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Navio cargueiro do Irã é apreendido após tentar furar o bloqueio dos EUA
Trump informou que a embarcação de bandeira iraniana tentou ultrapassar a interdição no Golfo de Omã quando foi atacada pela marinha americana
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que as forças americanas dispararam e apreenderam um navio cargueiro de bandeira iraniana após este tentar ultrapassar o bloqueio naval americano no Golfo de Omã.
“Hoje, um navio cargueiro de bandeira iraniana chamado TOUSKA, com quase 275 metros de comprimento e pesando quase tanto quanto um porta-aviões, tentou ultrapassar nosso bloqueio naval, e não deu certo para eles”, afirmou Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
“O destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA, USS SPRUANCE, interceptou o TOUSKA no Golfo de Omã e os advertiu para que parassem. A tripulação iraniana se recusou a obedecer, então nosso navio da Marinha os deteve imediatamente, abrindo um buraco na casa de máquinas. Neste momento, os fuzileiros navais dos EUA estão sob custódia do navio”, acrescentou o presidente americano.
Em nota, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) confirmou que um destróier americano disparou várias vezes contra a embarcação.
“Após a tripulação do Touska não ter atendido a repetidos avisos durante um período de seis horas, Spruance ordenou que a embarcação esvaziasse a casa de máquinas”, disse o CENTCOM em um comunicado.
Em seguida, "desativou a propulsão do Touska" disparando vários tiros contra a sala de máquinas, afirmou.
Desde o início do bloqueio, os EUA "ordenaram que 25 navios comerciais dessem meia-volta ou retornassem a um porto iraniano", acrescentou o exército.

O anúncio ocorre em meio às acusações de que o Irã está violando o atual acordo de cessar-fogo com suas ações nessa importante via navegável. Teerã bloqueou mais uma vez a passagem da maioria dos navios pelo estreito, alegando "quebra de confiança" por parte dos EUA.
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Minutos antes de Trump anunciar a apreensão do navio, o embaixador do Irã no Paquistão criticou os EUA em uma publicação nas redes sociais, escrevendo que "as fissuras permanecem" enquanto os americanos continuarem bloqueando os portos iranianos.
O embaixador Reza Amiri Moghadam escreveu que os EUA “não podem continuar violando o direito internacional, intensificar o bloqueio, ameaçar o Irã com mais crimes de guerra, insistir em exigências descabidas” e “fingir que estão praticando a 'diplomacia'”.
“Enquanto o bloqueio naval permanecer, as falhas geológicas permanecerão”, concluiu a publicação.
Situação do Estreito de Ormuz
O tráfego no Estreito de Ormuz voltou a ficar paralisado depois que duas embarcações foram atacadas no sábado (18).
De acordo com dados da Marine Traffic, a maioria das embarcações na área se deslocou para o interior do Golfo Pérsico ou para locais relativamente seguros em direção ao Golfo de Omã.
No sábado, lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque que transitava pelo canal, e uma segunda embarcação teria sido atingida por um "projétil desconhecido", segundo a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido.
Nova Délhi afirmou que duas embarcações com bandeira indiana estiveram envolvidas em incidentes no estreito e convocou seu embaixador iraniano para tratar do assunto.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que bloqueará o estreito e que "aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e qualquer embarcação infratora será alvejada".