Política

Lula defende apuração sobre Lulinha: "Ninguém está impune se cometeu erro"

Declaração ocorreu durante entrevista à TV Record, que transmitirá integra neste domingo no mesmo horário do debate presidencial da Band; petista optou por não participar, assim como Flávio e Zema

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 23/08/2026
Lula defende apuração sobre Lulinha: 'Ninguém está impune se cometeu erro'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a continuidade da investigação que mira o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a continuidade da investigação que mira o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista à Record TV, o petista afirmou que o filho terá que provar sua inocência.

“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Investigue-se”, disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal.

“Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele", declarou.

A entrevista foi gravada na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada e será exibida, segundo a Record, dentro do Domingo Espetacular, que vai ao ar a partir das 20h30. O horário coincide com o debate com presidenciáveis na TV Band.

Lula, assim com Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), avisou que não deve participar do programa que marca a largada ao formato de enfrentamento direto entre candidatos.

Caso Lulinha

As investigações sobre Luilinha foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do fim de julho. O ministro André Mendonça é o relator de duas delas e o ministro Flávio Dino, da terceira. O filho do presidente nega qualquer participação em atos ilicitos.

Lulinha entrou na mira das investigações depois de revelada a sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, que foi, em dezembro do ano passado, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A empresária teve o celular apreendido.

Nesta semana, mensagens e trechos de relatórios da PF com base na perícia realizada no aparelho vieram à tona. Os diálogos sugerem interlocução com o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A PF apura elo entre os três para influenciar decisões do governo. Tanto Roberta quanto Marcola negam irregularidades.