Política
Joaquim Barbosa vai disputar a Presidência? Quem são os pré-candidatos confirmados até agora
Após a oficialização do nome de Barbosa, Rebelo afirmou que manterá sua candidatura até a convenção partidária, "mesmo que tenha que judicializar" o caso
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa foi anunciado pelo partido Democracia Cristã (DC) como pré-candidato à Presidência da República. O anúncio ocorre meses depois de a legenda lançar o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo (DC) como pré-candidato ao Planalto.
Após a oficialização do nome de Barbosa, Rebelo afirmou que manterá sua candidatura até a convenção partidária, "mesmo que tenha que judicializar" o caso.
Barbosa integrou o STF entre 2003 e 2014. Ganhou projeção nacional durante o julgamento do Mensalão, no qual atuou como relator do processo. Em 2012, assumiu a presidência da Corte e se aposentou antecipadamente dois anos depois, antes da idade limite para permanência no tribunal.
Em abril deste ano, o ex-ministro se filiou ao DC. Após especulações e debates internos, sua pré-candidatura foi oficializada pelo presidente nacional da legenda, João Caldas.
Em nota divulgada no último sábado (16/5), Caldas afirmou que Barbosa "representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições" e acrescentou que o momento "exige união, propósito e desprendimento".
"O Brasil está acima de projetos pessoais", escreveu.
O dirigente também afirmou que irá expulsar "sumariamente" integrantes do partido que se posicionarem contra a candidatura de Barbosa.
Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o ex-ministro afirmou que a definição do candidato cabe ao partido e disse que só disputará o pleito deste ano "se forem preenchidas algumas condições".
Segundo Barbosa, uma das exigências é a receptividade do eleitorado. "Eu precisaria sentir boa receptividade", afirmou.
Ele também condicionou a candidatura à capacidade do DC de formar alianças com outras legendas que garantam tempo de televisão e recursos para a campanha. "Se conseguir estabelecer alianças com outros partidos, as condições estarão dadas", declarou.
Barbosa passa a integrar a lista de 11 pré-candidatos oficialmente lançados por partidos na corrida pelo Palácio do Planalto. O grupo conta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará seu quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal candidato da oposição e representante do clã Bolsonaro nas eleições.
Na pesquisa mais recente divulgada nesta terça-feira (19/5) pela Atlas/Intel, Lula e Flávio aparecem respectivamente em primeiro e segundo lugar. Com o resultado, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro no 2º turno no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.
O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil mostra as estimativas de intenções de voto para os pré-candidatos à Presidência – uma "média" das pesquisas, mas que leva em conta pesos diferentes para cada levantamento.
Além de Lula e Flávio, nomes como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que governaram respectivamente os estados de Minas Gerais e Goiás, estão na disputa. O psiquiatra Augusto Cury também integra a lista de pré-candidatos.
Esse quadro, contudo, pode mudar. Até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), novos candidatos podem surgir e outros desistir da disputa.
O primeiro turno das eleições gerais deste ano está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno, previsto para 25 de outubro.
A BBC News Brasil lista os pré-candidatos à Presidência até o momento.
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Crédito,AFP via Getty Images
Durante a campanha eleitoral em 2022, Lula chegou a dizer que caso fosse eleito, seria "um presidente de um mandato só".
Mas, nos últimos anos, o petista veio dando sinais de que poderia mudar de ideia.
Em 2025, durante um evento no Rio de Janeiro, Lula foi direto ao dizer que o país poderia "ter pela primeira vez um presidente eleito 4 vezes".
Meses depois, durante visita a Jacarta, capital da Indonésia, ele confirmou a jornalistas, durante coletiva de imprensa, que iria concorrer a um quarto mandato.
Aos 80 anos, o presidente Lula (PT) disputará sua sétima eleição para presidente. Ele será o candidato mais velho a concorrer em uma eleição presidencial no Brasil e terá Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice.
A confirmação da chapa foi feita no fim de março, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em que foi oficializada a saída de 14 ministros do governo para se candidatarem ao pleito em outubro.
