Política
Prefeitura de Cuiabá trava gasto de R$ 70 milhões na Educação e abre investigação sobre contratos suspeitos
O caso já começou a ganhar contornos explosivos dentro da administração municipal
A Prefeitura de Cuiabá evitou um possível rombo milionário nos cofres públicos após identificar suspeitas de irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação. A gestão do prefeito Abilio Brunini suspendeu pagamentos, interrompeu processos de aquisição e abriu investigação interna que pode atingir contratos estimados em cerca de R$ 70 milhões.
O caso já começou a ganhar contornos explosivos dentro da administração municipal.
A apuração está sendo conduzida pela Controladoria Geral do Município com apoio de setores de auditoria, inteligência e monitoramento da Prefeitura. O material deverá ser encaminhado ao Tribunal de Contas da União, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado de Mato Grosso e demais órgãos de controle.
Segundo o prefeito, as suspeitas envolvem contratos relacionados aos anos de 2025 e 2026.
“Assim que identificamos as supostas irregularidades nesse processo, suspendemos todos os pagamentos e os trâmites de aquisição”, afirmou Abilio Brunini.
Nos bastidores da Prefeitura, o caso é tratado como uma das mais graves apurações administrativas já abertas na área da Educação municipal nos últimos anos.
O relatório preliminar elaborado pela Coordenadoria Técnica de Aquisições da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer analisou 35 contratos ativos da pasta, incluindo aquisição de materiais didáticos, serviços, locações, contratos de consumo e despesas permanentes.
Entre os principais pontos de alerta estão valores considerados incompatíveis com os praticados no mercado.
O levantamento aponta ainda que aproximadamente R$ 20 milhões chegaram a ser pagos antes da identificação das suspeitas. Após o início das análises internas, porém, a Prefeitura bloqueou novos pagamentos e interrompeu o avanço dos contratos investigados.
A investigação agora deverá buscar identificar: possível sobrepreço; direcionamento contratual; falhas em procedimentos administrativos; responsabilidade de servidores e fornecedores e além de eventual dano ao erário.
O episódio aumenta a pressão sobre a gestão da Educação municipal e pode gerar desdobramentos administrativos, cíveis e até criminais caso os órgãos de controle confirmem irregularidades.
A Prefeitura afirma que continuará adotando medidas para preservar os recursos públicos e evitar prejuízos ao orçamento da Educação.