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Escândalo na Caixa de MT: PF investiga funcionário suspeito de mexer em contas, retirar dinheiro de clientes e tentar esconder fraudes

Segundo a PF, o empregado é suspeito de utilizar o próprio cargo para acessar informações bancárias, cadastrar e solicitar senhas, desbloquear cartões sem autorização e viabilizar saques, compras e transferências não reconhecidos pelos titulares das conta

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PF-MT 05/11/2026
Escândalo na Caixa de MT: PF investiga funcionário suspeito de mexer em contas, retirar dinheiro de clientes e tentar esconder fraudes
As investigações começaram depois que a própria Caixa identificou movimentações suspeitas e comunicou os fatos à Polícia Federal | PF-MT

Um funcionário da Caixa Econômica Federal está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre um possível esquema de fraudes bancárias que teria atingido diversos clientes em Mato Grosso. O caso ganhou repercussão nesta quinta-feira (5), com a deflagração da Operação Chave Mestra, no município de Canarana, a aproximadamente 650 quilômetros de Cuiabá.

Segundo a PF, o empregado é suspeito de utilizar o próprio cargo para acessar informações bancárias, cadastrar e solicitar senhas, desbloquear cartões sem autorização e viabilizar saques, compras e transferências não reconhecidos pelos titulares das contas.

O que mais chama a atenção dos investigadores é a suspeita de que o funcionário também tenha interferido no sistema de câmeras da agência, numa possível tentativa de dificultar a descoberta das irregularidades.

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As investigações começaram depois que a própria Caixa identificou movimentações suspeitas e comunicou os fatos à Polícia Federal.

Nesta quinta-feira, agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao investigado. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Barra do Garças.

De acordo com a PF, vários clientes podem ter sido prejudicados. O montante do possível desvio ainda está sendo apurado, e os investigadores não descartam a existência de novas vítimas, outras movimentações fraudulentas e eventuais participantes.

A operação busca identificar o destino do dinheiro, reunir provas e esclarecer a dimensão das suspeitas.

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Em nota, a Caixa afirmou que colabora com a Polícia Federal e mantém mecanismos permanentes de monitoramento de operações bancárias para identificar possíveis irregularidades.

O funcionário, cuja identidade não foi divulgada, é investigado, em tese, pelos crimes de peculato, furto e inserção de dados falsos em sistema de informações.

A Polícia Federal não descarta a identificação de outras infrações penais no decorrer das investigações. Até o momento, não há informação de prisão do empregado.

O caso ainda está em apuração, e as suspeitas não representam condenação criminal.

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