Além de atual vice-presidente, Alckmin chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Ele foi exonerado dias depois do anúncio.
A legislação eleitoral prevê que ocupantes de cargos no Executivo, que pretendem disputar as eleições, deixem suas funções até seis meses antes do pleito. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente. Este ano, o limite para a descompatibilização era 4 de abril.
Lula lidera as intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, com 47%, segundo pesquisa mais recente da AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (19/05) — a primeira sondagem realizada depois da divulgação dos áudios entre o senador e Daniel Vorcaro, banqueiro do Master.
A pesquisa também indica vitória de Lula no segundo turno, com 48,9%.
O desafio de Lula nas eleições é enfrentar a rejeição. A AtlasIntel mostra que 50,6%, dos entrevistados não votariam no atual presidente. Além disso, 51,3% dos entrevistados dizem desaprovar o atual governo.
Flávio Bolsonaro (PL)

Crédito,AFP via Getty Images
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro entrou na política em 2002, quando foi eleito para deputado estadual do Rio de Janeiro.
Na Assembleia Legislativa, ele exerceu quatro mandatos até se tornar senador da República em 2018, sendo reeleito em 2022.
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto foi lançada em dezembro de 2025, quando ele anunciou ter sido escolhido pelo pai para ser o candidato do PL a disputar a Presidência.
A escolha foi confirmada em nota assinada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
O anúncio foi feito após semanas de desentendimentos entre membros da família Bolsonaro e da oposição em torno de articulações sobre quem deveria liderar a direita bolsonarista.
Flávio deverá ser o principal candidato da oposição. Ele aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto.
Em pesquisas divulgadas em abril, o senador chegou a ultrapassar o presidente Lula. No entanto, pesquisas mais recentes indicaram queda nas intenções de voto após a divulgação de reportagem do The Intercept Brasil sobre pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta terça-feira (19/5), Flávio Bolsonaro caiu 5,4 pontos percentuais nas intenções de voto no primeiro turno, chegando a 34,3%.
Em um eventual segundo turno contra Lula, o senador recuou de 47,8% para 41,8%, enquanto o presidente passou a registrar 48,9%.
A mesma pesquisa apontou que o parlamentar tem a maior rejeição entre os pré-candidatos testados: 52% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele "de jeito nenhum".
Ronaldo Caiado (PSD)

Crédito,Matheus Leite/BBC
No fim de março, o PSD lancou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência.
O anúncio foi oficializado pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, em uma coletiva de imprensa em São Paulo.
Durante o evento, Caiado fez críticas ao PT, disse que seu objetivo é pacificar o Brasil e defendeu anistia "ampla, geral e irrestrita".
"O desafio não é ganhar eleição do PT apenas. Isso é fácil: no segundo ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país", afirmou.
"Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas."
Caiado renunciou ao governo de Goiás em 31 de março.
O ex-governador de Goiás foi escolhido pelo PSD após disputar internamente a vaga com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu da disputa na semana anterior ao anúncio.
Horas antes de Kassab tornar pública a decisão do partido, Leite publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar "desencantado" com a decisão da sigla, e que a escolha por Caiado mantinha a "radicalização polarizada" no Brasil.
"Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", declarou.
Político experiente com uma trajetória de mais de três décadas, passando pela Câmara dos Deputados e Senado, Ronaldo Caiado já havia lançado sua pré-candidatura em abril de 2025, mas por outro partido: União Brasil.
Na época, ele concedeu uma entrevista para a BBC News Brasil, em que criticou o PT, mas evitou falar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Meses depois, ele sofreu pressões internas para desistir da candidatura e se desfiliou do União. Em janeiro, ele se filiou ao PSD.
Apesar de ter apoiado Bolsonaro em 2018 e em 2022, Caiado se afastou do bolsonarismo durante a pandemia, por defender posições diferentes em relação ao isolamento social, e também ao repudiar os atos golpistas de 8 de janeiro, classificando o ocorrido, na época, como "inadmissível, inaceitável e condenável".
