Política

Após receber Prefeitura com dívida de R$ 2,3 bilhões, gestão Abilio afirma ter realizado a maior recuperação fiscal da última década em Cuiabá

Os números foram apresentados pelo secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do município, Éder Galiciani

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 10/06/2026
Após receber Prefeitura com dívida de R$ 2,3 bilhões, gestão Abilio afirma ter realizado a maior recuperação fiscal da última década em Cuiabá
De acordo com os dados divulgados, a administração municipal encontrou um passivo superior a R$ 2,3 bilhões e conseguiu reduzir significativamente os compromissos financeiros ao longo do primeiro ano | Estadão

A Prefeitura de Cuiabá apresentou na terça-feira (9), durante sessão na Câmara Municipal, um balanço das contas públicas de 2025 e afirmou ter alcançado o melhor resultado fiscal dos últimos dez anos, mesmo após assumir uma administração com mais de R$ 2,3 bilhões em dívidas acumuladas.

Os números foram apresentados pelo secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do município, Éder Galiciani, que detalharam a evolução dos indicadores fiscais, a redução do endividamento e o cumprimento dos índices constitucionais de Saúde e Educação.

Segundo Bussiki, a atual gestão encerrou o exercício de 2025 com resultado orçamentário positivo, desempenho que, conforme a equipe econômica, representa o melhor cenário fiscal registrado pela capital mato-grossense na última década.

“Se a gestão não tivesse herdado nenhuma dívida, após a execução orçamentária, o recebimento das receitas e a realização das despesas, teria aproximadamente R$ 140 milhões disponíveis em caixa”, afirmou o secretário durante a apresentação.

De acordo com os dados divulgados, a administração municipal encontrou um passivo superior a R$ 2,3 bilhões e conseguiu reduzir significativamente os compromissos financeiros ao longo do primeiro ano de governo. A Prefeitura também destacou uma mudança na relação entre arrecadação e gastos: enquanto nos anos anteriores as despesas avançavam em ritmo superior ao das receitas, em 2025 a receita corrente cresceu 12%, frente a uma elevação de 8% nas despesas correntes.

Para Galiciani, o resultado foi possível graças ao controle rigoroso do fluxo de caixa e à reorganização financeira promovida pela equipe econômica.

“Houve um superávit financeiro de R$ 141 milhões em 2025. Também houve um crescimento da receita corrente superior ao da despesa corrente, gerando poupança corrente”, destacou.

Os números apresentados apontam ainda que a insuficiência de caixa caiu de R$ 1,15 bilhão negativos para cerca de R$ 650 milhões negativos. Já a dívida de curto prazo foi reduzida de R$ 1,249 bilhão para R$ 880 milhões, enquanto a dívida consolidada líquida registrou queda de aproximadamente R$ 596 milhões.

Outro indicador destacado pela equipe econômica foi a redução do comprometimento da dívida em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), que passou de 62% para 41%, ampliando, segundo a Prefeitura, a capacidade do município para realizar investimentos e contratar operações de crédito.

Durante a prestação de contas, a administração municipal sustentou que os resultados demonstram uma mudança de trajetória nas finanças públicas da capital e representam um avanço no processo de recuperação da capacidade financeira do município.