Polícia
Advogado é preso acusado de invadir banheiro feminino, importunar jovem e tentar intimidar PMs em shopping de Cuiabá
Higor Figueiredo e Lagreca, de 29 anos, teria impedido a saída de uma jovem de 20 anos enquanto ela trocava de roupa; segundo a Polícia Militar, ele também ofendeu mulheres, resistiu à prisão e alegou ser filho de uma promotora de Justiça
Uma grave denúncia de importunação sexual terminou com um advogado preso e uma sequência de acusações de ofensas, resistência e desacato no Shopping Pantanal, em Cuiabá. Higor Figueiredo e Lagreca, de 29 anos, foi detido na noite de quarta-feira (4), depois que uma jovem de 20 anos denunciou ter sido importunada dentro de um banheiro feminino do estabelecimento.
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem estava trocando de roupa quando o advogado entrou no banheiro. Ao exigir que ele deixasse o local, a mulher teria sido surpreendida pela recusa do suspeito, que, conforme seu relato, bloqueou a porta e passou a fazer comentários de conotação sexual.
Assustada, a jovem afirmou ter temido pela própria segurança diante do comportamento do homem.
A confusão não terminou ali. Uma segunda mulher, de 36 anos, tentou intervir e acabou sendo insultada. Conforme o registro policial, o advogado teria chamado a mulher de "vagabunda". Uma gerente de 35 anos também denunciou que vinha sendo importunada repetidamente pelo suspeito.
A situação ficou ainda mais tensa com a chegada da Polícia Militar. Segundo os agentes, Higor apresentava sinais aparentes de embriaguez, desobedeceu às determinações policiais e resistiu à abordagem, obrigando os militares a utilizarem força física e algemas.
Durante o trajeto até a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, o advogado teria protagonizado outro episódio de confronto verbal com os policiais.
De acordo com a ocorrência, ele afirmou ser filho de uma promotora de Justiça e teria insinuado que os militares enfrentariam problemas por causa de sua prisão. A declaração foi interpretada pela equipe como uma tentativa de intimidação. O parentesco alegado não foi confirmado independentemente.
Nem mesmo na delegacia a confusão teria terminado. Segundo os policiais, o suspeito chutou a viatura, proferiu novas ofensas e precisou ser contido novamente.
A ocorrência foi registrada com as naturezas de importunação sexual, injúria, resistência e desacato. O caso será investigado pela Polícia Civil.
As acusações ainda dependem de apuração, e a prisão não representa condenação. Até a conclusão desta matéria, não havia sido localizada manifestação pública da defesa do advogado sobre os fatos narrados.