O ex-governador de Goiás é visto como um dos principais representantes políticos do "agro". Na pesquisa mais recente da AtlasIntel, ele aparece com 2,7% das intenções de voto no primeiro turno.
Caso a candidatura de Caiado decole, essa não seria a primeira vez que ele disputa a presidência da República.
Em 1989, Caiado concorreu à cadeira do Palácio do Planalto e ficou em 10º lugar, com menos de 1% dos votos.
Romeu Zema (Novo)

Crédito,Bloomberg via Getty Images
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou sua pré-candidatura à Presidência em agosto do ano passado, durante um evento em São Paulo.
Na ocasião, ele fez críticas a Lula e disse que iria "varrer o PT do mapa".
Em entrevista à BBC dias antes de se lançar como pré-candidato, Zema admitiu ter afinidade em propostas com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que poderia não ter o apoio dele na eleição.
Tanto em 2018 quanto em 2022, Zema declarou apoio a Bolsonaro nas eleições presidenciais.
O empresário mineiro estreou na política em 2018, quando disputou sua primeira eleição para o governo de Minas Gerais.
Ele venceu no segundo turno com mais de 70% dos votos válidos e se tornou o primeiro governador eleito pelo partido Novo. Zema foi reeleito em 2022 com 56,18% dos votos válidos no primeiro turno.
Antes de entrar para a política, Zema atuou por 26 anos como CEO do Grupo Zema, que atua nos mercados de varejo, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Em 2022, ele declarou um patrimônio de quase R$ 130 milhões.
O ex-governador de Minas Gerais pode ser o terceiro candidato lançado pelo Novo à Presidência.
Em 2018, o empresário João Amoêdo, então presidente do partido, surpreendeu ao terminar o primeiro turno em quinto lugar — com 2,5% dos votos válidos —, à frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva (Rede).
Já em 2022, o Novo lançou o cientista político Felipe D'Ávila, que recebeu 0,47% dos votos válidos.
Zema renunciou ao mandato como governador de Minas em 22 de março para ser candidato à Presidência. Ele aparece com 5,2% das intenções de voto no primeiro, de acordo com a pesquisa mais recente AtlasIntel.
Joaquim Barbosa (DC)
Antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa atuou como procurador da República e professor universitário.
Indicado à Corte pelo então presidente Lula em 2003, Barbosa tornou-se o primeiro ministro negro da história do STF e presidiu o tribunal entre 2012 e 2014.
Na Corte, ele ganhou projeção nacional durante o julgamento do Mensalão, no qual atuou como relator.
Apesar dos holofotes, Barbosa se aposentou antecipadamente do STF em 2014, aos 59 anos. À época, afirmou que a decisão era pessoal e citou o desgaste acumulado após mais de uma década no tribunal.
Após deixar o Judiciário, o ex-ministro passou a ser citado em articulações eleitorais e, em 2018, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) para uma possível candidatura à Presidência. Apesar de aparecer bem posicionado em pesquisas, desistiu da disputa meses depois.
Em 2026, Barbosa volta ao cenário político ao se filiar ao Democracia Cristã (DC), partido que oficializou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Seu nome ainda não foi testado nas pesquisas de intenção de voto.
Renan Santos (Missão)
Cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos lançou em janeiro sua pré-candidatura à Presidência pelo Missão, legenda idealizada por integrantes do próprio MBL.
Na pesquisa mais recente da AtlasIntel, ele aparece em terceiro lugar com 6,9% das intenções de voto.
O Movimento Brasil Livre foi criado em 2014 e ganhou projeção nacional durante as manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, quando ajudou a organizar protestos de rua contra o governo do PT.
Junto com Kim Kataguiri (União), que hoje exerce o cargo de deputado federal, Santos ficou conhecido por sua atuação nas mobilizações de rua e presença nas redes sociais.
