está sendo construído em Cuiabá contará com um grande centro de eventos, preparado para receber feiras, congressos, seminários e programações capazes de atrair visitantes do Brasil e do exterior.

A proposta é transformar Cuiabá em uma porta de entrada internacional para o Pantanal, a Chapada dos Guimarães, a Amazônia mato-grossense e os grandes polos produtivos do Estado.

“Você cria um ecossistema de atração que vai justificar o investimento. É fazer uma conexão de todas essas nossas competências e potencialidades e, a partir daí, ter um, dois, três, quatro ou cinco voos semanais para outros lugares também”, completou Mauro.

Com aeroporto modernizado, incentivo financeiro, articulação com companhias e o primeiro voo regular já anunciado, Mauro apresenta como resultado de sua gestão a retirada de Mato Grosso do isolamento internacional.

O Estado que já é uma potência do agronegócio agora se prepara para decolar também no turismo, nos eventos e nos negócios internacionais.