Cotidiano

Médico alerta que hepatite A é altamente contagiosa, reforça formas de transmissão e destaca a vacinação como principal proteção

Especialista da Unimed Cuiabá explica por que os casos aumentaram entre jovens adultos e orienta sobre prevenção

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM ASSESSORIA 24/07/2026
Médico alerta que hepatite A é altamente contagiosa, reforça formas de transmissão e destaca a vacinação como principal proteção
Segundo o especialista, a hepatite A é causada por um vírus transmitido pela via fecal-oral | Unimed Cuiabá

A transmissão da hepatite A ocorre principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados, além do contato próximo com pessoas infectadas. Como o vírus pode ser transmitido antes mesmo do surgimento dos sintomas, a principal forma de prevenção continua sendo a vacinação, associada aos cuidados de higiene. O alerta é do médico hepatologista da Unimed Cuiabá, Dr. Elton Teixeira, durante a campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais.


Segundo o especialista, a hepatite A é causada por um vírus transmitido pela via fecal-oral. Isso significa que partículas do vírus eliminadas nas fezes podem contaminar água, alimentos e superfícies, sendo ingeridas por outras pessoas. Frutas e verduras mal higienizadas, água sem tratamento e mariscos crus provenientes de águas contaminadas estão entre as principais fontes de infecção.


“O vírus também pode ser transmitido pelo contato próximo entre pessoas que vivem na mesma casa, em creches, escolas, lares e centros de convivência de idosos, presídios, locais com aglomeração e em práticas sexuais que envolvem contato oral-anal. É um vírus altamente contagioso, capaz de permanecer ativo por dias em superfícies e alimentos”, explica o médico.
Apesar de, na maioria dos casos, apresentar evolução benigna, a hepatite A pode provocar insuficiência hepática aguda e até levar à morte em situações mais graves. Por isso, a vacinação é considerada a medida mais eficaz de proteção.


“A vacina contra a hepatite A é segura, eficaz e deve ser aplicada antes da exposição ao vírus. Atualmente, não existe tratamento específico para a doença, apenas medidas de suporte. Por isso, prevenir continua sendo a melhor estratégia”, destaca Dr. Elton Teixeira.
Além da vacinação, o especialista reforça que hábitos simples ajudam a reduzir o risco de contaminação, como lavar corretamente as mãos, higienizar frutas e verduras, consumir água tratada e manter boas condições de higiene durante o preparo dos alimentos. O tratamento adequado do esgoto e o abastecimento de água também são fundamentais para reduzir a circulação do vírus.


Casos aumentaram entre jovens adultos


Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registra, anualmente, entre 25 mil e 35 mil casos de hepatites virais. Entre 2000 e 2024, foram contabilizados mais de 826 mil casos confirmados no país.


Em julho de 2025, o Ministério da Saúde emitiu um alerta após identificar aumento de 54,5% nos diagnósticos de hepatite A. O crescimento ocorreu principalmente entre homens de 20 a 39 anos. Entre 2022 e 2024, a taxa de incidência da doença aumentou 325% no Brasil, sendo que aproximadamente 68% dos casos ocorreram nessa faixa etária, dos quais 78% eram do sexo masculino.


De acordo com o hepatologista, esse cenário está relacionado à baixa cobertura vacinal, mudanças no comportamento epidemiológico da doença, práticas sexuais de maior risco e à falsa percepção de que a hepatite A afeta apenas crianças.


“Durante muitos anos, a doença esteve associada à infância e às más condições de saneamento. Hoje, muitos jovens adultos nunca tiveram contato com o vírus e também não foram vacinados, tornando-se um grupo mais vulnerável”, explica.


Sintomas podem demorar a aparecer


Outro fator que favorece a disseminação da hepatite A é o fato de muitas pessoas transmitirem o vírus antes mesmo de apresentar sintomas. Em crianças menores de seis anos, a infecção costuma ser assintomática.


Quando os sinais aparecem, os mais frequentes são cansaço intenso, febre baixa, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal, urina escura, fezes claras e amarelamento da pele e dos olhos.
“O período de incubação varia entre 15 e 50 dias, com média de 28 dias. A pessoa pode transmitir o vírus antes de perceber que está doente, o que reforça ainda mais a importância da vacinação”, afirma.


Quem precisa ter mais atenção?


Embora a maioria dos pacientes se recupere completamente e a doença não evolua para a forma crônica, cerca de 1% dos casos pode desenvolver hepatite fulminante, condição em que o fígado deixa de funcionar adequadamente.


Os principais fatores de risco para evolução grave incluem pessoas acima de 40 anos, portadores de doenças hepáticas, pacientes imunossuprimidos, pessoas em tratamento oncológico, transplantados, pessoas vivendo com HIV e pacientes com doenças crônicas, como diabetes e obesidade.


“A insuficiência hepática aguda ocorre quando o fígado perde sua capacidade de eliminar toxinas do organismo. Isso pode provocar confusão mental, hemorragias e falência de múltiplos órgãos. Em alguns casos, o transplante hepático torna-se a única alternativa”, alerta.


O especialista também chama atenção para mulheres em idade fértil que pretendem engravidar. Embora a hepatite A não cause malformações fetais, a infecção durante a gestação pode ser mais grave. Mulheres que trabalham com crianças ou convivem diariamente com elas também apresentam maior risco de exposição e devem manter a vacinação atualizada.


Vacinação disponível na Unimed Cuiabá


A Unimed Cuiabá oferece a vacina contra hepatite A para crianças e adultos por meio do Núcleo de Vacinação, além de orientação especializada para atualização do calendário vacinal.


“Vacina não é apenas para crianças. Adultos que nunca foram imunizados também precisam se proteger. A hepatite A continua circulando e os números mostram que os casos estão aumentando. Não espere os sintomas aparecerem para procurar proteção”, reforça Dr. Elton Teixeira.
Para receber a vacina, basta comparecer ao Núcleo de Vacinação da Unimed Cuiabá com um documento de identificação e o cartão de vacinação. Caso o paciente não possua o cartão, um novo poderá ser emitido no momento do atendimento.


A cooperativa também disponibiliza condições facilitadas de pagamento
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