Em 2018, o MBL apoiou a candidatura de Bolsonaro. Em 2022, fizeram campanha pelo voto nulo no segundo turno.
Em entrevista à BBC News Brasil em dezembro do ano passado, Kataguiri disse que apoiar Bolsonaro em 2026 estava "fora de cogitação" e que Santos seria o representante do movimento.
Samara Martins (UP)
No início de fevereiro, o Partido Unidade Popular (UP) lançou Samara Martins como pré-candidata à disputa pelo Palácio do Planalto.
Samara tem 36 anos, é dentista e vice-presidente nacional do partido. Ela também atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra Revolucionária.
O nome dela não aparece nas pesquisas.
Na última eleição, o UP lançou Léo Péricles como candidato à presidência. Ele obteve 0,05% dos votos válidos.
A pré-candidata do UP não aparece na pesquisa AtlasIntel.
Hertz Dias (PSTU)
Também em fevereiro, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançou a pré-candidatura de Hertz Dias à presidência da República.
Hertz é professor de História da rede pública em São Luís, no Maranhão. Em 2022, ele foi candidato ao governo do Estado e teve 0,15% dos votos (5.191 votos).
O pré-candidato não aparece nas pesquisas AtlasIntel.
Edmilson Costa (PCB)
Em março, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) lançou a pré-candidatura de Edmilson Costa à presidência da República.
Edmilson é doutor em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade.
O pré-candidato não aparece nas pesquisas AtlasIntel.
Augusto Cury (Avante)

Crédito,Reprodução/Rede Social
Augusto Cury é psiquiatra e autor de dezenas de livros, entre eles o best-seller O Vendedor de Sonhos, que em 2009 recebeu o prêmio de melhor ficção pela Academia Chinesa de Letras e foi adaptado ao cinema.
O escritor já havia manifestado nas redes sociais a intenção de disputar a eleição para presidente este ano, mas buscava um partido para se filiar.
No dia 05 de abril, o Avante anunciou a filiação e o lançamento da pré-candidatura de Cury. Em uma publicação nas redes sociais, a legenda afirmou: "O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o nosso país avançar com prosperidade e qualidade de vida para as pessoas!".
Essa será a primeira vez que Cury disputa um cargo eletivo.
Em uma entrevista à Folha de S. Paulo um dia após o anúncio, o escritor disse que resolveu entrar na política "por não precisar do poder" e que sua candidatura vai até o fim.
"Ela [candidatura] vai até o final. Alguém com o meu currículo e com a minha biografia não deveria entrar no teatro da política, um teatro pantanoso onde há muitas críticas e não poucos haters. E vários líderes que eu conversei, dos mais diversos partidos, falaram 'doutor Cury, por que você [quer] entrar na política? Você não precisa.' Porque justamente não preciso do poder, não amo o poder, estou entrando", afirmou.
Em 2022, o Avante chegou a lançar o deputado federal mineiro André Janones para presidente, mas ele não chegou a oficializar a candidatura e saiu da disputa para apoiar Lula.
Na pesquisa AtlasIntel ele aparece com 0,4% das intenções de voto.
Cabo Daciolo (Mobiliza)

Crédito,Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Cabo Daciolo é um bombeiro militar aposentado, pastor evangélico e ex-deputado federal. Ele notoriedade em 2011, quando liderou uma greve de bombeiros no Rio de Janeiro.
Em 2014, ele foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro e exerceu um mandato na Câmara.
No início de abril, Daciolo anunciou sua pré-candidatura à Presidência pelo Mobiliza, antigo Partido da Mobilização Nacional (PMN). Anteriormente, ele havia dito que concorreria ao Senado em 2026.
Esta será a segunda tentativa do ex-parlamentar de chegar ao Palácio do Planalto. Em 2018, filiado ao Patriota, ele terminou a disputa presidencial em sexto lugar, com 1,26% dos votos, à frente de Marina Silva e Henrique Meirelles.
Cabo Daciolo não aparece na pesquisa mais recente AtlasIntel.