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Veja Fotos: Polícia investiga supostas ligações de estudante de Odontologia da Univag e modelo no ‘jogo do tigrinho’ com o Comando Vermelho

As duas são investigadas por promoverem o jogo do ‘tigrinho’ em Cuiabá e, segundo a Polícia, enganar seguidores com falsas promessas de ganho

DA REPORTAGEM/COM PC-MT 03/04/2025
Veja Fotos: Polícia investiga supostas ligações de estudante de Odontologia da Univag e modelo no ‘jogo do tigrinho’ com o Comando Vermelho
Policiais Civis de Mato Grosso investigam suposta ligações da acadêmica de odontologia da Univag, Mariany Dias, e da modelo Emilly Souza(que está foragida) com o ‘jogo do tigrinho´ com o CV | Rede Social

Policiais Civis de Mato Grosso investigam suposta ligações da acadêmica de odontologia da Univag, Mariany Dias, e da modelo Emilly Souza(que está foragida) com o ‘jogo do tigrinho´ com a facção criminosa Comando Vermelho.

Na quarta-feira, 02, a Policia realizou a Operação Quéfren e prendeu acadêmica de odontologia Mariany Dias e tentou prender a modelo, Emilly Souza, mas, ela não foi encontrada e a polícia faz uma força tarefa para capturá-la.

As duas são investigadas por promoverem o jogo do ‘tigrinho’ em Cuiabá e, segundo a Polícia, enganar seguidores com falsas promessas de ganho.

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Há suspeitas que as duas estariam ‘lavando’ dinheiro para a facção Comando vermelho, que tem, segundo a Polícia, investido no ‘jogo do tigrinho’ em diferentes cidades brasileiras.

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A Operação foi realizada – simultaneamente – nos estados de Mato Grosso, Ceará, São Paulo e Pará. Em Mato Grosso, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande. Horas antes de ser presa, Mariany publicou um vídeo nas redes sociais divulgando uma nova plataforma de jogos.

O trabalho operacional teve como objetivo efetuar prisões e apreender bens de agentes de plataformas e influenciadores digitais, suspeitos de divulgar, fomentar e estimular a prática de jogos ilegais no Brasil.

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A Operação Quéfren, coordenada pela Polícia Civil do Ceará, cumpriu cerca de 70 mandados contra agentes de plataformas e influenciadores digitais envolvidos na promoção de jogos de azar e suspeita de lavagem de dinheiro.

Ao todo foram expedidos pelo juízo do 1º Núcleo de Custódia/Garantias da Comarca de Juazeiro do Norte (CE), 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular, 15 de bloqueio de bens e valores, entre outras medidas cautelares.

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Os alvos das ordens judiciais são das cidades de Juazeiro do Norte, Fortaleza, Itaitinga e Eusébio (CE), São Paulo, Embú das Artes e Santana de Parnaíba (SP), Cuiabá e Várzea Grande (MT) e Marabá (PA).

Conforme apurado pela Polícia Civil do Ceará, desde abril de 2024, a maioria dos investigados são agentes de plataformas responsáveis pela contratação de influenciadores digitais para divulgação de cassinos online, através de suas redes sociais para promover sites de apostas não autorizadas e ilegais no país.

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As diligências apontam indícios de lavagem de dinheiro, estelionato praticado por parte dos investigados, além da existência de uma organização criminosa articulada de caráter transnacional.

Com milhares de seguidores, os influenciadores digitais gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores.

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Os envolvidos também utilizavam conta “demo/teste” para iludir os seguidores, bem como integram uma rede que negociavam diretamente com chefes das plataformas que tem como proprietários pessoas que residem no exterior, a sua maioria na China, fazendo a indicação de outros influenciadores digitais para a divulgação do “Jogo do Tigrinho”.

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Os influenciadores digitais eram remunerados de diversas maneiras, desde o pagamento pela simples colaboração (postagem da plataforma), como pela quantidade de novos usuários nas plataformas (cadastro), ou receberiam comissionamento pelo montante de apostas (valores depositados pelas vítimas), movimentando milhões de reais nos últimos anos.

Além do pagamento de valores, os chefes das plataformas também pagavam viagens para o exterior para os agentes e influenciadores digitais, cujas viagens eram ostentadas em suas redes sociais como sinônimo de prosperidade com o jogo. Já os agentes de plataformas eram os responsáveis pela contratação dos influenciadores digitais, além de realizarem festas de lançamento de plataformas.