Política
Mauro resiste à artilharia, lidera Quaest e deixa Janaína, Taques, Medeiros e Fávaro para trás
Mesmo pressionado pelos adversários, ex-governador mantém 24% dos votos totais, contra 18% de Janaína Riva, e dispara a 36% na escolha para a primeira vaga; Taques tem 8%, Medeiros 6% e Fávaro 5% no resultado combinado
Os ataques aumentaram, a campanha esquentou e os adversários apertaram o cerco. Mas, pelo menos até agora, a artilharia política não conseguiu tirar Mauro Mendes (União) do lugar mais cobiçado da corrida pelo Senado: a liderança.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), encomendada pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), coloca Mauro na primeira posição na disputa pelas duas cadeiras de Mato Grosso no Senado.
Na combinação dos votos para as duas vagas, Mauro aparece com 24%, seis pontos à frente de Janaína Riva (MDB), que tem 18%.
Depois, a distância aumenta: Pedro Taques (PSB) registra 8%, Zé Medeiros (PL) 6% e Carlos Fávaro (PSD) 5%. Coronel Darwin (Democrata), Galvan (Avante) e Professor Nelson Ferreira (Agir) aparecem com 2% cada; Margareth Buzetti (PP), com 1%; e Beny Godoy (Agir) não pontuou.
Os indecisos representam 25%, enquanto 7% responderam branco, nulo ou que não pretendem votar.
Mauro dispara para a primeira vaga
Se o resultado combinado já coloca Mauro na dianteira, o cenário fica ainda mais favorável quando a Quaest pergunta ao eleitor especificamente sobre sua primeira escolha para o Senado.
Nesse recorte, Mauro Mendes dispara para 36%.
Janaína Riva aparece com 19%.
A vantagem, portanto, chega a 17 pontos percentuais.
Pedro Taques registra 7%, Zé Medeiros 6% e Fávaro 4%. Os demais aparecem com índices entre 0% e 2%. Outros 18% ainda não sabem em quem votar.
É nesse número que aparece a principal “gordura” eleitoral de Mauro neste momento da disputa.
Mesmo depois de anos de exposição à frente do Governo de Mato Grosso e enfrentando uma campanha marcada por críticas e ataques dos adversários, o ex-governador não apenas permanece na dianteira como concentra mais de um terço das intenções de voto quando o eleitor aponta seu primeiro nome para o Senado.
Ataques não conseguiram virar o jogo
Mauro entrou na disputa carregando o peso e também o bônus de ter comandado Mato Grosso durante anos.
Naturalmente, tornou-se alvo preferencial.
Adversários tentam explorar desgaste administrativo, decisões tomadas durante sua gestão e episódios políticos capazes de atingir sua imagem eleitoral.
A fotografia captada pela Quaest, entretanto, mostra que essa ofensiva ainda não foi suficiente para produzir uma inversão na liderança.
Mauro continua em primeiro no resultado combinado, lidera também na espontânea e abre sua maior vantagem justamente na primeira escolha do eleitor.
Isso não significa, porém, que a eleição esteja decidida.
Muito pelo contrário.
A pesquisa revela um eleitorado ainda altamente volátil e uma enorme quantidade de votos disponíveis para serem conquistados até 4 de outubro.
Janaína lidera na segunda vaga
É justamente na escolha do segundo senador que a disputa ganha outro desenho.
Janaína Riva assume a liderança, com 17%, enquanto Mauro aparece com 12%.
Pedro Taques tem 9%, Fávaro 7% e Zé Medeiros 6%.
Coronel Darwin, Galvan, Professor Nelson Ferreira e Margareth Buzetti aparecem com 2% cada, enquanto Beny Godoy registra 1%.
Nesse cenário, porém, nada menos que 32% estão indecisos.
Ou seja: se Mauro aparece hoje com posição mais consolidada para a primeira cadeira, a batalha pela segunda vaga permanece completamente aberta.
E é justamente nesse território que Janaína, Taques, Medeiros, Fávaro e os demais candidatos deverão travar uma das guerras eleitorais mais intensas da campanha.
60% conhecem mauro e votariam nele
Outro número da Quaest ajuda a explicar por que Mauro ainda consegue absorver os ataques sem perder a dianteira.
Ao perguntar se o entrevistado conhece cada candidato e votaria nele, 60% responderam que conhecem Mauro Mendes e poderiam votar no ex-governador.
É, com larga vantagem, o maior percentual entre os candidatos pesquisados.
Outros 26% afirmam conhecer Mauro, mas não votariam nele, enquanto apenas 14% dizem não conhecê-lo.
Janaína Riva tem 39% que a conhecem e votariam nela, 28% que conhecem e não votariam e 33% que ainda não a conhecem.
Pedro Taques enfrenta o cenário mais pesado de rejeição entre os principais nomes: 46% dizem conhecê-lo e não votar nele. Outros 22% afirmam que poderiam votar no ex-governador.
Fávaro registra 19% no grupo “conhece e votaria”, contra 26% que conhecem e não votariam. Já Zé Medeiros tem 15% que conhecem e votariam e 18% que conhecem, mas não votariam.
79% ainda não citam ninguém espontaneamente
Se há um número capaz de colocar um enorme ponto de interrogação sobre o futuro da eleição, ele está na pesquisa espontânea.
Quando a Quaest não apresenta nenhum nome e simplesmente pergunta ao eleitor em quem pretende votar, 79% não sabem responder.
Mesmo nesse cenário, Mauro lidera.
O ex-governador aparece com 8%, seguido por Janaína Riva, com 5%; Zé Medeiros, 3%; Fávaro, 2%; e Pedro Taques e Coronel Darwin, ambos com 1%.
O índice gigantesco de indecisos mostra que a campanha ainda tem espaço para mudanças profundas.
Metade do eleitorado ainda pode mudar
Outro sinal amarelo para qualquer candidato que pretenda comemorar antecipadamente: 48% dos entrevistados disseram que ainda podem mudar o voto até a eleição.
Para 51%, a decisão já seria definitiva.
É praticamente metade do eleitorado admitindo que sua escolha ainda pode ser alterada.
Portanto, a Quaest não entrega uma sentença eleitoral. Entrega uma fotografia do momento.
E essa fotografia mostra Mauro Mendes entrando na fase decisiva da campanha com gordura eleitoral para enfrentar desgaste, Janaína Riva consolidada como sua perseguidora mais próxima e um pelotão formado por Pedro Taques, Zé Medeiros e Carlos Fávaro tentando reduzir a distância.
Os ataques já começaram.
A campanha ainda tem chão.
Mas, por enquanto, quem está apanhando dos adversários também é quem continua olhando para eles pelo retrovisor: Mauro Mendes segue na frente.
Sobre a pesquisa
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 24 de agosto.
A margem de erro informada é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-04846/2026 e BR-00817/2026.
Em 2026, serão eleitos dois senadores por Mato Grosso. Por isso, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, e a pesquisa apresenta tanto a primeira quanto a segunda escolha, além da combinação dos votos.